terça-feira, 19 de junho de 2018

Timidez e os seus problemas

Problema principal… timidez... gera outros problemas como: falta de confiança, complexo de inferioridade, apatia, solidão, passividade, várias limitações, não expandir horizontes, não ter vida, medo de arriscar, culpa permanente, mente prisioneira, relações diminutas, burrice, falta de experiência, ansiedade, depressão, etc. Como gostava de passear, ir para um destino diferente, fugir à rotina, fazer programas variados. Vejo fotos e vlogs de pessoas na internet e suspiro de inveja por não conseguir ter uma atitude que mude a minha postura. Ainda ontem vi um vídeo no youtube de um homem que foi à Russia, ver o Portugal-Espanha, que me deixou fascinado, com vontade de lá estar ao vivo a disfrutar aquele ambiente, sentir aquela experiência, conviver com pessoal desconhecido, abraçarem-se nas comemorações.... deve ser tão bom ser assim…
Mesmo conhecendo meu patrão à quinze anos, tenho tantas dificuldades em fazer um simples pedido. Imagino situações estapafúrdias que me impeçam de fazer o que quero. Ouvir uma colega de trabalho a falar dos projetos criativos, a maneira fluída como fala, a capacidade de argumentação deixou-me espantado e em baixo por não conseguir fazer o mesmo. Várias situações ao longo do dia me deixam assim, sou patético. 
Num dos raros encontros entre o meu pai e a minha mãe ele teve uma conversa com ela sobre a doença psíquica, a obsessão pelas compras. Falou muito bem, até me admirei da capacidade de diálogo, muito superior ao meu. Fiquei depois com medo da reação dela, apesar de estar consciente que mereceu tudo o que ouviu, não tem noção de quanto triste fico por esbanjar o dinheiro em coisas desnecessárias que nunca vai usar. Enquanto escrevia isto falou comigo para fazer um cartão de crédito para uma compra...entra por um ouvido sai por outro.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Festa de Aniversário; Mau Ambiente Familiar

Decorreu a festa de aniversário do meu afilhado, foram convidados uns amigos da escola na faixa etária de 4, 5 e 6 anos. Sentado no meu canto, observava-os... sempre gostei das crianças, da sua inocência, verificar a aprendizagem constante, os disparates que dá vontade de rebolar a rir. Havia uma miúda extrovertida, que falava muito e só fazias asneiras, até que começou a gozar com uma amiga que estava sempre calada, dizia ela que só abanava a cabeça para expressar um sim ou não. Epah, revi-me tanto nessa situação, vieram-me memórias de quando era mais novo, sucedia exactamente o mesmo, tive tanta pena. Via-se que ela não gostava de lá estar e assim que chegou a mãe foi correr para os braços dela de felicidade, só espero que a criança não tenha o mesmo destino do que o meu. A responsável pela festa era uma bela jovem simpática, viu que não fui buscar uma fatia de bolo e foi entregar-me onde estava sentado, fiquei surpreendido com o gesto, acho que nem agradeci como devia, fiquei bloqueado como acontece sempre nestas interações pessoais. Fiquei a pensar como podia ter uma conversa com ela, mas não me ocorreu nada, ia dizer o quê "sabes como passei o boss no jogo x"? Esta minha deficiência psicológica está a dar cabo de mim, sei que a tenho mas não a consigo ultrapassar, o odio que sinto por ser assim é demasiado. Que mania esta de colocar as outras pessoas num pedestal.
Os fins-de-semana continuam terríveis, a culpa permanente não me larga, por exemplo estou a brincar com o cão, uma actividade que devia relaxar, mas fico ansioso. Assisti à final da liga dos campeões, com este peso, não consigo desfrutar nada. Vêm aí o mundial, uma competição que tanto me agradava no passado e agora estou sem expectativas porque sei que vou estar abatido. Nos tempos livres agora um dos meus passatempos é jogar Farcry 5, a minha postura deve ser terrível, pois causa-me dores nas cervicais, situações que me deixam desesperado tal como a gengiva inflamada que persiste em incomodar-me a algum tempo.
A minha mãe está insuportável, não se pode ir para lado nenhum com ela por causa da sua obsessão pelas compras! Gastou o dinheiro toda da reforma e agora quer que lhe empreste dinheiro para comprar roupa que nunca vai usar. Disse-lhe que não e ficou amuada de tal forma que mal me dirige a palavra. Sei que tenho a razão do meu lado, mas não consigo deixar de ficar triste e essa situação persegue-me neste dias. Tenho medo que agrave a depressão, que cometa alguma loucura por uma coisa insignificante. Mais valia ter lhe dado o dinheiro e assim ficava contente e eu igualmente por não me ter que preocupar. Não posso ceder a todos os caprichos dela, mas fico em baixo por estar mal com ela. Gera-se um clima pesado nos raros momentos que saímos, o mau ambiente sempre presente, não me apetece voltar a fazer este tipo de programas. Uma vez falei deste problema com a psiquiatra dela, ela disse que se não se sentisse culpada não havia problema, por causa destes exemplos é que tenho dúvidas de alguma competência, talvez o problema foi meu de não conseguir transmitir o quanto prejudica a rotina diária.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Minha Voz, Colega Simpática

Às vezes gravo conversas em alguns locais como em consultas com o médico ou quando os bancos estão a tentar impingir novos produtos, etc. Faço isso por causa da minha dificuldade em decorar conversas quando estou à frente das outras pessoas. Por exemplo no dentista não tive possibilidade de gravar e agora estou cheio de dúvidas quanto ao tratamento.  No entanto depois raramente as oiço por vergonha da minha voz e das minhas patéticas intervenções, não digo nada de jeito. A minha voz é péssima, timbre, dicção, falo pouco, demasiadamente rápido, muitas disparidades no volume. Mas por exemplo leio bem, é por não encontrar as palavras que a minha voz sai assim? Também se pode treinar e aperfeiçoar? Acho que sim, mas parecia doido se por exemplo falasse sozinho.
Ultimamente tenho me dado bem com uma colega, sinto um à vontade com ela o que é estranho para mim. No outro dia tive a rara oportunidade de ficar sozinho com ela algum tempo. O silêncio imperava, esperava que ela tomasse a iniciativa, estava-me a sentir mal por mais uma vez a timidez  levar a melhor, até que pensei um assunto para quebrar o gelo e a partir daí para meu espanto a conversa fluiu. Revelou-se ser bastante simpática e desde aí que ela me fala de uma maneira carinhosa. Não consegui deixar de pensar nela à noite, estou apaixonado? Anseio que volte a estar com ela em breve. Ela provavelmente é assim para todas as pessoas, eu é que quero que tenha algum tipo de carinho especial por mim. Quais são os sinais se uma pessoa está interessada na outra? Como gostava de perceber mais sobre esta matéria!  Nem sei avançar e perceber os indícios para recuar., corria o risco de criar uma situação embaraçosa. Mas mesmo se tivesse sucesso como seria o depois? Se não conseguisse manter uma relação e por causa dela entrasse numa depressão maior como  aconteceu no passado?
P.S. Primeira vez na vida que estou a escrever no blog dentro de um carro 😕

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Tristeza Fim-De-Semana; Consulta Médico

Ultimamente parece que fico mais triste ao fim-de-semana do que durante a semana, um padrão estranho, pk será? Tudo o que faço são coisas que gosto, talvez a culpa seja maior por sentir que não estou a agir correctamente como uma pessoa normal. Ora bolas, cada um deve ser livre de fazer o que lhe apetece desde que esteja a respeitar os outros, mais uma vez sinto como se tivesse a cometer alguma ilegalidade. Toda a gente faz as suas actividades sem remorsos, porque sou diferente? Quero sentir felicidade, os adjectivos que encontro são insuficientes para descrever aquilo que passo, não me quero estar a repetir em demasia, simplesmente não consigo viver o momento, não quero continuar assim.  Não sei se é por acordar mais tarde nestes dias, mas fico com dor de cabeça que me impede de curtir aquilo que costumo fazer, penso demasiado nisso. Qualquer problema pequeno transformo-o num grande. A minha vida é muito repetitiva e monótona, devido a não conseguir relacionar-me com ninguém. Não saio para lado nenhum, nem procuro actividades diferentes, só estou "bem" em casa no meu mundo solitário.
Novamente uma consulta com o médico de família, mais uma vez provei a mim mesmo o cobardolas que sou em não revelar qual é o meu maior problema. Falei lhe apenas de uma ansiedade excessiva e dificuldade em dormir, não fui capaz de dizer que o meu estado de humor é habitualmente de tristeza. Não entendo o porquê de não conseguir manifestar os meus problemas a um profissional especializado que me podia reencaminhar para um tratamento que pudesse melhorar, no meu intimo parece que não quero ser ajudado. Falei uma vez dos meus problemas com o antigo médico de família que cagou completamente no meu caso, provavelmente sabia que iria sair daquele centro de saúde. Também o culpo pelo agravamento da doença da minha mãe, ela queixava-se e ele nunca a mandou fazer exames, dizia que era uma tosse normal, foi salva por um doutor temporário. Este novo médico é completamente diferente, novo, simpático, vê-se que se preocupa com o paciente. Durante o diálogo tive várias oportunidades de me abrir, mas não fui capaz e naturalmente deixou-me em baixo. Ainda estou a tempo... mas tenho receio que me pergunte porque não contei mais cedo. Já pensei dizê-lo mas não entrar em pormenores, dizer que foi depois de terminar a minha relação o que não deixa de ser verdade.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Criticas, Ajuda, Exames, Avô, Serra de Estrela, Visitas de Estudo, Carreira Futebolistica

O meu patrão voltou a fazer-me criticas, diz para defender a empresa como se fosse minha. Comunica muito bem, oiço e desejo ser como ele. Raramente respondo, digo sempre que sim a tudo, mesmo quando tem ideias um bocado estapafúrdias. Muitas vezes não concordo, mas não consigo dizer, tento evitar algum tipo de represália com medo que pense que não estou a ajudar a melhorar. Quem me dera saber dar sermões a quem visse que a estava a prejudicá-la, apetece-me fazê-lo muitas vezes, vejo muitas situações erradas, mas não consigo chamá-los a atenção para corrigir. Gostava de organizar tanta coisa de maneira diferente, mas não tenho capacidade para impor as minhas ideias. Sou da opinião que cada um deve defender a empresa onde trabalha, a entidade que lhe paga, mas vejo muito pessoal que critica, não compreendo quem pensa assim. Sou assim na minha vida pessoal, podia dar mais de mim se não fosse esta personalidade tão delimitadora. Sinto-me derrotado, duvido da minha competência, nem tento...
Fiz exames ao joelho, ombro e anca. Ainda não fui ao médico, mas li no relatório que não detectou qualquer problema, mas pk raio sinto estas pequenas dores que me incomodam tanto? O examinador disse para fazer mais desporto... Recentemente fiz um tratamento a um dente que me custou cerca de 200€, no final continuo com dores. Estão me a doer outros, não sei o que faça.
Uma tarefa que não me diz respeito, mas porque tenho a sensação de culpa por não ajudar? Eles não me pediram, mas um familiar distante lembrou-se de mim. Mas esta minha condição física, deixei-me com receio de piorar, foi num desses esforços que dei cabo da anca, ainda por cima o tempo está chuvoso e vento forte, pouco é suficiente para ficar doente. Já me estragou este fim-de-semana prolongado por causa deste pensamento continuo sobre esse assunto. Era mais útil ir ajudá-los, do que ficar em casa a escrever no blog, colecionar cromos do mundial da panini, ver um filme ou jogar "Age of Empires", último jogo que instalei. Tenho medo de que tipo de retaliação? Um obrigado no final era suficiente para mim.
O meu avô faleceu quando era criança, tinha apenas 12 anos. Tinha 65 anos, mas uma aparência de 90 anos tal a quantidade de doenças que tinha, nada lhe faltava, desde diabetes, angina do peito, arrotos, Alzheimer, etc. Lembro-me bem das recordações dele, memórias mais vivas que algumas recentes. Talvez por ser criança não tivesse sofrido tanto, era como se fosse uma brincadeira, era um pesadelo ter assim alguém doente em casa, principalmente quando a cabeça não regulava bem. Muitas vezes não se lembrava de mim, perguntava quem era o garoto que andava a deambular pela casa, não sabia onde estava, perdido. Tenho a sensação que muitas vezes estava noutra linha temporal, pois lembrava-se melhor das memórias antigas, costumava cantarolar músicas do passado, as recentes eram apagadas. Nunca sabíamos em que estado o iríamos encontrar. Uma vez estava com amigos em casa e ele perguntou onde ficava a sala, todos se riram, a primeira vez também me ri, depois habituei-me. À noite ele acordava e fazia barulho pela casa, irritado, saía sem a gente dar conta, perdia dinheiro, era um perigo constante que na altura por causa da minha tenra idade não me apercebia. Será que me protege onde ele está?
Voltei a visitar a Serra da Estrela, prometi a mim mesmo que lá voltava num dia de sol e com bastante neve. Raramente vi neve na minha vida, onde vivo só me lembro de ter nevado duas vezes quando era criança, desaparecendo rapidamente. Pela primeira vez na vida vi neve a sério, andei a caminhar nela e a ver as bonitas paisagens provocadas por este belo fenómeno da natureza. Almocei numa albergaria, pensei como sou patético, nunca pernoitei na vida num hotel! Vi vários autocarros com alunos, as famosas visitas de estudo que tanto odiava, paravam em parques para fazer os piquenique, as recordações que me traz. Passei o tempo a andar de  um lado para o outro, ver os miúdos a divertirem-se(pena de nunca ter podido fazer o mesmo) pessoal a esquiar, fazer snowboard...porque não tive coragem para experimentar? Ao contrário do normal para as outras crianças(para minha personalidade normal tudo que saísse da minha zona de conforto) eu detestava as visitas de estudo, cheguei a inventar desculpas como más disposições para não ir. Ficava muito enjoado pelas longas viagens de autocarro, no final do dia muito cansado, só desejava o regresso. Não comia quase nada, por exemplo dava as minhas salsichas aos meus amigos que se consolavam. Como me arrependo de não ter apreciado essas visitas para aprender, longe de imaginar na altura que nunca iria sair para lado nenhum. Aliás, nem no meu concelho nem nos vizinhos conheço nada, por acaso no outro dia li um artigo, um guia de alguns locais a visitar nas redondezas e fiquei espantado de haver tanto lugar que nem imaginava existir.
Futebol, desporto que tanto gosto, mas sou mais um adepto do sofá, mais por causa desta timidez pois gostava de ter jogado. Quando era criança ainda joguei na equipa da terra, durante duas épocas. Tinha uns 8 anos e noutra tinha uns 11, apenas fui por causa de um amigo. Na primeira época, era suplente, fraco fisicamente, até desejava que não me passassem a bola. Na segunda era titular pois não havia muita qualidade. Assim que deixei de ter contacto com esse meu amigo que me influenciava, deixei de jogar, tenho pena de o ter feito. Para além disso a minha outra experiência mais competitiva foi na escola, futsal, desporto escolar, inter turmas. No primeiro ano não me inscreveram na equipa, fiquei triste por acharem que não tinha qualidade suficiente, mas muitos amigos abandonaram e tive a minha oportunidade, até deu barraca quando marquei um golo e deram conta que não estava inscrito. É claro que nunca fui convocado para defender a minha escola contra outras.  No verão existem muitos torneios de futebol de salão, muitas empresas participam. Nos primeiros anos a empresa onde trabalho também participava, mas claro que nunca contavam comigo, também não me ofereci, tinha medo de ser gozado.
Cada vez que relato estas "histórias" ridículas fico com a sensação de tristeza por levar uma vida tão desprovida.

domingo, 18 de março de 2018

5 anos Blog

Hoje faz 5 anos desde o primeiro post deste blog. Incrível, como já passou tanto tempo... é  como se o tivesse criado ontem! Na altura, "inicio" da crise procurei alguma forma de escrever e partilhar a minha angustia. Costumava descrever a minhas "aventuras" num caderno, decidi optar também pelo digital, uma maneira onde pudesse escrever em qualquer lugar a qualquer hora. Comecei por fazer posts a contar como era a minha família, amigos, na escola, etc. Acho que o objectivo não era continuar o blog por muito tempo, mas acabou por ser uma terapia desabafando as minhas histórias, contando toda a verdade, tudo o que sentia, sem qualquer restrição, mesmo as acções que me fazem sentir com mais vergonha, os meus segredos que nunca conseguirei contar a ninguém pessoalmente. Não pensei que alguém fosse lê-lo, no entanto já recebi alguns comentários a tentarem-me ajudar, agradeço a quem o fez.
A nível de humor posso dividir a minha vida em duas fases principais. O ano de 2012 foi uma viragem que me fez conhecer este mundo de depressão. Antes era um jovem pateta, ingénuo, sabia das minhas limitações, mas não ligava muito a esta timidez e à falta de acção, ansiava o momento para ir para casa para entrar no meu mundo solitário de lazer e isso bastava para ser feliz. É claro que no fundo sabia que podia acontecer uma mudança e ter que encarar a realidade foi um choque, resultando assim um sentimento de culpa permanente que não me larga desde então. A relação amorosa que tive nesse ano fez mudar tudo para pior, abriu-me os olhos para um mundo real e soube que seria extremamente difícil sair do meu com esta minha personalidade.
Vejo as fotos do passado num misto de saudades, nostalgia, ontem quase chorei ao ver um vídeo de mais de 10 anos atrás em que jogava à bola no quintal com a minha afilhada. Estou com uma paranóia de ser assaltado e de me roubaram o que tenho em casa, não é as centenas de euros que  tenho guardado em casa que mais me preocupam, mas sim os dados que tenho nos meus discos rígidos, ficaria muito triste se perdesse o conteúdo de milhares de fotos guardadas. Pensei guardar um disco de backup noutro local, colocar os ficheiros num serviço nuvem, mas são muitas GB. Ainda comecei a operação de upload os ficheiros para o Mega que tem alojamento 50 gb, criar várias contas... acabei por desistir.
Recentemente faleceu um colega de trabalho, foi de um momento para o outro, todos ficámos em estado de choque, era uma pessoa 5 estrelas, durante dias não me saiu da cabeça esse assunto e claro penso nas comparações. Devia gozar a vida enquanto cá estou, não devia sofrer por cenas insignificantes, completamente sem sentido. Não tenho doenças graves, tenho emprego, casa, carro, não tenho conflitos com ninguém. Esconder os meus sentimentos à minha família, de vez em quando deixa-me com um sentimento de injustiça, às vezes gostava que soubessem o que sofro, eles pensam que sou o pateta de antigamente, que sou feliz à minha maneira. 
Ouvi a minha mãe contar histórias para uma relativa desconhecida, em como conheceu o meu pai, o desenvolvimento da relação... a mim nunca me contou nada, acaba por ser justo pois ela não sabe de nada do meu sofrimento. Em tudo uso o sobrenome da parte da minha mãe, desde as assinaturas de email, quando me perguntam, etc. Apesar de não ser o meu último nome como acontece normalmente, sinto uma ligação mais forte a este lado da família, um dia se tivesse um filho gostava de passar esse sobrenome, o meu pai obviamente não iria gostar, mas é uma não questão visto nunca irá acontecer.
Existem algumas dezenas de associações aqui na zona, como gostava de me integrar em alguma(agora não me apetece desenvolver)!
Actualmente continuo com um medo irracional, de sair de casa e ir para o trabalho mesmo sabendo que é um bom sitio. Continuo com problemas de comunicação mesmo com o pessoal mais chegado, por exemplo tive conhecimento duma oportunidade de negócio mas fui incapaz de dizer alguma coisa. A falta de confiança, os novos pensamentos, perturbações, obsessões estão cada vez maiores, tudo o que vejo parece-me confuso, até aqui estou com dificuldades em escrever, demorei imenso tempo a elaborar este texto, as palavras não fluem, antigamente era mais rápido, a memória, a criatividade desapareceram, estou a desaprender... tenho ideia que nunca consigo transmitir o que sinto por minha incapacidade intelectual.

P.S. Confesso que estou a escrever este texto uns dias antes de ser publicado, exactamente no dia 12 de Março, mas vou agendá-lo para a "comemoração" do aniversário do blog. Escrevi este post scriptum só para dar um exemplo da minha ânsia. Estou com uma vontade imensa de o publicar imediatamente, sei lá, medo que o texto desapareça e que nunca seja publicado.

domingo, 4 de março de 2018

Sair do Meu Mundo

Tenho que tentar sair do meu mundo de vez nos próximos tempos, brevemente o prazo chegará ao fim, posso ficar sozinho a qualquer momento e não estou preparado. Tenho todos os meios para o fazer, incluindo condições financeiras, mas o medo de mudar continua mais forte do que eu, deixar os outros decidirem é mais fácil, receio que as minhas decisões sejam erradas e que fique pior do que estou. Sei que esta personalidade me limita imenso, mas aos poucos tenho que tentar evoluir, senão não estou cá a fazer nada. Tenho que planear o futuro, ser mais activo naquilo que quero, mas é complicado, nem sei o que pretendo fazer e isso deixa-me sempre angustiado. Estou a pensar transformar  uma divisão numa sala de lazer que seja só minha. Colocar a tv numa parede, umas prateleiras onde arrume os meus livros, secretária(preciso mesmo do meu pc desktop?),comprar sofá moderno, objectos que goste, posso ir à net pesquisar ideias, fazer um esboço... acabo por desistir. No meu quarto tirar a televisão e qualquer outro entretenimento, ter apenas os moveis, ali é só para dormir. Arranjar solução de maneira a ter conforto térmico. Acho que nunca conseguirei dizer nada à minha família, medo de se rirem das minhas ideias patéticas. Farto de dizer que tenho que evoluir, etc mas nunca acontece.
Tenho que ser mais autónomo, aperfeiçoar-me nas tarefas domésticas, só assim poderei ter a consciência tranquila para fazer outras atividades. O meu candeeiro de teto foi-se e agora como vou substitui-lo? Espero por um familiar para me humilhar ou tenho que pagar a alguém para fazer o serviço? Isto não é coisa de homem!
Preciso resolver um assunto, mas uma pessoa do passado trabalha lá e só por causa disso tenho medo de lá ir, são estas coisas ridículas que me afetam muito a minha vida.  Às vezes desejava ter coragem para ir para um sitio distante e começar do zero.
A última consulta no médico foi uma desgraça, não consegui transmitir a dor que sentia nos pulsos, o médico ficou impaciente. Para além do esquerdo agora o direito dói-me também. Estou com medo que isto não me passe, pois incomoda-me bastante. São anos e anos de esforço consecutivo e é normal que se ressentem.
Não consigo impor ideias em lado nenhum, isso deixa-me tão irritado, certas pessoas vêm como um inútil. Não tenho atitudes para corrigir as suas opiniões.