segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Actividas Solitárias, Trabalho, Famila...

O tempo passa e não consigo mudar, qualquer dia tenho que mudar o nome do blog para timidez aos 40 anos. As minhas actividades solitárias estão cada vez maiores, fico muito tempo sozinho, não gosto de ter pessoas à minha volta, não consigo arriscar e sair da zona de conforto, expor-me a situações para evoluir, nem procurar ajuda médica, sou um cobarde. A ansiedade, tristeza, falta de confiança e a consciência pesada continuam a ser parte integrante do meu dia a dia. Sou prisioneiro da minha mente, tenho medo de ser uma pessoa básica e sem conteúdo, tenho dificuldades em desenvolver em qualquer assunto... até aqui tenho problemas em explicar. Farto de viver a minha vida num raio de 30km's, queria ir para longe, viajar, conhecer novas paisagens! Ultimamente ando novamente com pensamentos e paranoias estúpidas. Por exemplo estou a assistir um filme ou uma série e tenho receio de não entender a história, parece que não absorvo os conteúdos dos diálogos...antigamente não era assim, estou cada vez pior a gerar problemas que só o meu cérebro os tem. Devia mudar o meu tipo de leitura, procurar algo mais rico intelectualmente, em vez de ler essas histórias de aventura, drama ou romances que no fundo só me fazem deprimir por não vivê-las. Procurar mais documentários em vez de reality shows, quando era criança estranhamente até gostava, agora que sou adulto não aprecio, tenho medo de não perceber mais de metade, sou ao contrário das pessoas normais. Porque me custa tanto deixar estas actividades "no life"? Devia procurar algo em que pudesse conviver mais, tipo frequentar um ginásio ou um clube de natação, sei bem o que fazer mas falta-me coragem. Passo muito tempo a imaginar situações que nunca vou passar, ontem deitado na espreguiçadeira imaginei-me com uma mulher a fazer-me uma massagem e depois trocar carinhos, continuo sempre com necessidade de inventar histórias para não cair em tédio. Até quando fui serrar os ramos da laranjeira imaginei-me uma personagem de uma série onde estava numa missão...ridículo. Estas personagens acompanham-me durante o dia, às vezes até no trabalho, imagino estar sempre com alguém, criar diálogos que me ajudam a raciocinar, sei que não é correcto.
No trabalho as coisas como sempre estão complicadas ou se calhar não, eu é que vejo sempre tudo complicado, qualquer acção me faz pensar que vou ser despedido. Gostava de um dia ir para o emprego sabendo que está tudo bem e que não corremos o risco de encerrar. A crise já dura à mais de 10 anos, é verdade que até agora conseguimos sobreviver mas até quando? Neste tempo já fiquei sem receber durante vários meses, emprestei inclusive dinheiro do meu bolso, fui para o desemprego e continuei a trabalhar sem vencimento. Nenhuma pessoa normal fazia isso, só eu, porque não tenho mais opções devido a esta personalidade. Não consigo imaginar-me sem este trabalho, o que faria para passar o tempo? 
Tirando a minha mãe e avó sinto que estou cada vez mais longe dos meus familiares. Passam-se semanas sem ver os meus primos, antigamente iam muitas vezes a minha casa almoçar, mas vicissitudes da vida fizeram com que isso deixasse de suceder, tenho saudades dos pequenos. Já não falo com o meu pai à dias, não atende o telefone, provavelmente anda muito atarefado na colheita da azeitona. Os meus tios emigrados normalmente telefonam no domingo, procuro não ouvir/falar com eles porque o tom de voz é sempre critico o que me deixa em baixo.
Novamente passei uma situação sobre um assunto pouco importante, que me deixou nervoso, irritado, sem dormir, só pelo facto de não ter conseguido defender o meu lado. Não percebo porque ligo tanto às opiniões dos outros de tal maneira que me tenha perturbado a minha vida daquela forma.
Resolvi  mais uma vez poupar dinheiro em vez de investir numa compra que me era util, não sei porque o faço, deixa-me angustiado.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Problemas trabalho; Sonhos; Incêndios

Ultimamente tenho passado por bastantes problemas por causa das minhas dificuldades de interacção, várias situações que me surgem em que passo um atestado de incompetência, na hora não sei explicar e duvido que tenho razão, depois quando estou sozinho vejo que normalmente estou certo. O meu colega está cada vez mais indisciplinado, não o consigo controlar e depois ainda mete as culpas em mim. É um tipo porreiro, mas é muito desorganizado e isso faz com que gere problemas sem necessidade, perde muito tempo em assuntos sem importância. Estou sempre dependente dele, quando deixa o trabalho em atraso o meu também fica, sinto-me responsável porque podia ajudar mais se percebesse alguma coisa e também não tenho coragem de alertar o chefe. Faço uma recapitulação do que está errado e está tudo mal em todas as áreas, deixa-me sem forças para lutar e desmotivado. Finalmente está resolvido uns problemas que tive, estar na ilegalidade deixava-me completamente desnorteado, agora estou totalmente legal, mas a sensação não mudou muito,  sinto que tenho mais responsabilidades. Guardo tudo para mim, devia ter alguém com quem falar para deitar tudo cá para fora, esta raiva acumulada deixa-me desorientado.Os meus problemas não são nada comparados com a maioria das outras pessoas, deixa-me revoltado sofrer pelo motivo ser o meu "cérebro".
Chega a certa altura que penso: Mas afinal vou para o emprego ganhar dinheiro para quê? Se não tenho família para sustentar, não tenho capacidade para ter amigos e engates...o melhor é ficar sempre em casa, assim não tenho que enfrentar os desafios terríveis que é todos os dias sair de casa e relacionar-me com as pessoas, aquilo que sou fraco. Não posso pensar assim nestas atitudes negativas, ficar sempre em casa seria provavelmente um desenvolvimento para aumentar a minha doença. Os sonhos que tenho são o reflexo do dia a dia, dos meus medos, muitas vezes me chamam de incompetente, inútil, é raro ter um sonho bom, mas no outro dia aconteceu. Sonhei que me tinha relacionado com um mulher jeitosa, quando acordei só queria voltar para o sonho novamente, foi uma sensação fantástica que gostaria de repetir mais vezes. Será que o meu inconsciente tem problemas de dialogar?  Gosto de ver séries, filmes e até novelas românticas, gosto de acompanhar o desenvolvimento das relações e imaginar-me no lugar dos personagens.
Mais uma vez apetece-me fugir da rotina, penso em acções sem grande importância que me limitam. Na próxima quarta-feira vou fazer algo de diferente, estou ansioso por esse dia... ansiedade domina a minha vida em todos os seus capítulos.
No outro dia tive uma festa de aniversário infantil em que o tempo passou muito rápido, gostava de ter esta sensação mais vezes, em vez de só ter para aí uma vez por ano. Ver as crianças a jogarem, ingénuas, brinquei com elas, sem saberem do meu problema de timidez.
A nossa zona foi afectada pelos incêndios. Foi uma noite desesperante, a casa do meu pai fica junto a matas, vi na tv que havia desaparecidos no local, as comunicações falharam não o conseguia contactá-lo, fiquei logo aflito, pensei logo no pior e nas consequências, não estou preparado. Só no dia a seguir é que falei com ele e verifiquei que estava tudo bem, apesar dos terrenos terem dele ardido.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Feriado Perfeito; Aniversário Prima; Retrospectiva

Feriado "perfeito"... dormir quase até ao meio-dia, ouvir musica, almoço, depois jogar, ir apanhar sol enquanto lia um livro, masturbar, brincar com o cão, jantar, ver um filme, o peso desse dia esteve inexplicavelmente elevado. Adorei jogar aquela missão, os capítulos do livro que li foram muito bons, mas pk raio estou com esta consciência pesada? Até ganhei as apostas que fiz! Porque não consigo gastar o dinheiro que ganho em coisas para mim, porque o poupo em vez de gozar? Arrependo-me de nada ter feito durante a minha juventude e continuo assim, este espírito de tristeza não me larga e não me permite pensar em diversão, principalmente quando incluiu outras pessoas.
No final do dia, depois do trabalho fui a casa de uns familiares dar uma prenda a uma primita que fazia anos, encontrei uma casa acolhedora, um ambiente de aconchego que me fez sentir ciumes e desejar um dia ter um igual, mas sei que por causa desta minha personalidade nunca o conseguirei. O miúdo a colar cromos juntamente com o pai na caderneta de futebol, a pequena a estudar os seus primeiros textos... estes pormenores...isto é que é viver e ser feliz. Essa minha prima até era uma pessoa tímida,  desconfio que também tenha passado por episódios de depressão, aos 30 ainda não tinha emprego depois de ter passado vários anos na universidade com dificuldade em acabar o curso, não tinha nenhuma relação amorosa, de um momento para outro desabrochou e tudo mudou. Arranjou um bom emprego, casou-se, teve filhos, aquela pessoa envergonhada que não falava mais que 5 palavras, agora é o centro de todas as conversas, se ela conseguiu porque me parece impossível para mim fazer o mesmo? Até devia ser um exemplo para mim! A moradia não é muito grande como a minha, mas é muito confortável, um quintal onde as crianças podem brincar descansadas, as divisões muito bem mobiladas, quartos a condizer com os ocupantes. Por causa de umas obras tenho que ficar com o cão deles, brinco bastante com ele no final do dia quando chego stressado do trabalho, vou ter saudades quando for embora. É mesmo brincalhão, nunca pensei que um animal me desse tanta alegria, na empresa estou habituado a vê-los infelizes.
Mais uma noite sem dormir nada por causa de um assunto inútil, fico cansado no trabalho, as horas não passam, não me apetece fazer nada! O clima está muito quente para a época, continuo a usar calções, sandálias, não usar meias, ir de mota para o trabalho. Agora estou com a paranóia de me constipar, pelo menos não quero que aconteça este mês, enquanto os dias são maiores.
No final do dia faço uma retrospectiva do mesmo e imagino que estou a contar os episódios vividos a alguém, quando o queria realmente era ter alguém em carne e osso para falar, fora do ambiente familiar e profissional. De vez em quando escrevo em foruns, mas não é o suficiente.
Continuo com dores no joelho, estou à espera que isto passe com o tempo, mas vou ter mesmo que consultar um médico. Um dos meus hobbies está a prejudicar-me na saúde, a poeira é imensa e agora estou aflito dos pulmões, será que vou ter que desistir de um dos meus passatempos preferidos para passar o tempo?
Devia passar mais tempo com o meu pai, por exemplo ir lá passar uma tarde ao fim de semana. Às vezes chateia-me para ir buscar fruta, ora uvas, maças, etc, mas não me apetece lá ir, tenho medo das conversas dele, de ouvir as verdades, prefiro ficar o tempo livre em casa, mas sei que é uma atitude má.
No escritório estou cada vez mais descontente com o meu colega, o que me deixa desmotivado e sem apetite para trabalhar. Não faz nada daquilo que digo, não o consigo controlar, não digo nada ao chefe para não gerar conflitos.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sobreviver, Eleições, Fim-de-Semana

Muito complicado viver com esta timidez, eu não vivo, apenas sobrevivo. Estou sempre preocupado, impaciente, sofro por antecipação, não consigo planear objetivos para o meu futuro, tudo me parece difícil e a mudança provoca-me pânico e acabo por desistir de ter ideias.
Não encontro as palavras certas para dizer aquilo que penso, interagir torna-se complicado, explicar qualquer assunto é um pesadelo, atrapalho-me, quero despachar-me, não consigo passar a mensagem que as outras pessoas transmitem, às vezes tenho medo de não compreender, a minha falta de confiança deixa-me burro, sinto medo do medo. Sei que posso dar mais de mim em tudo, no trabalho, na vida pessoal, mas assim não dá. Os episódios tornam-se repetitivos, no outro dia não consegui explicar o que queria à minha colega e ela foi questionar o patrão o que me deixou embaraçado, voltei a duvidar da minha falta de capacidade e competência.
Mais umas eleições em que fui incapaz de sair de casa para ir votar. Ansiedade social veio ao de cima, não fui porque estava com receio de encontrar alguma pessoa do passado conhecida que me tentasse desencaminhar do meu caminho "no life". Em toda a minha vida só votei uma vez, numa das raras fases em que tentei conviver, lembro-me de ficar numa fila enorme e depois disseram que era noutra sala, fiquei pior que estragado.  O meu colega perguntou-me se fui e levei nas orelhas por não usar o meu dever cívico, está longe de imaginar o porquê. Sinto inveja da sua personalidade, apesar de todos os seus problemas segue em frente, evolui, faz projectos, planeia, está sempre a mexer-se e a procurar soluções.
Um fim-de-semana sem sair de casa, já não o fazia a algum tempo, provavelmente vai-se repetir muitas vezes, já não tenho necessidade de ir às compras ao sábado. A minha casa é grande, posso variar entre as diversas divisões, portanto não fico entediado de olhar sempre para as mesmas paredes e depois tenho o bendito quintal onde posso estar em contacto com o ar puro, passo lá bastante tempo. Comecei a ler um livro, dos melhores que li até agora pois revi-me em algumas passagens, jogar uma nova serie, ver futebol, enfim... as minhas habituais tarefas de lazer solitárias. O fim-de-semana passou rapidamente, nem tive tempo para ver o filme no domingo depois de jantar como habitualmente. Continuo a ver jogos de futebol através de streams, muitas vezes sem qualidade, com bastantes paragens, incertos, quando podia perfeitamente pagar a mensalidade ao canal que os transmite, tenho poucas despesas, porque não uso algum dinheiro para este pequeno "luxo"? Penso nos anos que já podia ter feito, as dores de cabeça que podia ter evitado, mas por outro lado penso que o dinheiro me pode fazer falta no futuro. O mesmo se passa com outras coisas como jogos de computador, prefiro fazer download a ter que pagar.
Começa a semana e mais uma vez sou posto à prova perante a minha competência e paciência, iniciou logo com um erro em que sofri uma repreensão injusta, mais uma vez nem tentei rebater e depois ter que levar com o meu colega chato. Ter que ouvir as conversas alheias, de vidas normais, com problemas normais, deixaram-me mais uma vez com aquele sentimento de não ser do mesmo planeta.
A minha mãe levou uma reprimenda merecida, mas que deixou-a triste e por consequência a mim, ela não consegue controlar a doença, deve ser terrível o sofrimento dela. Logo agora que até tinha saído e pegado no carro coisa que não fazia à meses, espero que não a deite abaixo.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Funeral; Péssima Sensação; Concerto; Perdido

Recentemente tive um familiar que faleceu. Teve o dom de juntar toda a família, coisa que nunca aconteceu e até possibilitou reconciliações entre membros afastados por guerras antigas e estupidas. Não sabia o que dizer aos familiares mais diretos, queria dar uma palavra de conforto mas limitei-me a dar os meus sentimentos e força. Mais uma vez senti-me um anormal, completamente fora da realidade deste mundo, como se não pertencesse a ele, devo ter deixado uma péssima imagem como sempre. O meu estado de espirito normal é tristeza portanto enquadra-se bem em funerais. Em toda a cerimónia só pensava que em breve podia ser a minha vez de assistir à morte de alguém mais próximo, o que me deixou de rastos, não estou preparado!
Péssima a sensação que tenho que um dia no futuro vou ter saudades do momento que estou a viver no presente, vou imaginar-me a apanhar sol na espreguiçadeira, relembrar alguns pormenores sem importância como juntar calmamente as folhas com ancinho, apanhar e atirar os pêssegos que caem do pessegueiro da vizinha, apanhar o lixo, etc, coisas que não poderei fazer brevemente pois terei que mudar para pior. Por falar em lixo, até a ida ao contentor do lixo se torna uma tarefa angustiante, normalmente vou de manhã cedo, porque a probabilidade de encontrar pessoas é mais escassa.
As criticas são justas, falta-me conhecimentos e competências em muitas áreas e também imaginação para criar algo de novo, não tenho aquela habilidade inata de aprender como os outros, nem acho que seja por falta de capacidade mas sim por confiança. tenho medo que me chamem inútil. Já escrevi isto aqui, não vale a pena estar sempre a bater na mesma tecla, mas se o fizer talvez mude aos poucos.
Vejo muitos assuntos que complicam sem razão, que são fáceis de entender, mas fazem uma tempestade num copo de água. Fico enervado, sem paciência, não consigo expor o que penso sem me chatear.
No outro dia arranjei coragem para ir à cidade passar o dia, almocei, passeei, jantei, no final assisti a um concerto de um artista que aprecio, mas mais uma vez olhei com inveja as pessoas que pulavam, aplaudiam, abanavam as mãos para cima ou seja que se divertiam e eu apenas a assistir de mãos nos bolsas sem gostar aparentemente, mais uma vez a sensação de pertencer a um mundo diferente. O barulho era imenso, saí de lá com uma dor de ouvidos que durou dias, ainda hoje não estou a 100%, como este pessoal aguenta os decibéis tão elevados?
Perdido na cidade, bloqueado, conheço aqueles sítios mas ao mesmo tempo desconhecidos, detesto essa sensação, começo a ter medo de conduzir, de não respeitar as prioridades, ou entrar num sitio proibido, estacionar é um problema em lugares com muita gente, sou excelente em manobras quando estou sozinho, com muitas pessoas em redor torno-me péssimo, prefiro estacionar em locais mais distantes, por exemplo andei mais de 10 km's a pé para evitar o pesadelo de ir para o centro. Ainda bem que no meu emprego, não tenho que apanhar trânsito e tenho parque sempre disponível.
Aleijei-me num joelho, abusei no exercício físico, corri demasiado, os meus músculos não estão habituados. A sensação que tenho é que se tivesse parado agora estava melhor, não me sai da cabeça que poderei ficar com esta dor para sempre, afinal o exercício no meu caso faz pior.

sábado, 9 de setembro de 2017

Anuncios de Emprego; Noites Complicadas...

Recebi no mail um anuncio de emprego, nunca liguei muito pois sei que não arranjarei melhor do que tenho actualmente, este por acaso li, os requisitos que pedem são dinamismo, motivação, proatividade, capacidade de aprendizagem, trabalho em equipa, capacidade de comunicação, bom relacionamento interpessoal... ou seja totalmente o oposto daquilo que sou. Passo-me da cabeça com certas injustiças, mas vou ter que aguentar porque depois vai ser muito pior(ou talvez não, sei lá). Ainda a semana passada estive à beira de berrar, mas felizmente consegui conter a minha raiva, depois vingo-me doutra forma. Para o inicio do próximo mês vou ter que ganhar coragem, uma coisa tão fácil para os outros e difícil para mim, eles é que me estão a dever, mas porque sinto que é ao contrário? Sou incompetente em muitas tarefas, isto porque não tenho capacidade de liderança, fazem tudo o que lhes apetece, não tenho controlo nenhum!
As noites estão complicadas, várias horas para adormecer sempre a pensar em assuntos pendentes, às vezes até estou calmo, mas depois começam os pensamentos e a ansiedade aumenta. Acordo várias vezes de noite e muito antes do despertador tocar, olho para o relógio uma série de vezes, incrível como o tempo passa de maneira diferente. Quando resolvo um assunto que me esteja a apoquentar rapidamente arranjo o seu substituto.
Vejo familiares chegados a fazerem vários programas, visitas a locais bonitos em todo Portugal, eu ainda sou jovem, estou a desperdiçar os meus melhores anos parado em casa, não é justo, muitos queriam e não podem, mas não me consigo libertar destas amarras . O "paraíso" que estou está a acabar, não consigo deixar de pensar que em breve vou mudar para pior. 
Ele foi dizer-me, mas não consegui me voluntariar para o ajudar como fiz o ano passado. Ele é muito nervoso, tem que assumir as responsabilidades dos seus actos, senti-me humilhado com as bocas que enviou, no entanto não lhe consigo dizer porque estou zangado, não quero gerar conflitos. Para além das dores o que mais me custa é ver aquele personagem que me quer tirar do meu mundo de solidão e fantasia. Sei que parece mal e pode ter consequências no futuro. 
Tive a ver alguns documentos do passado de mais 15 anos atrás, arquivos insignificantes que me custam a apagar, tive vergonha de os ler, desde cartas de aniversário que enviava sem qualquer tipo de conteúdo útil, diários com pormenores ridículos, etc
Num dos meus estados de raiva dei uma palmada no portátil... não ligou mais. (In)felizmente ainda estava na garantia, portanto não tive que pagar nada embora preferisse repará-lo por conta própria. Assusta-me as possíveis pessoas que tiveram acesso ao conteúdo do meu disco rígido e que a minha privacidade tenha sido violada. Tenho muita coisa privada que me faz corar de vergonha, incluindo este blog.
Sei que devo solicitar ajuda médica, mas tenho medo que saia de lá ainda mais frustrado, bloquear e não transmitir exatamente aquilo que sinto. No fundo acho que não mereço ser ajudado, a culpa é minha de estar neste mundo só meu, que me impede de crescer, evoluir e ser feliz. Existe uma parte de mim que não quer abandonar e é a mais forte.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Susto; Investimento; Horizontes; Comparação

Tenho a cabeça a mil, não sei explicar o porquê, não consigo descansar. Foram-se embora, a agitação acabou, voltou o casarão a ficar sem vida. Um susto gigante apanhei, uma queda, podia ter deitado tudo a perder, tenho medo que aconteça novamente, mais uma situação que não me deixa dormir. Ela não aceita o facto de estar a ficar muito velha e já não conseguir fazer as tarefas em condições, até andar tem dificuldade, no entanto recusa uma bengala, deve pensar que isso a faz caminhar mais rapidamente para a velhice. Sei que sofre bastante, olho para ela do andar de cima enquanto deambula no quintal, vejo-a triste e deixa-me da mesma forma. Viver com duas pessoas doentes é complicado, fico logo em baixo e por vezes com saudades de voltar para o meu posto laboral. Tenho que começar a ajudar mais nas atividades diárias, não posso perder muito tempo em inutilidades, aceitar isto é complicado para mim.
Sabia de um investimento que quase a certeza que ia dar um bom dinheiro, mas mais uma vez fui um cobarde e a minha personalidade passiva e medricas impediu-me de o concretizar, hoje verifiquei que podia ter triplicado o valor inicial. Não acredito no dinheiro fácil... porque acho que só os outros merecem? Ainda vou a tempo mas algo me diz para parar. Gostava de ter outra fonte de rendimento e de demonstrar a certas pessoas que sou bom em alguma coisa. Quanto mais leio, mais dúvidas fico, aceitar que é mesmo verdade, tenho a impressão que funciono a "carvão" .
Na empresa querem que encontre soluções impossíveis, não gosto de andar a caçar gambozinos, mas lá faço a vontade. Apetece-me gritar com eles, outras vezes falar com sinceridade, mas guardo tudo que penso pois tenho medo que ache que estou a atrasar o progresso e assim mandar-me embora.
Gostava de ir para longe durante uns dias, fazer uma viagem ao estrangeiro...lol, nem dentro do país tenho coragem. Planear uma ida ao Alentejo, dizem que existem praias tranquilas, pesquisar quartos para passar uma semana... não me sinto preparado, provavelmente nunca estarei, quero abrir horizontes mas não consigo, saio muito à minha mãe.
Ainda no outro dia me pus a pensar numa das minhas típicas conversas que tenho comigo mesmo. Às vezes passo minutos a dialogar comigo mesmo sem nunca avançar na conversa, repetir o mesmo assunto, sou mesmo estranho.
Há uns anos...Actualmente:
Possuía apenas um PC Desktop: Estava limitado a uma divisão, passar frio, calor, barulho da ventoinha ensurdecedor, pc lento...agora tenho um portátil rápido, permite-me deslocar e encontrar o melhor ambiente, posso jogar os mais recentes títulos, ver filmes com qualidade ultra hd, etc;
Tinha apenas 4 canais de televisão...hoje tenho 200 e em muitos deles consigo recuar a emissão durante 7 dias;
Internet: Downloads limitados(já para não falar dos tempos do modem 56kb), demorava dias a fazer um download de um filme de 700mb, a informação era pouco fidedigna...atualmente faço download de um filme de 20gb em 30 minutos.
Telemóvel: Só fazia chamadas e recebia/sms's...agora tenho um smarphone que é um verdadeiro canivete suíço, substituiu leitor mp3, camara digital, rádio, jogos...já chega de dar exemplos, era mais feliz com pouco ao contrário de hoje, já lá vão 5 anos de sofrimento, desde que realmente começou a depressão ou lá que raio tenho.