segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tudo Contra Mim (Vitimização)!

Estou na merda novamente, não sei o que despoletou esta situação, foi por causa daquele comentário ridículo sem importância que fui incapaz de responder? Sinto que tudo e todos estão contra mim. Tinha que estar ausente quando ela telefonou, o que terá acontecido? Tenho medo de perguntar. Sou mesmo obsessivo, assim nunca me vou relacionar com ninguém! Volto para o meu mundo solitário e imagino demasiado. Ontem fiz uma retrospectiva das formações em que estive presente como um observador, vagueando como um zombie, depois criei um filme na minha cabeça, digno de uma criança de 10 anos, demasiado surreal para um adulto de 35 anos. Abro a app do google earth e visito locais que gostaria de ir, demasiado depressivo para um tipo que é incapaz sequer de sair do meu distrito de residência. Do meu escritório vejo o comboio a passar, como gostava de visitar a Europa nesse meio de transporte, um sonho irreal para mim. Incrivelmente apesar de não ter vida, não consigo fazer tudo o que quero nas horas de lazer. É disto que tenho medo de abdicar? 
Uma situação muito triste para mim, que não consegui desabafar com ninguém e apetece-me tanto fazê-lo. Os meus primos em casa deles têm na parede vários quadros com fotografias de todos os familiares mais chegados com as crianças… tirando eu. Fico mesmo lixado, é terem uma fotografia de um membro que nem da família é! Só por ser madrinha? Eu sou padrinho! É um exemplo de como sou tão invisível, às vezes apetece-me confrontá-los mas o medo de gerar conflitos é mais forte do que eu.
O meu cérebro às vezes não consegue processar o que me foi dito, às vezes quando alguém vem falar comigo penso que não o consigo perceber e sinto que estou a piorar... sou mesmo idiota! Estou com medo do futuro.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Agir Mais Pensar Menos

Nem sem bem o que escrever, sinto-me em baixo, uma inutilidade extrema, preciso desabafar. Estou no computador meio adormecido a tentar que alguma coisa me venha à cabeça. Tudo que me lembro, seria mais uma repetição... vou citar um texto que escrevi uma vez num forum, quando o meu cérebro estava mais desperto: "Alguns anos que me sinto preso numa cadeia imaginária criada pela minha mente, que me deixa sem liberdade para crescer e evoluir. Estou sempre com um medo inexplicável não sei de quê, o sentimento de culpa permanente não me larga, é um pesadelo viver assim, com esta consciência pesada, um peso forte criado pelo meu cérebro que me atormenta todos os dias. Os anos passam e não consigo mudar, sou incapaz de lutar contra este mal e o sentimento adensa-se. Gera-se vários problemas... ansiedade, angustia, falta de confiança, complexo de inferioridade, revolta, passividade, solidão, relacionamentos inexistentes, fobia social, etc. Não aproveito o momento, nunca estou bem no sitio onde estou, ansioso para ir para outro lado, o ciclo repete-se. Pareço um zombie, não faço parte de nada, sinto-me deslocado, que não pertenço a este mundo. Não consigo planear nada, arriscar e sair da rotina, abrir horizontes, ter objectivos na vida... sinto-me tão infeliz. Não é justo sentir-me assim, tenho emprego, condições financeiras estáveis, existem pessoas em piores condições e que têm força de vontade para lutar contra os seus problemas. Na minha idade já devia ter formado família, criado património, em vez disso tenho uma vida patética, desprovida, onde não tenho poder de decisão. É mais fácil fugir para o meu mundo de fantasia, onde imagino ser uma pessoa onde os meus defeitos são virtudes, uma pessoa social, um líder. Detesto a minha personalidade, os pensamentos obsessivos não me deixam dormir, as paranóias não me largam, agora estou com medo de ficar demente... não sei como sair deste buraco." Agora que reparo nem divulguei o factor que gera estes problemas, a minha timidez excessiva. O pessoal naturalmente aconselhou a procurar ajuda médica, mas continuo incapaz de o fazer, deixo andar a vida, não a controlo.
Nas últimas semanas não tem acontecido nada na minha monótona vida. Vou trabalhar durante o dia, no final mergulho no meu mundo de videojogos, séries e futebol, é a forma que tenho de me esquecer da minha personalidade. No final lembro-me que estou a agir mal e ainda fico mais deprimido.
Vêm aí a black friday, queria aproveitar os descontos para comprar uma TV maior para instalar no meu quarto, mas depois lembro-me que pode ser mais um factor para o meu mundo paralelo ganhar vantagem e acabo por desistir. Além disso tenho dúvidas se seria capaz de instalar o suporte, sou mesmo nabo.
No sábado fui às compras e depois lanchar fora com a minha mãe e avó. Elas passam toda a semana em casa, chega o fim de semana chateiam-me para sair. Não me apetece nada sair com elas, até porque enerva-me certas atitudes que têm, parecem crianças, não se sabem desenrascar em situações que um miúdo de 10 anos saberia resolver.  Fiquei descontrolado por uma dessas situações ridículas, gritei com elas à frente de pessoal, depois fico envergonhado em pensar na opinião de quem assistiu.
No carro costumo ouvir musicas em altos berros, mais uma maneira que tenho para libertar os meus sentimentos reprimidos, mas depois fico a pensar nas pessoas que passam por mim, será que faço caretas estranhas quando estou a curtir a música? Mais uma vergonha!
Depois de 7 meses a tratar do cão ele foi para a sua família, estranhamente nem fiquei muito abalado, estou a ficar seco de sentimentos? Ultimamente quando chego a casa já é de noite, os dias têm sido chuvosos, também não iria estar muito tempo com ele.
Penso demasiado na minha patética vida. Passo horas a recordar momentos do passado, como se tivesse sido glorioso, devia agir mais e criar histórias dignas de uma pessoa normal.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Situação Nova; Aniversário;Mundo "Irreal"

Pela primeira vez na minha vida surgiu uma situação nova, a oportunidade de ir para outra empresa. Mais uma vez através de conhecimentos do mesmo primo que me deu a conhecer a vaga de ingressar na que estou actualmente. O meu pai falou-me antecipadamente. Disse que ele me ia ligar a dizer que surgiu uma oportunidade na empresa onde trabalha a mulher. A possibilidade de ter um salário mais alto, de evolução na carreira, etc. Fiquei em estado de agonia, arrepio-me só de pensar em mudança. Medo de não ter capacidade para desempenhar as novas funções, de ter relações com pessoas desconhecidas, da entrevista, de tudo... mas por outro lado custa-me recusar. Enquanto não recebi a chamada não descansei. Felizmente foi a mulher que me ligou e foi mais fácil dizer que não, disse que estava bem onde estou e que o salário não era o mais importante, "tretas obviamente" de uma pessoa que esconde a verdadeira razão. Mais uma vez não sei lidar com essas situações que me possibilitam crescer.
Num domingo, acordei mais cedo que o habitual, fui à cidade comprar uma prenda para levar a uma primita que tinha a festa de aniversário nesse dia. Cortei o cabelo, fizeram-me uma massagem, almocei uma grande bifana grelhada. Rumo à festa, várias crianças se divertiam a dançar as danças do fortnite como o floss ou take the l, resolver enigmas para encontrar um tesouro e outras actividades engraçadas. Sinto inveja de não ter tido possibilidades no meu tempo de imitar os sucessos actuais, hoje em dia propagados à velocidade da luz devido às novas tecnologias e aos softwares de partilha de informação. Fiquei maravilhado, ao mesmo invejoso, queria ser novamente criança e divertir-me como elas, não o pude fazer quando o era por causa da timidez excessiva, sinto tanta frustração. Nunca consegui dançar à frente de outras crianças, tinha vergonha de ser gozado, nunca participei em teatros ou algo do género. Mais uma vez revi-me num miúdo que lá estava, não por causa da personalidade, bem pelo contrário, era extrovertido e até arrogante, com a mania que é bom. Falar com um adulto estava fora dos meus limites quando era criança. Ele não pensava em mais nada senão jogar à bola, não ligava às actividades de grupo que os outros participavam. Ri-me quando chegou à rave improvisada e voltou logo embora sem querer saber. Fui ter com ele para matar saudades de outros tempos, o tempo passou demasiado rápido. Cheguei a casa depois de um belo dia passado e fiquei depressivo, imaginei que poderia ter a mesma vida dos meus primos se não tivesse esta maldita personalidade.
Farto de estar deprimido, o meu mundo "irreal" voltou a ganhar terreno, quando lá estou fico menos triste. Comecei um novo videojogo, o Assassin's Creed Origins, estou viciado, é muito bom para esquecer o resto. Acompanho 4 séries por semana, comecei a ler um livro novo, comprei-o porque pensava que era uma história de uma personagem que sofria de síndrome de Peter Pan, equivoquei-me não tem nada a ver. Nem imaginam a falta de confiança que sinto em tudo, estou mesmo numa fase em que tudo o que faço me parece básico, o tal medo de ficar demente, este bloqueio mental que me atormenta, até aqui a escrever nunca encontro as palavras que quero.
Já estive com a minha colega duas ou três vezes depois do episódio anterior, quase me ignorou na totalidade, devo ter causado mesmo má impressão naquele dia :( foi tudo da minha cabeça.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Peter Pan

Essa minha colega(do post anterior) quando estava comigo falou-me de Peter Pan, não entendi o que ela queria dizer, nem liguei na altura. Dias mais tarde, por acaso do destino, estava a fazer tempo numa loja e resolvi pegar num livro aleatório e não é que falava do síndrome do Peter Pan, associei logo à conversa, "o menino que não queria crescer". Posso ser o maior no trivial, ter muita cultura geral, mas no que realmente interessa a minha ignorância é imensa. Tantos livros que devia ler que me podiam ajudar a crescer, pensar de maneira diferente, mas não, a minha leitura resume-se a romances, policiais ou aventuras. Por exemplo o livro que estou a ler atualmente é para adolescentes, shame on me. Um gajo para conduzir um carro, ou trabalhar num computador tem que ter conhecimentos, existem pessoas com talento inato, outras tem que se esforçar para aprender como é o meu caso. Sempre fui mais técnico, erradamente nunca liguei a estas ciências da vida mental que são tão importantes. Pergunto-me como na escola fiz estas disciplinas com bom aproveitamento.

Pesquisei na net e encontrei este texto muito bom que se enquadra naquilo que sou:
"Pessoas que continuam a se comportar como crianças mesmo depois de adultas. São pessoas que se recusam a crescer, demonstram uma forte imaturidade emocional e têm um grande medo de não serem amadas e acabarem sendo rejeitadas.
Essas pessoas preferiram se afastar das exigências do mundo real e se esconder em um mundo de fantasia, assim ficaram presos na Terra do Nunca. Dessa forma não conseguem desempenhar seus papéis com sucesso em seus trabalhos e vida pessoal, que é o que se espera na vida adulta. Relutam em cortar a ligação de dependência com os pais e, geralmente, têm apenas relações superficiais com os outros. Assim como o personagem “Peter Pan”, ficam voando por aí à procura de aventuras e são incapazes de pousar em algum lugar, porque têm medo de enfrentar o mundo real. Pessoas que sofrem da síndrome de Peter Pan podem parecer despreocupadas e felizes, mas a sua vida pessoal é cheia de sentimentos de solidão e insatisfação, acompanhados de dependência pessoal. Eles precisam ter ao seu lado alguém que atenda as suas necessidades e que os façam se sentir protegidos. As consequências da SPP podem levar a alterações emocionais graves, como altos de níveis de ansiedade e tristeza que podem levar à depressão. Eles se sentem insatisfeitos com as próprias vidas, uma vez que não assumem a responsabilidade pelas suas ações, o que faz com que não tenham realizações próprias, afetando diretamente a autoestima.
Embora sejam adultos com mais de 30 anos, ainda se comportam como crianças;
Estão sempre insatisfeitos com o que tem: querem ter tudo, mas sem se esforçarem para conseguir.
Consideram o compromisso como um obstáculo à liberdade.
Não se responsabilizam pelos próprios atos.
Se sentem inseguros e têm baixa uma baixa autoestima.
Crescer como pessoa é parte do desenvolvimento natural dos seres humanos, mas nem sempre é uma tarefa fácil. Para ser adulto é necessário que você tome a decisão de crescer e adote valores e objetivos de vida. É também necessário que você desista de algumas coisas para que atinja seus objetivos, se responsabilize pelos próprios erros e tolere os dias de frustração.
Amadurecer não significa ter que perder a criança que há dentro de nós, pois precisamos que essa criança venha à tona, às vezes, para que a vida não seja tão rígida, só não permita que essa criança te domine e dificulte a sua vida adulta, como no caso de Peter Pan. É indispensável ter uma relação harmoniosa entre o adulto e a criança interior. Amadurecer com sucesso é alcançar um equilíbrio entre esses dois aspectos da nossa personalidade."

Ela tem razão, não quero que tenha, quero que pense doutra forma. Pensar como ela tem uma opinião tão negativa deixa-me deprimido, se calhar sou um zé ninguém no seu mundo de folia, nem se lembra de mim. Sei que não é tarde, se fosse Homem, convidava-a para sair e logo via a reação, mas pelo menos tentava e não estaria frustrado.
Desde esse dia que fiquei muito angustiado, acho que é o período maior em que estou mais em baixo. Não me consigo concentrar em nada, nem no trabalho, as minhas actividades de lazer são feitas sempre com um peso excessivo…. apenas tenho este blog para partilhar na tentativa de ficar aliviado, em vão.
Tenho medo que me chamem e perder a tarde de futebol, tenho que inventar uma desculpa... é isto que não consigo controlar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Socialmente Inapto; Colega Solteira;

Mais uma história que teve o final de sempre, tudo por causa desta minha inabilidade de comunicar com os outros.
1º dia - Uma colega de trabalho que labora noutros escritórios foi ao meu, num dos raros encontros que tivemos. Disse-me que ficou solteira. Quando me revelou essa confidencialidade, fiquei espantado pois não temos assim tanta afinidade(como com  todos). Ela é jeitosa, vestia um vestido sexy revelando as suas tatuagens. Perguntei-lhe qual o significado de uma delas tentando expandir a conversa. Fiquei logo a imaginar que podia ter uma relação com ela, fiquei excitado, mas não avancei mais uma vez por falta de coragem. Pondero demasiado os riscos. Sei lá, medo de receber um não, que ela faça troça, que conte aos outros, que isso me prejudique na empresa. Já tive uma má experiência com a ex, trabalhar com ela tornou-se horrível, se bem que neste caso trabalhamos em diferentes escritórios logo não seria tão grave. Ela parece-me ser uma boa pessoa, mas problemática pelo que me teve a contar da sua vida, o discurso revela-se incoerente e confuso. Deve ter muitos amigos e candidatos, uma pessoa com aquela aparência física não está ao alcance de um gajo socialmente inapto. No entanto fiquei a pensar pois numa sms chamou-me de "meu querido". Será que é do feitio dela tratar assim o pessoal com quem convive? Provavelmente sim, mas deu-me esperança...
2º dia - Desta vez ficou quase todo o dia no escritório comigo. Voltou a mandar umas bocas bastante atrevidas, do género que os meus olhos ficavam mais radiantes quando me via, o amor é lindo, etc. Não reagi, não sabia o que responder, quando me lembrei de uma boa resposta estava lá outro colega e não disse nada. Fiquei muito retraído por causa desse colega, maldita a hora, ele que está na maioria do tempo na rua. É uma mulher que aproveita a vida, festiva, começou a falar em sair, conviver, conhecer-me, beber uns copos...entrei logo em pânico, a minha consciência a dizer para recusar caso me convidasse, com medo de perder o meu mundo de solidão e que visse a minha vida secante. Uma das minhas poucas intervenções revelou-se fatal, uma falta de capacidade para realizar uma tarefa simples que qualquer homem conseguiria fazer.  Disse-me que "dou por findo a relação que ainda agora tínhamos começado" Perdi mais uma boa oportunidade de pelo menos ter uma amiga com quem me pudesse divertir. Agora dificilmente estarei com ela nestes termos, mas se tiver nova oportunidade vou voltar a desperdiça-la. Sinto que somos de universos diferentes. Deixou-me de rastos só me apetece bater com a cabeça na parede, queira ir para casa mergulhar no meu mundo depressivo, mas como um mal nunca vem só, tive que ir com a minha mãe às urgências. O outro colega topou alguma coisa pois incentivou a avançar com ela. Começou com conversa de antigamente se tinha gostado da minha ex, eu fiquei embaraçado a tentar desviar a conversa. Não percebo porque não me consigo abrir com alguém em carne e osso.
Durante a semana espero ansiosamente pelo jogo de futebol no sábado, é isto que é importante?
Que ando aqui a fazer? Com este modo de ser e pensar nunca encontrarei felicidade.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Aniversário, Observador, Cão

Mais um aniversário... se antigamente era um dia de comemoração agora é um dia depressivo, demonstra que a idade avança e eu continuo na mesma, sem evolução, sem projectos, sem amigos, limito-me a sobreviver na minha patética existência como um zombie medroso, sem poder de decisão. Compro um bolo para comemorar num grupo de 6 familiares chegados. Cantam-me os parabéns, mas estão sempre com pressa pois têm que ir para as suas vidas atarefadas. Gostava de descrever melhor aquilo que sinto, mas como em tudo não sou bom em nada.
Sou um observador neste mundo, olho em redor e vejo os outros com inveja a viver as suas vidas, procuro solitários como eu perguntando-me se são parecidos comigo, tentando criar uma empatia imaginária. No outro dia vi uma bela rapariga sozinha, conjecturei um diálogo com ela... que patologia terei? O fim-de-semana passado queria ir a um evento, uma oportunidade de ver figuras públicas que sigo no instagram, mas mais uma vez a inércia ganhou-me. Um dos motivos: ter medo de me filmarem e aparecer na televisão, lol, sou tão ridículo.
Sou tão desligado do mundo real que nem sei quem é o presidente da junta da minha freguesia, no outro dia perguntaram e fiquei embaraçado pois não sabia, deve ter pensado lindas coisas de mim. Não contribuo em nada para a sociedade e minha localidade, não conheço praticamente ninguém, nem os mais populares da terra. É muito mau não ter conhecimentos, tenho consciência que me limita muito em várias situações. Depois cria embaraços quando vêm à empresa onde trabalho e não me conhecem. Não gosto de politiquices, é muito complicado entender, vejo uma cambada de mentirosos que só querem encher o bolso, engano meu pensar assim, devia confiar mais, mas se nem em mim.
Ultimamente oiço um barulho estranho, um género de um apito, que me acorda no meio da madrugada, mas não consigo detectar a fonte do ruído. Primeiro pensei que fosse do alarme de incêndio, mas já o tirei e o som persiste. Gostava de perguntar à minha vizinha se ela também o ouve, mas mais uma vez a timidez impede-mo de fazer.
A minha mãe felizmente melhorou na disposição, já come melhor, perdeu quase 20 kg's na crise, por um lado foi bom pois pesava muito acima do peso ideal. Já quer conduzir novamente, o carro ficou com a bateria descarregada, carreguei-a e lá consegui finalmente resolver um problema! Assim que ficou melhor foi logo visitar sites para comprar roupa e gastar a sua reforma.. não tem emenda, até pela expressão fácil de satisfação consigo ver quando ela está a visitar esses endereços.
Às vezes no trabalho as coisas tornam-se secantes, não faço nada de jeito, conto o tempo para o final do dia, para entrar no meu mundo, ver séries, futebol, estar com o cão...  vou ficar sem ele brevemente depois de 5 meses e meio a tomar conta dele. Vou sentir muita falta, dá outra vida à casa. Por um lado quero que vá embora pois não me deixa limpar o quintal em condições e está sempre a ladrar alertando a minha presença aos vizinhos, não me deixando à vontade, mas claro que vou ter saudades das brincadeiras. Este cão não é normal, atiro-lhe a bola e ele não a devolve. Foge de mim, à espera que corra atrás dele. Assim o faço, provocando-lhe um rosnar de felicidade, gosta de gozar comigo. Quando se cansa, desafia-me a tirar-lhe a bola à força. Aceito o desafio e puxo, mas ele prende a bola de tal forma com a boca e patas que é impossível tirá-la e ele mais uma vez leva a melhor. Depois vingo-me com as fraquezas dele, principalmente o facto de odiar água. Assim que vê-me pegar na mangueira corre para o outro lado do quintal. Pesando os prós e os contras a companhia dele é positiva. O triste é que mesmo estando nestas actividades de lazer, fico ansioso, não entendo, quem vê de fora pensa que estou feliz.. BTW - O que me impede de ter um animal de estimação?
Porque quero ser uma pessoa que não sou? Devia ser feliz à minha maneira!

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Ela Tem Namorado, Massagem Erotica; Touch; Pá

Ela tem namorado, já suspeitava que uma mulher daquelas não estava sozinha, descobri por acaso, numa situação caricata. Fiquei triste, desejo não a ver mais, enquanto antigamente ansiava a sua presença. Não faz a mínima ideia daquilo que penso, quando falo com ela sofro.
Farto de estar sozinho fui à procura de anúncios de mulheres que fazem massagens eróticas. Desta vez não queria sexo, depois dos últimos falhanços, queria algo que durasse mais tempo e arranjei esta solução. Depois de muito pesquisar, de tentar arranjar algum feedback sem sucesso  (na minha zona não existe muita oferta) lá tive coragem para contactar uma mulher. Comprei um cartão de telemóvel só para usar para esse fim, não queria que ficassem com o meu número pessoal. Fiquei tão nervoso quando liguei, parecia uma criança que nunca saiu de casa. Tinha que ir à cidade tratar de outro assunto, então como desta vez não levei a minha mãe vi a oportunidade ideal para fazer algo de diferente. Quando cheguei estacionei o carro e liguei para ela depois de lutar muito contra esta timidez, a vontade de urinar era imensa tal o estado de nervos que fiquei. Estava disponível, fui ao café despejar a bexiga, depois segui viagem para um bairro que nunca tinha ido, entrei em paranóia com medo de não encontrar o apartamento onde estava. Com as indicações dela, cheguei lá com algumas dificuldades e sempre a olhar em redor com medo do que as pessoas pensassem. Subi encontrei uma mulher de nacionalidade brasileira entre os 35 e 40 anos. Fisicamente não era nada de especial, um bocadito gordita, a fugir para o feia. Se calhar foi melhor assim, se encontrasse um "canhão" provavelmente ficaria mais incomodado. Encontrei um quarto muito bem asseado, bonito mobiliário. Tirei a roupa e deitei-me na marquesa, mandou-me deitar de barriga para baixo e começou a fazer a massagem. Consegui relaxar, aproveitei o momento, os nervos quase desapareceram, se bem que às vezes pensava no final e a insegurança apoderava-se de mim. No final mandou-me virar, comecei a tocar nela e ela fez oral, disse-lhe para fazer devagar, no entanto o mesmo problema de sempre, ejaculei muito cedo. Perguntou-me se queria tomar banho, disse que sim, mais um ponto a favor. Não lhe perguntei o nome nem a idade, desconfio que me mentisse. Não falámos muito, mas revelou-se simpática e carinhosa. Elogiou-me a dizer que não esperava um homem tão bonito. Acabou por ser um convívio positivo, ao contrário das outras vezes. Mas continuo vazio, não é este tipo de contacto que quero. Triste por ter que pagar para ter algum contato feminino, tudo por causa desta maldita personalidade.
A minha mãe levou nas orelhas de uns familiares para não voltar a comprar roupas, para parar com essa obsessão. Ela disse que não ia voltar a gastar dinheiro, sinceramente duvido que cumpra a sua promessa. Agora quer comprar um smartphone novo. Queixa-se que o dela não presta, o facto é que ela não sabe usar o touch. Não percebo a dificuldade dela, mas deve ser uma das poucas pessoas do mundo que não o sabe fazer. Se ela não sabe usar nenhuma das suas funcionalidades, nem usar o touch porque quer comprar um telemovel com o mesmo sistema? Tento despersuadir-la, mas sem sucesso. Tem que arranjar sempre uma maneira de gastar o dinheiro que ganha da reforma.
Um colega pediu-me ajuda num serviço e tive que usar uma pá de obras. Viu logo pela minha minha habilidade que não estava habituado a usar. Perguntou-me se era a primeira vez que tinha pegado nesta ferramenta.  Menti a dizer que sim, quando já tinha feito dezenas de vezes quando ajudava o meu pai num trabalho. Porque o fiz? Não percebo! É daquelas minhas atitudes inexplicáveis.