quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

2020 Repetitivo; Funcionário Incoveninente

2020, a revelar-se o mesmo de sempre. Eu angustiado, com medo de tudo… oiço, oiço, oiço e não consigo falar, nem criar laços com ninguém, cada vez me sinto mais isolado no meu mundo de solidão. Sou um anormal, com vergonha de ter esta personalidade que faz com que o sentimento de depressão esteja sempre presente. Não consigo viver, não me apetece fazer nada, nem sequer escrever aqui, os meus relatos são tão repetitivos e sou tão nabo a escrever que me envergonha. Para este ano defini objetivos que quero concretizar como aumentar os meus conhecimentos culinários, dar tratamento a artigos herdados da minha mãe, procurar soluções de renovação do apartamento. Preocupa-me o facto de não ter qualquer tipo de aquecimento, aqui ao menos tenho o fogão de lenha. Tento procurar soluções, mas nunca sei o que escolher e deixo andar até um dia alguém diga o que fazer. Proíbo-me a mim mesmo, por quê? Que merda de sentimentos são este?
Em breve vou ter uma reunião de condomínio, estou tão assutado. 
A minha vida resume-se a casa-trabalho-casa-trabalho. Aos sábados vou às compras e de vez em quando almoço com a minha avó, domingo passo o dia em casa, não tenho vida social nenhuma. Um tipo andava a estacionar o carro em frente da minha garagem, fiquei fulo porque achei que ele sabia que não saía de casa.
Na empresa os investimentos aumentaram, máquinas, viaturas e funcionários novos. Durante uma semana laborou uma nova funcionária junto a mim. Senti empatia, parecia-me uma mulher porreira, podia ajudar-me nas tarefas, no entanto teve uma proposta do anterior emprego e foi-se embora. Ela  ficou admirada de eu ganhar o salário mínimo estando à 18 anos a trabalhar com o meu patrão, tantas tarefas que executo. Incentivou-me a falar com ele, apetece-me arriscar, mas depois tenho medo que ele me jogue na cara que sou um incompetente e se quero aumento devia evoluir nas minhas competências e só não me despediu por pena. Prefiro ficar no meu canto, a explodir por dentro. Quando está furioso, tenho medo de falar com ele e de sobrar para mim. Ele quer que dê ideias de melhoria, mas não me sai nada, então quando estou com ele fico mesmo bloqueado, burro que nem uma porta. Este ano vai ser essencial se as coisas derem para o torto, acho que a empresa fecha. O meu patrão sempre teve a tendência de arriscar, uma vez já correu mal...
O pessoal não liga muito à minha personalidade, pelo menos pela frente. Excepto um, que de vez em quando se mete comigo, chateando-me, sinto-me incomodado apesar de tentar não lhe ligar às bocas que ele manda. Já a algum tempo que não me sentia tão pressionado, cada vez que goza comigo fico de rastos o resto do dia, rezo para ele não ir ao escritório. Apetece-me gritar com ele, dizer-lhe para me deixar em paz, no fundo acho que só quer me ajudar a tentar integrar-me um pouco mais. Para os outros trabalhadores o que eu faço não é trabalho, farto que menosprezem! Chego sempre ao final do dia com a cabeça em água, com a vista cansada. Eles devem pensar que estou no computador no Facebook a ver gajas, que falta de noção.Mas porque isso me afecta tanto?
Este inverno tem sido um fartote em dores de garganta e as idas ao dentista não param. Fiz o apanhado do ano passado, gastei cerca de 1000€ o que corresponde a mais de 10% do meu rendimento! Este ano vou pelo mesmo caminho. Às vezes penso que é a dentista que percebe que sou uma pessoa que pode explorar e que não reclamo com nada.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Sentimento Saudades; Reunião; Exploração Sotão; Carta Não Correspondida

A privação do sentimento "saudades" está na minha mente. Não sinto saudades de nada, tento recordar algumas situações do passado mas esse sentimento parece morto dentro de mim. Por exemplo um mês atrás andava de scooter pelo meio do mato, adorava. Com a chegada do inverno deixei de o fazer, devia sentir-me com saudades, mas nada, estou completamento apático.
Marcaram uma reunião onde a minha presença foi necessária, felizmente para mim têm sido raras. Fiquei em pânico naturalmente, sabia que ia chegar lá e não ia participar quase nada, o que se veio a confirmar, aquilo que disse foi sem conteúdo, fiquei baralhado mais uma vez. Já à bastante tempo que não andava no carro do chefe, pensar estar sozinho com ele durante a viagem sem escapatória deixava-me angustiado. O que se confirmou, foi um pesadelo ouvir tantas criticas,  não consegui dar a minha opinião sobre o que estava mal, ele falava e eu não conseguia acompanhar o raciocínio. Mais uma vez devem ter ficado com uma péssima impressão de mim. Começaram a falar de termos que não conhecia, fiquei desolado. Não consigo contar o que acho. Ansioso por estar na minha solidão.
Ligaram-me da operadora, sabia exatamente o que fazer para ser beneficiado, mas não consegui dizer que não e mais uma vez fiquei frustrado pela minha personalidade.
Resolver problemas definitivamente não é comigo, teve que ser uma vizinha a alertar para tomar vergonha na cara e arranjar solução.
A minha exploração pelo sótão prosegue, interrompida por algumas semanas por causa de uma constipação. Continuo confuso, não sei o que guardar, o que deitar fora, acabo sempre por escolher uma seleção que não resolve nada, fica mais desorganizado do que organizado. Encontrei uma pasta onde tinha os meus rascunhos do passado que me fez corar de vergonha. A maioria dos papeis escritos à mão com a minha letra terrível. Sobre jogos de computador, onde registava por exemplo as minhas prestações, walkthroughs em inglês, códigos para jogos e para toques do velhinho nokia 3210, não podia faltar o futebol, desenhos rascos feitos no mspaint do dragon ball, umas anotações da escola, não sei como fiz o curso com boa nota, era outra pessoa naquela altura e encontrei umas coisas "engraçadas". Uma delas foi quando tentei melhorar o meu vocabulário, ou seja ouvia na rádio ou na tv palavras mais ricas e depois escrevia no papel para usá-las no meu dia a dia. Escrevia de um lado as palavras "pobres" e do outro as palavras "ricas" para substituí-las Uma tentativa que não resultou obviamente, como se vê no blog tenho algumas dificuldades, então na fala nem se fala. Encontrei a folha onde escrevi o contato do meu patrão pela primeira vez, longe de imaginar a influência que teria na minha vida, tinha então 18 anos e passado o dobro desse tempo continuo com ele. Mas o que mais me marcou foi umas cartas que li de uma mulher, na altura adolescente que me deixou a pensar o quanto nabo sou. Uma vez um colega pediu-me o telemóvel emprestado para ligar a uma prima. Fiquei com o numero dela registado e influenciado por outro colega comecei a meter conversa com ela, trocando vários mensagens. Pensei que ela nem sequer ligasse, mas deu conversa e durou várias semanas. Ela enviou-me uma carta a dizer que me queria conhecer e pediu-me uma foto. Nunca mais respondi às mensagens dela, nem a essa carta. Passado uns meses mandou-me uma foto dela a dar-me um raspanete por não lhe responder e um sermão que era importante conhecer outras pessoas, etc(hoje continua em vigor o que ela escreveu) No final deu-me outra hipótese... mas eu não respondi.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Falta Afectos; Passividade; Sonhos Humilhantes;Nostalgia; OLX,Crise Hemorroida, Trabalho, Voltas Mota Mato, Gato

Recordo várias vezes a minha mãe. Será que fiz mal a ela por não perceber os seus sentimentos que são idênticos ao meu? Sem capacidade de fugir das asas da mãe e do irmão, incapaz de arriscar sair de casa e gerir a sua própria vida. Quão frustrante seria? Será que tinha os mesmos pensamentos que tenho agora? Ou será que gostava da forma como vivia? Depois da doença aparecer foi um caos psicologicamente para ela, mas antes será que já sofria? Apesar de viver sempre com ela, dou-me conta que eramos algo afastados no que diz respeito a afectos, às vezes devia dar-lhe um abraço, um beijinho, uma palavra de consolação, poucas vezes troquei com ela esse tipo de carinhos. Mesmo na fase da doença podia ter tido uma ligação mais forte...arrependo-me tanto.
Continuo a falhar por causa de deixar as coisas andarem, em vez de tomar logo uma atitude para resolver a situação. Por exemplo paguei mais de um ano de água desnecessariamente e agora sinto-me capaz de bater a mim mesmo tal a raiva acumulada por ter esta personalidade passiva. Certos temas devia abordá-los como desafios não como problemas.
Mais uma vez estou tão desiludo comigo mesmo.Não consegui ir votar, não conseguir ir a uma festa aqui na terra, aquela é que o meu "grupo" me chamava para sair, pondo em causa a minha solidão. Lembro-me uma fase que sai algumas(raras) vezes, era um pesadelo, não me sentia confortável, a minha alegria era quando ia para casa, rapidamente acabei por não responder às mensagens, apetecia-me gritar com eles: "DEIXEI-ME EM PAZ".
Quando estou acordado é mau, mas ao adormecer o pesadelo continua. Dá-me a sensação que cada vez que estou a dormir sonho sempre, a maioria das vezes com o intuito de me humilharem, os meus piores medos vêm ao de cima, chamarem-me de incompetente, envergonhado, incapaz.
Tenho passado algum tempo no sótão tentar fazer uma arrumação, guardar o que é útil e deitar no lixo os artigos que nunca mais vou usar, ou seja a maioria, mas é uma tarefa tão difícil, tento guardá-los a todos com pensamento de uma desculpa estupida. Revela-se o tão patético a minha infância foi. A nostalgia que sinto quando lá estou, as recordações dos tempo em que era feliz. Custa-me deitar livremente as centenas de cd's/VHS que tenho guardadas, que já não servem para nada! Nunca sei qual a melhor solução, arrumo de uma maneira e depois penso de outra maneira e perco demasiado tempo a "trabalhar para o boneco".  Quero guardar os artigos mais importantes, que não quero esquecer como as capas que fazia com filmes, músicas, a minha cassete VHS do Rei Leão, Jurassic Park e Exterminador Implacável os jogos originais como o Fifa 97, Tomb Raider 2  e o Virtua Fighter, os jogos de tabuleiro como o "Turista Curioso" ou "Pictonary". Os cd's e as capas deito-as fora? Custaram uma pipa de massa na altura! Quero deixar aquilo limpo antes do meu tio vier de vez. Tenho perturbações como as dores de costas, a inalação da poeira, saio de lá com uma moca. Vou tentar fazendo aos poucos, mas gostava de resolver o assunto rapidamente. Será que devo pegar num saco e deitar tudo no lixo? Será que não é perigoso meter tanta pirataria no lixo? No outro dia estava para comprar uma trituradora mas custava 40€.
Não consigo colocar os artigos no OLX. Mais uma vez medo de um possível comprador ser da terra e tentar saber informações sobre mim, quase ninguém me conhece, não participo em qualquer evento social na localidade ou um possível encontro com um ex colega que veja o adulto patético que me tornei. Mas não acaba aqui, o embalamento, transportador, trocas de dinheiro, quais as soluções mais baratas, tudo me suscita dúvidas, só eu! Ainda me faltam centenas de cd's para colocar numa lista, acho que nunca a vou completar.
Doi-me tanto o ânus. Esperava que a dor passasse com o tempo, esperei pela consulta que tinha agendada para falar nesse assunto com o doutor. Ele disse-me que tinha uma hemorroida, não estava inflamada, nesse dia comecei o tratamento, comprimidos e tomada. A minha inabilidade começa por ter medo de colocar a pomada de forma incorreta, o olho de trás não vê, lol. Passado quase duas semanas sinto-me pior, agora até sangue deito! Devo ir às urgências? Esperar mais um bocado?  Perguntar a alguma pessoa especializada se era normal? Tenho medo que me receitem supositórios, não faço a mínima ideia como administrá-los a mim próprio.  Pergunto-me as causas, será que apanhei quando estive com a prostituta? Ou da água do oceano? Essa consulta foi uma desgraça, parecia que o médico estava com pressa de me despachar, viu que os exames estavam bem, nem me perguntou como estava depois de tomar a nova medicação. Queria que me receitasse umas vitaminas extras, mas acabei por desistir.
Com o volume de trabalho a aumentar, não consigo dar conta do recado, não sei como explicar ao meu chefe quando ele descobrir. Depois a pressão não funciona comigo, com tantas tarefas ao mesmo tempo acabo por bloquear e não sei como começar acabando por não fazer nada de jeito, depois tenho um colega que acha que não faço nada...enfim quem me dera ter outras alternativas, mas sei que não tenho melhor. Ninguém aguenta o que eu aguento!
Ultimamente tenho ido dar muitas voltas de mota para o meio do mato, conhecer o mapa de caminhos na região, incrível os atalhos que já encontrei, tenho pena de não ter descoberto tão cedo este passatempo. Gosto das árvores, do sossego, às vezes paro para respirar ar puro, tirar selfies, procurar monumentos pré-históricos como dólmens e orcas. Mas a minha memória é terrível, não me lembro da maioria dos caminhos que passei. Fico desconfortável durante esse tempo, em vez relaxar, parece que alguém me persegue para sair dali, uma sensação estranha que não consigo explicar.
Não soube mais nada da "namorada arranjada" do post anterior, o meu pai não deve ter tido sucesso, mas não lhe consigo perguntar apesar de estar curioso.
Dou de comer a um gato que aparece lá no quintal. Mas ele é tão esquivo, mal me vê foge logo. Dou-lhe belos restos de carne e de peixe, tento chamá-lo mas em vão. Queria-lhe dar uma festa, mas não consigo ganhar a sua confiança, farta-se de bufar, no outro dia até me deu uma patada deixando-me com arranhões. Outro humano teria mais sorte?

sábado, 14 de setembro de 2019

Namorada Arranjada;Nudismo; Antidepressivos

Mais um aniversário, estou a ficar velho...
O meu pai disse que conversou com um homem que queria saber tudo sobre mim. Se era solteiro, se tinha casa, emprego, etc. Veio-me contar e suspeitava que tivesse feito esse interrogatório por causa de uma mulher que se encontra solteira sendo ela da minha idade. Meteu a carroça à frente dos bois, falou logo em filhos, conversas embaraçosas, tipo se o meu pénis funcionava, que a mãe dela estava desesperada por netos, um casamento arranjado, lol . Perguntou-me se podia dar o meu número. Por mim tudo bem, duvidando alguma vez que ela me ligue mas entrei logo em pânico. O meu mundo de solidão estava em perigo e determinadas atividades de lazer não podem ser feitas acompanhadas.  Depois como seria conversar com os pais e restantes familiares? Quando soubessem do meu curto salário? Não lhe poderia dar uma boa vida. E os amigos? Ela deve ter redes sociais, amizades e eu sou um 0. Mas se surgir oportunidade tenho que ser sincero e dizer o que sou, que a deve afastar imediatamente. Ou será uma pessoa como eu, envergonhada que esteja à espera de alguém como ela(vai sonhando)? Sou uma pessoa sem qualquer capacidade, nunca iria ter competência para gerar e criar uma família? Porque não tenho confiança em mim? Porque não mudo de atitude e começo-me a portar como homem e deixar o meu mundo de fantasia de vez? Coloco estas perguntas demasiadas vezes a mim mesmo às quais não sei responder.
Passado 3 anos voltei a ir à praia. Aproveitei um dia de bom tempo em inicio de Setembro, uma fase  menos concorrida em que o período de férias já terminou para a maioria do pessoal. Fui visitar uma praia que nunca tinha ido. De manhã, andei por lá de um lado para o outro para conhecer o local. Procurei um restaurante para almoçar, estava a ver a minha localização no maps google, foi então que reparei que havia uma praia de naturistas perto. Fiquei curioso e decidi ir a pé, uma caminhada agradável pela costa que durou alguns km's. Esqueci-me de comprar água e naquele sitio não havia bares, fiquei totalmente desidratado e claro a dor de cabeça começou mas resolvi logo tomar medicação, não ia cometer o mesmo erro de Lisboa. Praias praticamente desertas, uma paraíso para quem não gosta de confusão. Cheguei ao local, pouca gente, maioria homens com os seus enormes pénis, sempre tive trauma de o ter pequeno. Encontrei um local onde não estava ninguém e resolvi tirar os calções, fazendo nudismo, ir à água todo nu, sentir liberdade. Esqueci-me rapidamente da vergonha e nem liguei  aos pequenos grupos de mulheres/homens que passavam (uns 5 ou 6 no máximo), fiquei espantado comigo mesmo.
Comecei a tomar os antidepressivos, até agora não senti grandes diferenças, confesso que esperava maior melhoria de humor. Nem sei o que diga ao médico. Um dos efeitos secundários que me provocou foi retardar a ejaculação. Aproveitei esse facto para ir novamente ter com a gaja da última vez. Mais tranquilo, sabia onde era o local, como era ela, já me conhecia. Desta vez consegui prolongar um bocado mais, em vez dos habituais 30 segundos. O meu pénis perdeu muita sensibilidade, o prazer é pouco, aliás desde que fiz a circuncisão que está assim e piorando com o tempo, pensei que melhorasse mas funcionou ao contrário. Não sei se o farei mais vezes.
O trabalho está um caos como esperado, tudo acumulado, ninguém o faz por mim, até hoje ainda não recuperei o tempo perdido, faz me questionar se vale a pena tirar 1 semana novamente. O meu colega não me respeita, ganha o dobro que eu e não faz metade, não me sinto motivado. Se tivesse coragem para pedir um aumento provavelmente era bem sucedido.
Para o ano queria tirar uma semana e ir para longe, "subir o nível de dificuldade", ir para um alojamento perto do oceano. Mas é complicado, agendar é um problema...e se estiver mau tempo? Não aproveitaria nada! Tantos problemas que a minha mente coloca.

domingo, 11 de agosto de 2019

Acabaram-se as Férias

Consulta com o médico: Queixei-me da dor da anca, mandou-me repetir os exames que já fiz e que não detetaram nada, enfim não vejo solução. Lá arranjei coragem e disse-lhe que andava deprimido, angustiado, ansioso por causa da doença e depois morte da minha mãe. Não lhe revelei o real motivo, mesmo antes desses episódios já estava neste estado de humor depressivo. Receitou-me um antidepressivo, estou em pulgas para saber se realmente melhora o meu humor, no entanto ainda nem sequer comecei a tomá-lo...
Sempre estive uma semana de férias. Planeava ir à praia, mas não se concretizou por causa do tempo demasiado frio (aposto que para a semana está calor). Tinha que pensar em fazer programas diferentes. Num dia fui dar uma passeio de mota, ver a volta a Portugal em bicicleta pela primeira vez na vida. Fui até a uma subida, procurei um lugar solitário onde pude vê-los passar tranquilamente. Estava com medo que as camaras de televisão me apanhassem, fiquei aliviado quando reparei que nessa altura não estavam a filmar a etapa. Fui visitar o meu pai e apanhei outra vez o percurso da volta, desta vez muita gente a assistir naquele cruzamento e por azar encontrei um primo. Cumprimentei-o e ficámos por aqui, não falei mais com ele, sabe que não tenho qualquer jeito para interagir. Quando cheguei a casa do meu pai vi que não estava, andei lá a passear e a ver os terrenos. Um dia aquilo vai ser meu e só vejo preocupações, às vezes penso que fez um testamento para não ser o seu herdeiro.
No dia a seguir fiz um programa que já pretendia fazer a algum tempo(até falei no blog em 2016), viajei de comboio até Lisboa. Já não ia à capital à mais de 15 anos. Era quase meia noite quando comprei os bilhetes online para o dia a seguir. Tive que me levantar cedo, deixei o carro estacionado ao pé da estação. Começou com o pé esquerdo, pessoas conhecidas que curiosamente ficaram juntamente a mim, mesmo azar. Uma dessas pessoas saiu cedo, fiquei aliviado. Depois outro inconveniente, é que o lugar que escolhi foi em direção contrária ao sentido do comboio, não tive atenção a esse aspeto, o que me provocou uma má disposição. Chegado a Lisboa, o primeira impacto foi péssimo, senti-me como uma criança perdida, não sabia que direção tomar. Felizmente essa sensação passou rapidamente quando comecei a descer os degraus. Fui a um centro comercial, almocei por lá. Na escolha surgiu uma situação caricata, tinha que optar entre dois acompanhamentos de três, na altura bloquei e não percebi o que a empregada queria, provocando um mau entendido como tantas vezes acontece. De seguida fui passear, a ideia era apanhar o metro e tentar conhecer o máximo possível. Acabei por ficar pelo parque das nações, ir de um lado para o outro, dei uma volta de teleférico, visitei a marina, o oceanário, só lá devo ter estado quase 3 horas a maravilhar as espécies aquáticas. Lanchei num tasco com muito mau aspecto, arrependi-me logo mal entrei, quando apresentaram a conta até fiquei a suar, cobraram-me 8€ por uma torrada e um sumol! A maioria das pessoas eram estrangeiras, viajam para conhecer Portugal, é claro que ver famílias e eu sozinho fez-me pensar. Um dia devia visitar outros países com a minha mulher e filhos, era esse tipo de coisas que gostava de realizar na vida que nunca vai acontecer e me deixa frustrado. Mais uma vez certos problemas que tenho que me provocam dúvidas se voltarei a fazer programas deste género: 1º A vontade permanente de ir à casa-de-banho, não só para fazer xixi, como também cocó, deve ser dos nervos que me provoca essa reação no meu organismo. Tenho que andar sempre à procura de casas-de-banho e se forem muito movimentadas é um pesadelo para mim usá-las. 2º As constantes dores-de-cabeça. Deu-me uma forte dor de cabeça a meio do dia que me estragou o resto. Fui apanhar o comboio de regresso, com dúvidas se o perdia, fui até à linha como as informações indicavam, mas encontrei outro comboio para um destino diferente, fiquei logo em pânico. Tentei acalmar-me, era só um atraso. Voltei a sentar-me no lugar ao contrário, a doer-me tanto a cabeça, fiquei logo enjoado, foram horas passadas num sofrimento atroz. A minha avó a ligar a dizer que estava preocupada, não lhe fui capaz de dizer ao certo o que ia fazer, sinto-me "preso". Chegado ao carro, usei as escovas completamente sujas o que provocou visibilidade reduzida, vi-me à rasca para chegar a casa. Só eu! Esta dor de cabeça durou mais de 2 dias a passar, é terrível viver assim.
Noutro dia fui à capital do distrito. Ir ao cinema, ver um concerto, ter sexo com uma mulher. Vi o feedback positivo de um utilizador de um forum e resolvi combinar com ela. Mais uma vez a bexiga não me largava, sempre com vontade de ir ao WC. Encontrei rapidamente o apartamento dela, entrei e reparei numa bela morenaça, bem melhor que as outras mulheres com quem tinha estado anteriormente. Pedi-lhe para ir à casa-de-banho, estava com vontade urinar, mas não me saiu nada, só passado um tempo, ela deve ter logo pensado boas coisas. Despimos-nos, a seguir fiz-lhe sexo oral, ela tinha um espelho onde se via toda a acção. Sabia que não ia durar muito pedi logo que fossemos para o vaginal, mais uma vez ejaculei demasiado rápido sem ainda ter atingido a erecção completa. Mal falámos, fui rapidamente embora, deve ter sido o pior homem com quem esteve.
Entrei em paranoia quando entrei num cruzamento, bloqueei e não percebi quem tinha prioridade, é por causa destas coisas que não posso ir muito longe. Fui ao cinema, jantei num restaurante onde pedi um prato que custava 10€ e cobraram 16€, mais uma vez não conseguir reclamar. De seguida fui ao concerto e fui embora, deve ter sido das poucas vezes que cheguei a casa depois da meia-noite, preocupado pela preocupação da minha avó. No dia a seguir doía-me o pescoço e pernas por falta de hábito.
Passei a semana sem ver filmes, ler um livro de fantasia, estar na espreguiçadeira, jogar... coisas positivas. Pelo lado negativo não dei continuidade a assuntos mais sérios, nem ao apartamento fui.
Todos os dias uteis o meu colega ligava-me 3 ou 4 vezes por vezes sobre assuntos que bastava perder um bocado de tempo para resolvê-los, estou mesmo farto dele ser tão chato, apetecia-me ralhar. É claro que um dia tive que ir ao trabalho, espero que tenha desconfiado que não estava contente com ele, às vezes nem lhe respondia ou falava áspero, uma atitude hostil da minha parte, reprimia ao máximo uma explosão. Pensei lá passar 1 hora e afinal foram 6 horas. Não passam uma semana sem mim, nem sei se é positivo ou negativo. Quando lá chegar vou ter o trabalho todo atrasado, ninguém o faz por mim. Só de pensar o stress que vai ser deixa-me logo com um aperto no coração.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Balanço Estadia Tios; Pensamento Positivo; Vizinha; Férias?

Os meus tios estiveram cá durante três semanas.A casa ganhou uma nova vida, eles, os netos, de 2 pessoas a habitar passou para 8. A minha tia não parava de trabalhar, por vezes eram 5 horas da manhã e já estava a lavar e passar a roupa. O meu tio andava de um lado para o outro, sempre a fazer retoques na casa, desde polir o corrimão até tirar o musgo das árvores com a máquina de pressão, coisas que jamais pensaria fazer. Eu parado a olhar e a pensar de onde vem aquela força de vontade? Ou melhor porque não tenho esta força que todos os outros têm?  A arrumação do quarto da minha mãe foram eles que trataram. Desmontaram a cama, deram as roupas que quiseram sem minha consulta, fiquei triste comigo mesmo por o ter permitido, não consegui mais uma vez. Este ano nem me chateou muito com as suas bocas habituais, fiquei chocado quando insinuou que andávamos a gastar dinheiro, falou no plural, o problema era da minha mãe, não meu, fiquei calado a ouvir e a explodir por dentro.Sensação de sempre, fiquei preso dentro na minha própria casa, coisas que não podia fazer como ouvir musica em tom alto ou ligar o desktop. Saíram e agora ficou um vazio que com o tempo uma pessoa se habitua. Estão quase de regresso de vez, devia estar feliz não com medo. Fiquei abismado com as centenas de fotografias que a minha mãe tinha escondido numas caixas. Qual a razão de as ter revelado todas? Ela sabia que não gostava que fosse exposto, iria certamente lhe dar na cabeça se descobrisse enquanto estava viva. Tenho ido várias vezes ao apartamento abrir as janelas para arejar e tirar o cheiro do mofo, ainda está cheio de tralha dos meus primos que moravam lá. Algum dia serei capaz ou vou deixar novamente decidirem por mim?
Porque não tenho coragem de vender os artigos na net? Até podia procurar lojas que aceitassem artigos em segunda mão. Mais uma vez a timidez a foder-me.
Comecei a ler um livro sobre pensamento positivo, encontrei-o no quarto da minha mãe, pergunto-me se ela alguma vez o lera, desconfio que não tinha capacidade intelectual para o perceber, isso deixa-me com um sentimento de pena. Uma pessoa quer melhorar mas não consegue por causa das suas limitações inerentes à sua personalidade, reconheço-me tanto. Leio duas ou três páginas, em vez de me ajudar só me faz piorar, sei que devia seguir tudo o que li, mas não consigo tirar este pensamento negativo.
De vez em quando um tipo chateia-me para fazer um part time. Já são por três vezes que o fiz, trabalhei até tarde. É uma sensação estranha, por um lado queria ganhar dinheiro, por outro não me apetece ter outro trabalho. Não sei o valor justo a pagar pelo meu trabalho, ainda não recebi nenhum.
Numa ida ao contentor do lixo vi que mora perto de mim uma jovem jeitosa. De onde saiu? Será que já lá está a morar à muito tempo? Nem boa tarde, pareceu-me antipática, ela deve ter pensado o mesmo de mim. Troquei breve olhares, o insuficiente para memorizar a cara. Numa ida às compras, via-a com um pessoa idosa, talvez avó, na mesma situação que eu, também estava com a minha. Ás escondidas espreitava-a para ver se me notava. Não tinha a certeza que era ela, mas confirmei pois o carro que estava estacionado no parque coincide com um dos que costuma estar perto da casa dela. Fiquei obcecado, não me sai da cabeça quero-a conhecer, estou a dar em maluco. Porque sou assim, não consigo reprimir estes sentimentos negativos.
Nem queiram imaginar a pesquisa compulsiva que ultimamente faço sobre noticias da possível saída de Bruno Fernandes do Sporting, só um aparte lol
Resolvi agendar uma semana de férias. Nos últimos anos os dias de férias eram gastos na ida aos tratamentos com a minha mãe. Desde 2002 que trabalho, contam-se pelos dedos as semanas que tirei. Gostava de ir novamente à praia, não sei se o tempo o vai permitir. Se é para ficar em casa a deprimir então mais vale trabalhar, se calhar ainda vou cancelar. Que programas fazer? Os mesmo de sempre? Não tenho ideias. Existem tarefas que só eu as sei fazer, vão me chatear. Invejo os meus familiares de férias que ninguém os chateia do trabalho. Vejo os meus colegas a serem aumentados e eu na mesma, também não faço para isso, cometo demasiado erros, frustração profissional.
Esta semana marquei uma consulta com o médico de família, quero lhe falar deste meu problema da depressão, mas não sei se vou ter coragem...

sábado, 22 de junho de 2019

Conversa Séria que tenho que ter mas que sei que não vai acontecer

Preciso ter uma conversa séria com eles quando chegarem de férias. Definir a minha vida, não deixar que eles interfiram nos meus planos e quem me dera que me ajudassem, pois sou tão incompetente. Esta é a hora exata, não devo adiar mais. Perguntar-lhes diretamente quando vêm de vez, o que acham da minha situação, se preferem que viva sozinho(eles devem achar que não tenho capacidade), o que vai ser da avó, etc. Dizer o que pretendo, mas tenho medo que leve a mal, que queira as coisas à maneira dele, provavelmente já estão delineadas na sua cabeça, e sei que sou incapaz de lhe responder pois tenho medo de gerar conflitos. Pintar o quarto da cor que quero, mudar os alumínios e chão, montar os moveis à minha maneira, saber se posso deitar fora as coisas do meu primo. O meu primo é boa pessoa, mas não consigo estar à vontade com ele e falar abertamente. Queria que quando chegasse já tivesse trabalho feito, às vez até começo a ter vontade de fazer, mas rapidamente desaparece e provoca-me um sentimento de ilegalidade.
Já tirei da ideia de um dia puder gerar família, nem me desenrasco sozinho. Olhei lá para baixo e vi chegar a vizinha, com um bebé, não esperava que fosse tão gira. Observei-a, seguro que não me via lá de baixo, mas puro engano olhou para cima e viu-me a olhar fixamente para ela, não desviei o olhar, deve pensar que tipo "esquisito" e dou-lhe razão, não me comporto mesmo como uma pessoa normal. Sempre a criar boas primeiras impressões, lol.
O meu joelho esquerdo está-me a falhar quando tento fazer algum trabalho "pesado". Queria mudar algumas coisas sozinho, mas não consigo. Quando a mente é fraca, o corpo vai atrás.
Continuo a fazer a lista do inventário, provavelmente nunca chegarei a colocar os artigos online. Fico lixado por perder muito tempo com este assunto. Ás vezes apetece-me só desfazer simplesmente de tudo. Chamar alguém ou alguma instituição e que levem tudo, mas isso seria mais uma derrota.
Levei a minha avó a ver a festa de final do ano letivo, no final ficaram a conversar e eu a lamentar a minha incapacidade de interagir, ver novos e graúdos a conviverem e eu especado à espera, só queria ir embora dali, para a minha companhia de sempre, a solidão. Entrar no mundo fantasioso de personagens criadas pela mente, sei que erradamente provocando-me angústia. S. João, toda a gente sai à rua para comemorar, folia que para mim é um pesadelo. O meu colega lá vai nas marchas, levando os filhos, quer habituá-los desde pequenos, não vá ficarem como eu.
Na empresa o trabalho está a aumentar, é hora ideal de pedir um aumento de ordenado, ganho o salário mínimo e já trabalho com o meu patrão desde 2002, qualquer outra pessoa já se tinha ido embora, só eu com esta personalidade. 17 anos e continuo a ter medo de falar com ele, incrível.