sábado, 16 de março de 2019

Sextas; Criança Inocente; Nova gerência

As sextas-feiras e fim-de-semanas são quando me sinto pior, em vez do inverso como as pessoas normais, ir fim-de-semana significa não ter nada positivo para fazer. Ficar em casa no computador, ver televisão, etc. A minha vida é estagnada, não faço nada de relevante, não produzo, não me apetece sair sozinho. Comparo-a com a do meu colega de trabalho, está sempre ocupado com as suas negociatas, viagens, filhos, mulher, terrenos… que inveja de ter uma vida. Gostava de ter programas para fazer, contacto com a natureza como passear na floresta à beira do lago, conhecer outros locais, visitar sítios como museus, ir a feiras, divertir-me no paintball, de noite ir a eventos como teatro, clubes com amigos, saber conversar para conhecer pessoal…vejo no instagram contas de outros utilizadores e fico deprimido.
Podia por exemplo estar mais tempo com o meu pai, conhecer os terrenos dele, nem sei os limites e alguns onde são, sou uma vergonha. É mais uma situação onde me sinto cada vez mais afastado, antigamente ia lá muitas mais vezes, agora apenas almoçamos de vez em quando nos dias de semana, numa hora de intervalo do trabalho.
Ando a tratar dois dentes que me estão a custar uma fortuna, centenas de euros, várias sessões. Pelo menos a poupança que faço do dinheiro serve para alguma coisa. Quero iniciar uma conversa com a assistente de dentista que parece ser bastante simpática, mas não sei como desenvolver.  Quero dizer alguma coisa às minhas colegas de interessante mas não sei. Esta minha deficiência está a deixar-me louco, sinto-me tão burro e básico.
No outro dia estava no quarto e passou a minha primita na rua e ouvi dizê-la que eu só queria computador. Uma criança inocente diz as verdades, fiquei de rastos. Ela é uma criança muito doce, gosto muito dela, uma vez contaram-me que ela ia morrendo engasgada, cada vez que me lembro fico com um aperto tão grande. É pena que esteja pouco tempo com ela, mais uma coisa que perdi, pois antigamente passava muitas tardes com ela e o irmão, da próxima vez que a vir não sei como encará-la. Às vezes penso que foi tudo fruto da minha imaginação e que nem sequer ela que estava a passar, apenas outra criança a dizer outra coisa qualquer.
Quero descansar, ter uma noite tranquila, mas tenho medo de adormecer e ter sonhos com os meus piores pesadelos, muito frequente ultimamente. O meu cérebro está sempre em estado de alerta. Acordo várias vezes de noite com uma vontade de urinar imensa.
Na empresa entrou uma pessoa nova para a gerência, mais responsável e concentrada, por um lado é positivo pois algum trabalho que realizo tem valor, o que não acontecia antigamente, sentia que estava a trabalhar para o boneco, o que gera falta de motivação, por outra lado tenho medo que repare nos erros que cometa e que acabe por me despedir, tenho que ser mais competente na minha área, visto que nas outras não sei nada. É um investimento numa pessoa que tem um salário absurdo para a nossa condição financeira, espero que tenhamos retorno no futuro.
Mais um aniversário do blog, 6º ano, nada evoluí, acho que em muitas coisas regredi. Até o que sabia, começo a ter dúvidas, a minha falta de memória deve-se sobretudo à minha falta de confiança.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

A minha Aventura no Politécnico

Estive a ver umas fotos que ia tirando às escondidas no politécnico para recordação no futuro, já lá vão uns 6 ou 7 anos. Ingressei no ensino superior através dos maiores de 23 anos. O meu patrão decidiu que ele, eu e outro colega devíamos tirar um "canudo", vi logo que ia dar para o torto, de certeza que não iria dar para conciliar o trabalho com os estudos, ele não tinha noção o quão complicado seria e do tempo que era preciso perder. Queria tirar outro curso, mas não consegui dizer ao meu patrão que me influenciou a tirar um diferente ao que pretendia. Tinha que concordar, medo de pensar que não queria evoluir e assim colocar em perigo o meu posto de trabalho. Pagou-me as propinas, apesar de ter valores em divida para comigo, que obviamente não gostei. Sinceramente pensei que não ia entrar, fui o único candidato que foi aprovado. Passámos por várias fases, prova de cultura geral, entrevista (que obviamente correu mal), mais um teste de conhecimentos. Pensei em nem sequer me preocupar, mas depois lembrei-me que podia aparecer um zero na pauta, sinal que nem me esforcei ou da minha burrice. Resolvi tirar 2 ou 3 dias para estudar a matriz. Tive sorte pois já tinha aprendido algumas coisas no técnico o que facilitou a resolução dos problemas. A matemática tivemos algumas explicações o que me permitiu safar-me no exame, contudo fiquei surpreendido por ter entrado, ao contrário do meu outro colega que estava entusiasmado mas que chumbou, o meu patrão também entrou. Afinal não havia nenhum zero na pauta, não havia classificação dos que não entravam. No inicio ficámos totalmente à nora, não tínhamos qualquer informação, não sabíamos como funcionava o sistema, os turnos, conciliar os horários, etc. Idealizámos que íamos todos para o curso do mesmo carro, é claro que na prática as coisas não funcionavam lá tive que ir gastar gasolina com o meu.
Na altura dava-me muito bem com a minha ex(ainda não namorávamos), incentivava-me, parecia que estava mais interessada do que eu, foi ela que me deu a noticia, pois estava sempre a aceder ao site do politécnico. Foi entre a candidatura e o inicio das aulas que tivemos a nossa relação. Quando comecei o curso já estava na merda, o que não ajudou. Claro que os problemas começaram, ela parecia desinteressada, não perguntava nada em como estava a correr e dizia mesmo que estava a meter o curso à frente do trabalho. Claro, estragava-lhe o horário dela, pois entrava tarde e saía cedo, dizia que trabalhava em casa para compensar, mas nunca mostrou serviço feito. Os conflitos agravaram e vi o curso como uma escapatória para não ter que a aturar presencialmente. Acho que foi por isso que não desisti mais cedo. Já não estudava Matemática à 11 anos, entrava na aula de análise matemática e saía de lá sem perceber nada, vi logo que era impossível fazer aquela cadeira.
Estive lá um ano letivo onde completei duas cadeiras e mais a prática de outra. No ano a seguir em vez de ir a todas as disciplinas, resolvi inscrever só em cadeiras isoladas. O exame correu mal, a minha ex saiu da empresa e nunca mais voltei a meter lá os pés.  O meu patrão rapidamente desistiu. Já tinha criado este blog, nem me lembro se contei alguma coisa.
Foi mais um sitio onde passei onde não consegui conviver com ninguém, 1 ano e meio e falei no máximo com 2 ou 3 pessoas, basicamente os meus colegas de grupo. Chegava à sala, ia para o meu canto sem falar com ninguém à espera do professor. Nos intervalos maiores ou ia para a biblioteca ou para o laboratório dos computadores sempre sozinho. Às vezes passeava à volta do politécnico, que me visse pensaria que era um ladrão a observar a sua vitima. No refeitório também me isolava. A primeira vez que lá fui estava perdido, meti-me na longa fila e vi que algo estava mal, perguntei a uma bela jovem que estava atrás de mim como era o funcionamento da cantina, ela disse como era e guardou-me o lugar, fiquei imediatamente encantado com ela. Foi a minha paixoneta da faculdade, sempre que a via o meu coração alegrava-se. Ela estava no curso que queria ingressar, talvez assim pudesse ter convivido com ela.
Capurei alguns vídeos através do meu portátil do ambiente, visivelmente desconfortável, sempre a olhar de um lado para o outro, um peixe fora de água.
Ao menos tive a experiencia de frequentar um curso superior. A esta hora a maioria do pessoal deve-se ter formado estando a ganhar um bom salário. Sei que pelo menos o homem que me dei melhor está numa boa empresa, ainda bem parecia um tipo porreiraço.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O Quão Patético Sou?

Mais um fim-de-semana sem sair de casa. Não tenho ninguém com quem possa combinar um encontro para passar um tempo agradável, na verdade não quero sair do meu mundo o que me deixa em estado depressivo. Reflicto e vejo o quão patético sou, como a minha vida é ridícula. Porque não tenho forças para sair deste estado de passividade? A dormir o meu inconsciente não me deixa em paz, elaborando pesadelos com os meus piores receios como a doença da minha mãe, a vinda definitiva dos meus tios, etc. Sonhei que eles chegaram de surpresa e logo levei sermão do meu tio, o que mais me espanta são os pormenores, eles falam falam e eu não consigo responder tal como na vida real. Chega ao ponto de ter medo de os compreender como na realidade, faz-me pensar que tipo de bloqueio padeço. Lembro-me de uma frase que lhe disse que está na minha mente à muito tempo, quando insinuou que era incompetente. Como ele reagirá ao abajur que parti com uma bola de tenis? Tenho medo de ir buscar uma escada, cair e não resolver o problema. Porque ontem não ligaram como habitualmente fazem aos domingos? Fico logo ansioso por pensar em possíveis brigas de família. Tenho medo que existem conflitos por causa de dinheiro. A verdade é que nesse aspecto o meu tio tem razão, a minha mãe anda a gastar dinheiro da avó de forma desmedida em inutilidades, prejudicando o irmão, assim só vejo problemas no futuro. A mim ajuda-me pagando a gasolina, acho que vou levar por tabela. Será o inicio de uma ruptura? Se não formos submissos vai haver granel. Quero estar bem com todos, senão não fico de consciência tranquila, mas às vezes os conflitos são impossíveis de evitar. Se tivesse a capacidade para ser independente não me tinha que preocupar, comporto-me mesmo como uma criança.
Recebi um relatório de 2018 do Google Maps Timeline com o resumo das minhas viagens, é para rir como a minha vida é feita num perímetro tão curto. Não consigo fazer viagens longas e conduzir para cidades com muito trânsito, mais um medo que não consigo enfrentar e limita-me bastante.
Ando com dores brutais nos músculos do pescoço e omoplata esquerdo, suspeito que seja por estar muito tempo a ver tv inclinado para a esquerda, sempre na mesma posição. A NOS resolveu dar me um mês grátis de sporttv, agora tenho visto muitos jogos de futebol, se não aproveitar a campanha parece que não descanso. Como melhorar se não faço nenhum esforço para isso?
Estou com mais uma paranóia chata. Quando fecho os olhos para dormir observo o escuro, não me consigo abstrair, faz-me uma impressão brutal.
Estou à semanas para comprar um smartphone, à procura de promoções, de encontrar o certo, mas assim nunca mais o vou fazer. AI QUE SOFRIMENTO!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

2019 - Mais do Mesmo

Mais um ano que começou, nem planeio projectos ou objectivos pois sei que não os vou cumprir por causa desta minha personalidade que me limita tanto a vida.
Na empresa os esquemas continuam, sem um plano bem definido, trocas de dinheiro, criação de novas, enfim nem quero pensar nisso, gostava de ter um trabalho mais tranquilo e com menos invenções, mas provavelmente não poderemos sobreviver sem estes estratagemas. Agora o meu patrão quer que assuma um alto cargo de responsabilidade, obviamente não me sinto preparado, tenho medo que no futuro corra mal e depois os encargos me caiam em cima, não tenho capacidade para combater as dificuldades, não me sei defender. Por um lado era uma maneira que me podia fazer crescer, mas a criança que está dentro de mim não me deixa. Neste momento estou com o salário mínimo, não tenho coragem de pedir aumento, não recuso trabalhar até horas tardias ou sábados, apetecia-me reclamar mas é importante ter o meu chefe ao meu lado. Se fosse gerente podia auferir um ordenado maior...ou não. A mulher do meu patrão está muitas vezes no escritório, o que me condicione imenso pois tenho medo que veja os meus erros e que conte ao marido. Ela fala muito com o meu colega, sobre os filhos, jardinagem, etc, para ela eu sou invisível, raramente conversamos. É normal, a culpa é minha, não tenho assunto, não desenvolvo, não sei o que dizer, como um deficiente. Sei que não faz por mal, o inconsciente dela pensa que não vale a pena perder tempo comigo. É com ela e com os outros colegas, clientes ou fornecedores não sei mesmo ter um diálogo. As mini reuniões tornam-se um pesadelo, não sei como me expressar claramente e raramente intervenho, todas as soluções que idealizo são desenquadradas e tenho medo que pareça um burro. Infelizmente quando estou sozinho sinto-me mais à vontade, mas sempre com este estado de espírito constante de angústia. Não consigo estar 100% concentrado nem no trabalho nem no lazer, imagino constantemente uma pessoa que não sou, um convívio com colegas que não tenho, mas que gostava de ter.
Já parti mais um smartphone num dia que estava revoltado por não me conseguir impor. Instalei uma app para fazer gravação de chamadas. Fico tão envergonhado quando as oiço, pareço mesmo um atrasado mental. Não sei se deva adquirir um novo, ou se continue com um antigo, tenho medo de comprar e depois aconteça o mesmo ao anterior. Estas indecisões criam-me tanta ansiedade.
A minha mãe voltou a fazer o mesmo, roubar dinheiro à minha avó para comprar artigos inúteis o que devo fazer?
Tenho estado pouco tempo com o meu pai, almoçamos de vez em quando quando ele está pela vila. Devia ir visitá-lo ao fim-de-semana, ver o que é meu, por exemplo nem sei os marcos que delimitam os terrenos dele. Mesmo estando tão pouco tempo com ele, não tenho assunto para falar, não existe nada de novo, a minha vida é tão monótona!

sábado, 22 de dezembro de 2018

Atitude negativa Mãe; Acomodado; Desligado; Entusiasmado Not; Saúde

A minha mãe tive uma atitude muito negativa. A minha avó perguntou-me quando é que tinha de saldo na conta, quer pagar o almoço de Natal. Fui consultar e qual não foi o meu espanto em ver que estava negativa mais de 400€. Verifiquei o porquê e vi que tinha transferido 800€ às escondidas para a conta dela para gastar centenas de euros em lojas de roupa. Desde que descobri que estou deprimido, estragou-me estes dias antes do Natal. Não consigo falar com ela abertamente por causa da doença dela, fico revoltado por não ter com quem desabafar e mais uma vez tenho que o fazer neste blogue. Prefiro evitá-la, mas não consigo estar de mal com ela, tenho um peso insuportável, não estou a conseguir aproveitar estes dias onde deviria haver mais carinho e união. Só estarei alivado quando estiver com ela a bem, não gosto de estar zangado com ninguém muito menos com a minha mãe, estes últimos dias têm sido terríveis. Pensei em várias formas de castigar, mudar o código do cartão, tirar-lhe o computador, mas acho que só iria piorar a situação. Não faço a mínima ideia do que pensa, se sente remorsos, mas precisa de ser castigada e se voltar a repetir? Se ela me tiver comprado alguma coisa apetecia-me queimá-la na fogueira dizendo-lhe que não quero nada do dinheiro sujo. Nem imagina o quanto estou triste. Ora bolas, não deveria ser assim logo nesta época natalícia, principalmente porque antes de saber estava tudo muito bem.
O meu chefe diz para não estar acomodado, uma palavra que descreve bem aquilo que sou. O fumo da salamandra, a iluminação insuficiente, a falta de limpeza incomoda-me, mas não consigo lhe dizer. Meteram-se num projeto megalómano, espero que não saia furado, como ser negativo tenho medo que dê barraca. Estava a pensar tirar a semana que vem de férias mas não sou capaz de pedir, vamos lá ver se pelo menos o dia 24 e 31 não trabalho. A relação entre o meu chefe e sub-chefe está a deteriorar-se, não é fácil lidar com esta situação, não me obriguem a escolher um lado, quero agradar aos dois.
Mais um jantar de Natal deprimente onde o novo tipo foi mais uma vez que me sentir fora deste mundo. Quem me dera ter coragem de escapar.
Fugi do outro almoço de Natal... nem sequer estava convidado, mas por obra do destino nesse dia fui à cidade para uma reunião na contabilidade, pensei que me iam convidar, mas não. Safei-me porque levei o meu carro propositadamente, se tivesse apanhado boleia não iria escapar. Depois era o convívio durante a viagem, preferi gastar gasolina e pagar o almoço do meu bolso só para estar sozinho. Porque o fiz? Medo que ela percebesse como sou tão inábil neste tipo de convívios sociais. Ela ia aproveitar o momento para me por à prova, iria ser gozado. Tão ridículo que sou! Mas gostava de a ver, mas principalmente a colega que já não vejo a algum tempo. Ontem sonhei que ela estava numa carrinha com dois colegas e eu estava cheio de ciúmes dela, lol. 
Os dentes têm sido um problema para mim, apanho cáries, abcessos, dezenas de consultas, muito dinheiro gasto. Tenho boa higiene oral, lavo-os 3 vezes por dia, uso um produto caro para bochechar, gel, mas as bactérias parece que são imunes, estou desesperado. Ultimamente tem tido dores brutais nos intestinos, já me acontece desde que era mais novo mas nunca com esta frequência. As dores de cabeça diminuíram, pelo menos uma coisa boa. Mas só de escrever isto tenho medo que as atraia novamente.
Nada me entusiasma, se pudesse escolher um presente qualquer sem limite de valor não o saberia fazer, pois nada me interessa. É frustrante viver assim, apenas quero ser feliz. 
Às vezes "desligado" faço coisas bem. Por exemplo no outro dia estava tão mergulhado nos meus pensamentos que estacionei o carro naquele lugar apertado, não o faria se tivesse "consciência", SÓ EU!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tudo Contra Mim (Vitimização)!

Estou na merda novamente, não sei o que despoletou esta situação, foi por causa daquele comentário ridículo sem importância que fui incapaz de responder? Sinto que tudo e todos estão contra mim. Tinha que estar ausente quando ela telefonou, o que terá acontecido? Tenho medo de perguntar. Sou mesmo obsessivo, assim nunca me vou relacionar com ninguém! Volto para o meu mundo solitário e imagino demasiado. Ontem fiz uma retrospectiva das formações em que estive presente como um observador, vagueando como um zombie, depois criei um filme na minha cabeça, digno de uma criança de 10 anos, demasiado surreal para um adulto de 35 anos. Abro a app do google earth e visito locais que gostaria de ir, demasiado depressivo para um tipo que é incapaz sequer de sair do meu distrito de residência. Do meu escritório vejo o comboio a passar, como gostava de visitar a Europa nesse meio de transporte, um sonho irreal para mim. Incrivelmente apesar de não ter vida, não consigo fazer tudo o que quero nas horas de lazer. É disto que tenho medo de abdicar? 
Uma situação muito triste para mim, que não consegui desabafar com ninguém e apetece-me tanto fazê-lo. Os meus primos em casa deles têm na parede vários quadros com fotografias de todos os familiares mais chegados com as crianças… tirando eu. Fico mesmo lixado, é terem uma fotografia de um membro que nem da família é! Só por ser madrinha? Eu sou padrinho! É um exemplo de como sou tão invisível, às vezes apetece-me confrontá-los mas o medo de gerar conflitos é mais forte do que eu.
O meu cérebro às vezes não consegue processar o que me foi dito, às vezes quando alguém vem falar comigo penso que não o consigo perceber e sinto que estou a piorar... sou mesmo idiota! Estou com medo do futuro.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Agir Mais Pensar Menos

Nem sem bem o que escrever, sinto-me em baixo, uma inutilidade extrema, preciso desabafar. Estou no computador meio adormecido a tentar que alguma coisa me venha à cabeça. Tudo que me lembro, seria mais uma repetição... vou citar um texto que escrevi uma vez num forum, quando o meu cérebro estava mais desperto: "Alguns anos que me sinto preso numa cadeia imaginária criada pela minha mente, que me deixa sem liberdade para crescer e evoluir. Estou sempre com um medo inexplicável não sei de quê, o sentimento de culpa permanente não me larga, é um pesadelo viver assim, com esta consciência pesada, um peso forte criado pelo meu cérebro que me atormenta todos os dias. Os anos passam e não consigo mudar, sou incapaz de lutar contra este mal e o sentimento adensa-se. Gera-se vários problemas... ansiedade, angustia, falta de confiança, complexo de inferioridade, revolta, passividade, solidão, relacionamentos inexistentes, fobia social, etc. Não aproveito o momento, nunca estou bem no sitio onde estou, ansioso para ir para outro lado, o ciclo repete-se. Pareço um zombie, não faço parte de nada, sinto-me deslocado, que não pertenço a este mundo. Não consigo planear nada, arriscar e sair da rotina, abrir horizontes, ter objectivos na vida... sinto-me tão infeliz. Não é justo sentir-me assim, tenho emprego, condições financeiras estáveis, existem pessoas em piores condições e que têm força de vontade para lutar contra os seus problemas. Na minha idade já devia ter formado família, criado património, em vez disso tenho uma vida patética, desprovida, onde não tenho poder de decisão. É mais fácil fugir para o meu mundo de fantasia, onde imagino ser uma pessoa onde os meus defeitos são virtudes, uma pessoa social, um líder. Detesto a minha personalidade, os pensamentos obsessivos não me deixam dormir, as paranóias não me largam, agora estou com medo de ficar demente... não sei como sair deste buraco." Agora que reparo nem divulguei o factor que gera estes problemas, a minha timidez excessiva. O pessoal naturalmente aconselhou a procurar ajuda médica, mas continuo incapaz de o fazer, deixo andar a vida, não a controlo.
Nas últimas semanas não tem acontecido nada na minha monótona vida. Vou trabalhar durante o dia, no final mergulho no meu mundo de videojogos, séries e futebol, é a forma que tenho de me esquecer da minha personalidade. No final lembro-me que estou a agir mal e ainda fico mais deprimido.
Vêm aí a black friday, queria aproveitar os descontos para comprar uma TV maior para instalar no meu quarto, mas depois lembro-me que pode ser mais um factor para o meu mundo paralelo ganhar vantagem e acabo por desistir. Além disso tenho dúvidas se seria capaz de instalar o suporte, sou mesmo nabo.
No sábado fui às compras e depois lanchar fora com a minha mãe e avó. Elas passam toda a semana em casa, chega o fim de semana chateiam-me para sair. Não me apetece nada sair com elas, até porque enerva-me certas atitudes que têm, parecem crianças, não se sabem desenrascar em situações que um miúdo de 10 anos saberia resolver.  Fiquei descontrolado por uma dessas situações ridículas, gritei com elas à frente de pessoal, depois fico envergonhado em pensar na opinião de quem assistiu.
No carro costumo ouvir musicas em altos berros, mais uma maneira que tenho para libertar os meus sentimentos reprimidos, mas depois fico a pensar nas pessoas que passam por mim, será que faço caretas estranhas quando estou a curtir a música? Mais uma vergonha!
Depois de 7 meses a tratar do cão ele foi para a sua família, estranhamente nem fiquei muito abalado, estou a ficar seco de sentimentos? Ultimamente quando chego a casa já é de noite, os dias têm sido chuvosos, também não iria estar muito tempo com ele.
Penso demasiado na minha patética vida. Passo horas a recordar momentos do passado, como se tivesse sido glorioso, devia agir mais e criar histórias dignas de uma pessoa normal.