terça-feira, 14 de julho de 2020

Conflito Colega; Não ter Legitimidade para reclamar o Direito; Paranoia Incêndios

Estou em baixo, tudo porque mais uma vez não consegui defender a minha posição, ele ficou por cima mesmo não tendo razão. Deu-me sermão e não consegui responder, bloquei, não argumentei quando tinha tudo para o fazer. Não faz o trabalho dele, tento ajudá-lo, diz que existe falta de comunicação e com razão, tenho vergonha de falar. Ainda tentei abordá-lo com o assunto várias vezes e ele e nem sequer me ligou e eu não consegui insistir. Apesar de ser incompetente em algumas tarefas sabe dialogar, é o forte dele, mente com grande facilidade, dá a volta a fornecedores, clientes e chefia, nasceu para interagir com as outras pessoas, tem muitos mais conhecimentos do que eu, não gosto do seu estilo. Estou abatido, tenho medo do que ele possa fazer contra mim. A minha palavra para ele vale 0, não faz nada do que eu digo, tenho que dar conhecimento à chefia. ficando lixado comigo. Acho que até não faz por mal, não me consigo impor nas minhas curtas palavras, falo como se tivesse medo, espero sempre que a outra pessoa complemente. Sei que tem relevância junto à chefia e pode-me tramar. Ele tem uma família criada, que direito tenho eu uma pessoa incapaz de o fazer? Mais vale estar calado e deixar andar do que tentar resolver e ficar de rastos.
A minha avó por causa do covid-19 não sai de casa, espera por mim para poder conversar, mas eu não sou de muitas palavras, deve ficar frustrada. Não sei o que dizer, não tenho tema de conversa. Às vezes enerva-me a sua presença, quando quero estar sozinho, sinto-me tão mal. Depois ouve mal e eu não gosto de falar alto e também não me gosto de repetir.
Um dos meus hobbies é andar de scooter no meio da mata, mas mais uma vez sinto-me mal ao fazê-lo, mas pk? Não entendo :(  Agora deu-me a paranoia das pessoas pensarem que estou a atear incêndios.
Estes dias de calor...tenho dormido todo nu, o calor no meu quarto é imenso, não aguento lá estar. Por vezes tenho medo, porque a minha avó pode cair e perco mais tempo no auxilio. Fico no andar de baixo, no quintal até horas de dormir. Ás vezes fico a olhar para as estrelas, a pensar...
Queria planear uma ida à praia, conhecer uma nova. Tenho ido uma vez de 3 em 3 anos, quero mudar essa média. Não vou ao fim-de-semana por causa do trânsito que é mais elevado. Graças aos mapas do google dá para estudar o caminho, os cruzamentos, tenho medo de chegar a um, bloquear e não perceber as prioridades. Quem me dera que houvesse um botão para o meu inconsciente pensar por mim, consciente o meu cérebro coloca problemas que não existem. Tirar um dia no meio da semana para lá ir, mas sinto que não tenho o legitimidade para o fazer, fdx, tenho o direito de gozar férias como trabalhador, está na lei, não estou a cometer nenhum crime, tenho 22 dias e  ainda não tirei nenhum e de certeza que até o fim do ano se gastar 1/4 é muito. Sou incrível! Como é possível?! Lá pedi o dia, mas uma dor de cabeça gigante impediu essa viagem e fui trabalhar para o espanto de todos. Quero escolher um dia com as condições atmosféricas ideais, com calor para aproveitar, estando esse dia insuportável no interior.  Estou novamente com a paranoia dos fogos e se um me bloqueia o caminho? E claro do Covid, e se fico infetado nessa viagem? Queria aproveitar ao máximo esse dia, mas uma vez apanhei um pouco de ar fresco e já me ficou a doer a garganta, acompanhada por afta.
Estou a pensar recorrer a um osteopata para ver se ele me ajuda a ver estas pequenas dores, no pulso, anca, pescoço, costas, ombro, etc. Devo estar cheio de contraturas, tensões, já não faço uma massagem à tanto tempo. Esta porra do Covid veio impedir muitas coisas, o ano passado tinha decido ser mais ativa sexualmente com mulheres, estragou tudo.

sábado, 6 de junho de 2020

Fugir Conflitos; Histórias Novos Colaboradores; Data definida

Não consigo ficar mal com ninguém. Um exemplo: Um colega estava-me a chatear por causa de um assunto que não fazia parte das suas competências, disse-lhe que não era a sua função na minha própria maneira atabalhoada de falar, sinto raiva por estar sempre a interromper-me, estragando-me a concentração. Depois fiquei mal, não posso mesmo entrar em conflito com ninguém. Não consigo expressar a minha opinião sem me sentir culpado, tenho medo da reação contrária das pessoas, ficando aliviado quando lhes dou razão mesmo sabendo que não a têm. Estou a cometer demasiado erros, muito stress, bloqueio, não sei para onde me virar, só penso no final do dia, nos últimos para apanhar os jarros e coloca-los no contentor, fincado na solidão do meu mundo. Fujo de conflitos porque sei que vou ficar angustiado pensando na opinião negativa dos outros, assim não dá para viver. Não consegui tirar da ideia o quanto patético e básico eu sou. Nunca serei feliz, com esta personalidade,  será assim o resto da vida, não consigo mudar.
No outro dia vi um vídeo onde estavam a perguntar às pessoas quais os melhores momentos da vida e quais os piores. Os piores momentos tenho vários como a morte do meu avó, a descoberta da doença da minha mãe, o fim do meu namoro, a morte da minha mãe. Mas relativamente aos melhores momentos por mais que penso não consigo definir nenhum, o registo positivo é nulo.
Nos últimos temos com a entrada de mais pessoal na empresa tenho tido alguns exemplos de como estou a desaproveitar a vida:
Um colega queria presentear à mulher no seu aniversário um vídeo com os melhores momentos, desde a infância, quando se conheceram, os amigos dela que ficaram dele, os filhos, etc. Ele não sabe trabalhar com softwares de edição de vídeo, tentou mas não conseguiu, fazia-me imensas perguntas(a verdade é que tinha um mau professor), chateou-me mas chegou ao dia do aniversário sem o projeto realizado.... senti pena e ajudei-o. À pressão, em poucas horas lá tive que o fazer deixando o meu trabalho atrasado. Deixou-me de rastos ver as fotos e vídeos da vida de festa, convívios noturnos, muitos amigos, cheio de momentos os quais eu nunca gozei por falta de capacidade de comunicação, derivada a esta timidez excessiva.
Comecei a falar mais com uma colega, falou-me de vários assuntos pessoais da vida dela, do seu estilo de vida diferente, mostrou-me as fotos do casamento, uma cerimonia completamente inovadora do habitual, até reportagens fizeram. Senti-me pequeno, queria contar algo de relevante sobre mim mas não encontrei nada de interessante. Como conseguiria eu alguma vez ter algo com uma pessoa daquele nível?
Um outro colaborador recente falou-me das constantes viagens que fez, mostrou-me as fotos, de vários locais do mundo que visitou, eu só os vi pela televisão. Ouvir conversas entre dois amigos a falar da bebedeira num jantar, outro a contar-me das viagens de bicicleta que fez, do seu talento para fazer esculturas e arte fotográfica.
Quanto ao exercício físico tenho melhorado na corrida, já corri uma vez mais de 3km's. O objectivo a alcançar será os 5km's. No entanto nos últimos tempos o meu gps está com problemas e a  aplicação não regista corretamente quais os km's percorridos, o que me está a frustrar nesta minha meta.
Já tenho uma data definida para o regresso em do meu tio. Já tenho menos de 1 ano para preparar a mudança… é agora que tenho que me mexer se quiser criar algo a partir da minha mente.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Falta Ambição; Exploração Quarto Prima; Investimento Apartamento; Culinária; Exercicio Fisico

Continuo a trabalhar normalmente, o coronavírus até agora não teve reflexos na minha rotina. Tenho medo de apanhar o vírus, tento fazer o máximo possível para o evitar, mas existe sempre aquela chave, cadeado, puxador ou outro objecto que pode estar contaminado e me transmitir o vírus, lido com demasiadas pessoas… Por um lado quem me dera estar em casa em Lay-Off, sem me expor, continuaria a receber o mesmo valor, o salário mínimo e ao menos podia continuar a ver as minhas séries, filmes ou videojogos com a cabeça fresca, coisa que não acontece após um dia desgastante de trabalho e o fim de semana é muito curto para por tudo em dia. Aderi ao netflix por 1 mês gratuitamente, vou tentar ver a série muito badalada "La Casa de Papel" e alguns filmes em UHD. Cada vez que penso que trabalho à 18 anos com o meu patrão e ele não me aumenta a minha raiva vem ao de cima, devia ter vergonha de continuar no mesmo emprego…mas depois reflito e acabo por achar que não mereço mais, muito do meu trabalho não é aproveitado, mais uma vez revela falta de ambição como posso pensar em constituir familia? 
Fui explorar o antigo quarto da minha prima, que já não mora na casa desde 2008.  O quarto bem decorado, com bijuterias, bugigangas, etc, com muito bom gosto para embelezá-lo. Encontrei uma impressionante coleção de livros como Os Maias, Lusíadas, e vários outros de grandes autores como é o caso de Paulo Coelho. Encontrei também livros com utilidades para lidar com problemas do dia a dia, flores medicinais, culinária, etc., tudo o que devia ler, em vez de perder tempo com histórias fictícias de policiais. Cd's, a maioria da década de 90, Nirvana, Michael Jackson, Offspring, etc. Olhei para uma mala de viagem... com 36 anos nunca tive necessidade de usar uma, pois nunca viajei para lado nenhum. Este ano queria tentar, mas esta história do COVID e a crise económica que se adivinha já tenho a desculpa ideal para ficar em casa. Já começo a pensar que vou ficar sem alguns dos investimentos, como os 5000€ que emprestei ao FCP. Vi os álbuns dela, fotos do antigo namorado, da universidade, de saídas, diversão, vive muito mais que eu!
Fui ao meu apartamento tentar perceber a mobília que quero para a criação da divisão lazer/escritório e de arrumos, tirei as medidas e agora ando a pesquisar soluções. Quero um móvel de TV, para colocar lá uma TV grande, a box, soundbar e a futura playstation 5, um sofá chaise long para estar confortável com as pernas esticadas, uma secretária em L para ter espaço para colocar dois monitores ligados a um bom desktop e ainda espaço para o portátil. Na divisão arrumos, uma estante para colocar os meus livros, um armário fechado para colocar os meus dossiers, um armário para colocar a roupa, umas prateleiras e o resto de espaço para colocar as tralhas que talvez um dia decida o que fazer com elas. Um investimento que deve rondar uns milhares, difícil para alguém como eu. Ainda por cima tenho que pagar pela montagem, pois eu sou um zero em bricolagem. Quem é que estou a enganar? O mais provável é adaptar nesses espaços os moveis antigos que lá estão, levar o meu velhinho pentium IV, as colunas do século passado, etc. Primeiro tenho que pintar a divisão, será que tinha habilidade para executar o serviço? Que tinta escolher, quais os utensílios a usar? Sou tão complicado, vejo problemas em tudo. O antigo inquilino é que devia ser responsável, pois pintou o quarto de rosa para a filha, mas não tenho tomates para falar com ele. Neste meu "projecto" faço tudo de forma arcaica, uso o paint quando existem n ferramentas mais desenvolvidas, só mostra o quanto não evoluo. Felizmente tenho uma planta que me elaboraram uma vez para resolver um problema. Esta indecisão de não saber ao certo quando se vai proceder a mudança deixa-me.. queria encontrar um adjetivo mas não sei definir o que sinto.
Ando a tentar melhorar os meus dotes de culinária, finalmente já aprendi a fazer algumas coisas, como arroz, massa, batatas, puré, grelhar carne, cozer bacalhau etc. Definitivamente não confio em mim, farto de ler como fazer e tenho sempre dúvidas se estou a fazer de maneira correcta. Mais uma vez tenho duvidas dos utensílios a utilizar, das quantidades certas, dos temperos, do tempo de cozedura, etc. O meu paladar não distingue o insosso do salgado. Como os meus pratos com grande rapidez, lol não percebo tanta ansiedade. Depois tenho medo de lavar mal os alimentos, que depois fique doente por causa da minha burrice.
No outro dia a chutei a bola para ao quintal do vizinho. Estava perto do muro, fui buscar uma cana e uma pá para içá-la. Pensava que fosse um procedimento fácil, no entanto foi dificil e fiz um esforço diabólico no tornozelo esquerdo para tirar uma bola que custa uns 3 euros. Desde esse dia fiquei com o tornozelo a doer, uma burrice da minha parte. Agora também me doi o pulso, curiosamente também o esquerdo, deve ser de estar sempre no computador ou a jogar com o comando da Xbox. Tenho medo de alongar a dor, por não descansar. Problemas do meu lado esquerdo: Tornozelo, joelho, anca, pulso e ombro. Se me fizessem um teste acho que a minha idade biológica seria de um velho de 80 anos. Quero mudar isso praticando mais exercício físico. Farto de andar a correr à volta no meu pequeno quintal decidi aproveitar esta fase da pandemia onde pouca gente circula para correr na rua, coisa que não faria se os cafés tivessem abertos(sou ao contrário do outros). Rapidamente fiquei cansado tive que parar passado 5 minutos, não aguentava mais. Consegui correr uma distância fantástica de 1,7kms, até a app colocou uma imagem de uma tartaruga, lol, 1 semana depois ainda estou com dores desse "fantástico" feito. Por exemplo tento fazer um exercício que é estar ao pé coxinho com a perna esquerda, mas não aguento, tenho que parar. Sinto uma fraqueza extrema nos músculos e tendões, pergunto-me se padeço de mesmo alguma doença física ou estar deprimido é o suficiente para perder a força. Exercício físico faz me dores, por isso não tenho motivo para continuar :(. Um dos artigos que quero comprar quando foi para o apartamento é uma bicicleta, gostava de andar quando era pequeno e sempre me permite perder umas calorias, se bem que tenho a felicidade de geneticamente não ganhar peso.. Gosto de dança, estou a visualizar alguns tiktokers que fazem tutorials, mas é tão difícil para mim imitar os seus movimentos, decorar os passos,  olho-me ao espelho e vejo um verdadeiro pé-de-chumbo.

sábado, 21 de março de 2020

Impacto do Novo Corona Virus na Minha Vida

A humanidade está a enfrentar uma pandemia nunca antes vista (pelo menos para todas as pessoas vivas). O presidente decretou estado de emergência e o governo tomou medidas para abrandar a propagação do vírus, fecharam muita coisa. O pior ainda está para vir...
Até agora diretamente ainda não teve impacto na minha rotina diária. A empresa continua a trabalhar normalmente, viajo de casa-trabalho-casa-trabalho-casa. Só saio para ir à farmácia ou ao supermercado. Como não tenho vida social, também não me faz diferença. Assim que soube que o vírus tinha chegado a Portugal, decidi não tomar café fora de casa e ir a outros sítios, por exemplo falhei a reunião do condomínio(nem sei se realizou, se tivesse contactos com ele podia perguntar mas não conheço ninguém :( ). O meu posto de trabalho está à distância de mais de 2 metros dos restantes, mas outros continuam a usá-lo. Desinfeto com lixivia, lavo as mãos com sabão ou álcool gel, mas estou sempre em risco. Como sei que o pessoal que contato não esteja contaminado, vão lá fornecedores, clientes, colegas de trabalho. É inevitável ter que trocar papeis, dinheiro, etc.  Imagino trabalhar a partir de casa, teria que levar todas as tralhas e o pc do trabalho, não daria jeito, não gostava que o meu espaço de lazer fosse invadido por tarefas laborais. Trazer o cão para casa, medo de o transportar e ser apanhado pela policia, que fuja do meu quintal, de me habituar tê-lo e não conseguir levá-lo de volta. No dia do pai tive que almoçar com ele num restaurante, não queria, mas não consegui dizer que não.
Combater este vírus que ninguém vê, que pode estar em qualquer lugar, tenho medo do meu pai e principalmente da minha avó, que estão num grupo considerado de risco.
Já li muita contra-informação, as máscaras e luvas fazem bem ou não?  Não consigo evitar de colocar a mão no rosto. Algumas perguntas me passam pela mente. Como vou cortar o cabelo, ir ao dentista o ir à inspeção com o carro?
Esta doença vai levar a uma crise na economia e uma crise social onde os inúteis e os fracos vão ter dificuldades a impor-se como é o meu caso.
Ultimamente entraram vários funcionários na empresa. Uma delas é uma fala barato, está vários minutos a debitar palavras e eu sem dizer nenhuma, fico sem jeito e a pensar como seria a minha vida se tivesse habilidade para articular do mesmo modo.
3 dias que me doi a cabeça. Ainda estava a dormir, quando um colega me ligou, acordei sobressaltado, coração apertado fez despoletar essa dor. Não sei explicar parece que sinto que o coração está a bombear demasiado rápido o sangue para a minha cabeça. Agora com os médico todos virados a combater o covid-19 não sei como obter ajuda se precisar, espero que passe, esta sensação é horrível não consigo trabalhar em condições, nem me divertir nos meus momentos de lazer.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Dia dos Namorados; Condominio; Sábado; Prazeres Tirados

Hoje é dia de namorados, sinto-me triste por nunca ter comemorado este dia. A tristeza adensa-se, reflito o quanto esta timidez me prejudica e tira os prazeres da vida. Imagino os outros a saírem para um restaurante chique, ou fazer em casa um jantar romântico, a trocarem presentes como flores ou chocolates, afetos... Qual o motivo da minha existência? Sofrer, sofrer, sofrer por causa desta personalidade maldita, este cérebro idiota que fica baralhado tão facilmente, que não retêm informação, que não sabe articular uma simples frase, medo de tudo e de todos. Como conseguir conquistar alguém? Impossível! Como eu gostava de entrar na mente de outras pessoas e ver o mundo claro, sem estas limitações que imponho a mim mesmo.
Reunião de condomínio, pessoas praticamente desconhecidas, não sei se sabem da minha timidez, mas no final já devem ter desconfiado. Não sei como participar, o que opinar, falaram da substituição de telhas ao qual estava contra, mas não o consegui dizer. Sempre a criar boas impressões, lol. É só mais uma despesa, para quem não vive lá é tramado ter mais este custo. O apartamento onde decorreu a reunião estava muito bem decorado, acolhedor, imaginei a divisão de lazer que quero criar no meu, o tipo de sofá, a mesa de centro, um móvel de tv, prateleiras, acho que não vai sair de ideias, pesquisei, pesquisei e tudo me parece mal naquele diminuto espaço, vou acabar por deixar estar como está. Gostava de ser eu mesmo lá ir pintar, mas tenho medo de não ter competência necessária para executar o serviço. Devia lá ir mais vezes, mas nem lá passo, pois sei que no futuro provavelmente um dia vou lá estar todos os dias...ridículo.
Hoje até andava de bom humor, a pensar que até estava bem onde estou, bastante espaço ao ar livre, ao invés daqueles escritórios no centro da cidade que não deixam respirar. Ouvi qualquer coisa indiretamente sobre ter que ir trabalhar ao sábado, o que se veio a confirmar. Fiquei fulo, apetecia-me deitar tudo que tenho guardado cá para fora. Avisam em cima da hora sem tentarem saber se tinha algum compromisso, não me pagam nada ao contrário dos outros, nem a gasolina da deslocação. Imaginei a conversa com eles, a acusar que todos estavam a ser aumentados e eu continuava sempre na mesma, com o salário mínimo e merecia tanto como os outros ou se calhar não. Tive que me acalmar e perceber que este emprego é tudo que tenho e sair só iria piorar a minha vida.
No trabalho peguei numa carrinha que foi adquirida à pouco tempo, fiquei apaixonado pela condução, diferença brutal para o meu carro que já é bastante antigo. Fez me pensar qual o motivo de não comprar um carro novo? Estou à espera de ter 70 anos? Tenho medo de um dia o dinheiro fazer-me falta.  Mais um prazer que não pratico, nunca gozo nada da vida, um dia sei que me vou arrepender.
Não tenho sentido necessidade de me masturbar, deve ser por causa da medicação que ando a tomar, o anti-depressivo que nada faz. Este ano quase um mês sem o fazer, mais um prazer que "me foi" tirado!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

2020 Repetitivo; Funcionário Incoveninente

2020, a revelar-se o mesmo de sempre. Eu angustiado, com medo de tudo… oiço, oiço, oiço e não consigo falar, nem criar laços com ninguém, cada vez me sinto mais isolado no meu mundo de solidão. Sou um anormal, com vergonha de ter esta personalidade que faz com que o sentimento de depressão esteja sempre presente. Não consigo viver, não me apetece fazer nada, nem sequer escrever aqui, os meus relatos são tão repetitivos e sou tão nabo a escrever que me envergonha. Para este ano defini objetivos que quero concretizar como aumentar os meus conhecimentos culinários, dar tratamento a artigos herdados da minha mãe, procurar soluções de renovação do apartamento. Preocupa-me o facto de não ter qualquer tipo de aquecimento, aqui ao menos tenho o fogão de lenha. Tento procurar soluções, mas nunca sei o que escolher e deixo andar até um dia alguém diga o que fazer. Proíbo-me a mim mesmo, por quê? Que merda de sentimentos são este?
Em breve vou ter uma reunião de condomínio, estou tão assutado. 
A minha vida resume-se a casa-trabalho-casa-trabalho. Aos sábados vou às compras e de vez em quando almoço com a minha avó, domingo passo o dia em casa, não tenho vida social nenhuma. Um tipo andava a estacionar o carro em frente da minha garagem, fiquei fulo porque achei que ele sabia que não saía de casa.
Na empresa os investimentos aumentaram, máquinas, viaturas e funcionários novos. Durante uma semana laborou uma nova funcionária junto a mim. Senti empatia, parecia-me uma mulher porreira, podia ajudar-me nas tarefas, no entanto teve uma proposta do anterior emprego e foi-se embora. Ela  ficou admirada de eu ganhar o salário mínimo estando à 18 anos a trabalhar com o meu patrão, tantas tarefas que executo. Incentivou-me a falar com ele, apetece-me arriscar, mas depois tenho medo que ele me jogue na cara que sou um incompetente e se quero aumento devia evoluir nas minhas competências e só não me despediu por pena. Prefiro ficar no meu canto, a explodir por dentro. Quando está furioso, tenho medo de falar com ele e de sobrar para mim. Ele quer que dê ideias de melhoria, mas não me sai nada, então quando estou com ele fico mesmo bloqueado, burro que nem uma porta. Este ano vai ser essencial se as coisas derem para o torto, acho que a empresa fecha. O meu patrão sempre teve a tendência de arriscar, uma vez já correu mal...
O pessoal não liga muito à minha personalidade, pelo menos pela frente. Excepto um, que de vez em quando se mete comigo, chateando-me, sinto-me incomodado apesar de tentar não lhe ligar às bocas que ele manda. Já a algum tempo que não me sentia tão pressionado, cada vez que goza comigo fico de rastos o resto do dia, rezo para ele não ir ao escritório. Apetece-me gritar com ele, dizer-lhe para me deixar em paz, no fundo acho que só quer me ajudar a tentar integrar-me um pouco mais. Para os outros trabalhadores o que eu faço não é trabalho, farto que menosprezem! Chego sempre ao final do dia com a cabeça em água, com a vista cansada. Eles devem pensar que estou no computador no Facebook a ver gajas, que falta de noção.Mas porque isso me afecta tanto?
Este inverno tem sido um fartote em dores de garganta e as idas ao dentista não param. Fiz o apanhado do ano passado, gastei cerca de 1000€ o que corresponde a mais de 10% do meu rendimento! Este ano vou pelo mesmo caminho. Às vezes penso que é a dentista que percebe que sou uma pessoa que pode explorar e que não reclamo com nada.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Sentimento Saudades; Reunião; Exploração Sotão; Carta Não Correspondida

A privação do sentimento "saudades" está na minha mente. Não sinto saudades de nada, tento recordar algumas situações do passado mas esse sentimento parece morto dentro de mim. Por exemplo um mês atrás andava de scooter pelo meio do mato, adorava. Com a chegada do inverno deixei de o fazer, devia sentir-me com saudades, mas nada, estou completamento apático.
Marcaram uma reunião onde a minha presença foi necessária, felizmente para mim têm sido raras. Fiquei em pânico naturalmente, sabia que ia chegar lá e não ia participar quase nada, o que se veio a confirmar, aquilo que disse foi sem conteúdo, fiquei baralhado mais uma vez. Já à bastante tempo que não andava no carro do chefe, pensar estar sozinho com ele durante a viagem sem escapatória deixava-me angustiado. O que se confirmou, foi um pesadelo ouvir tantas criticas,  não consegui dar a minha opinião sobre o que estava mal, ele falava e eu não conseguia acompanhar o raciocínio. Mais uma vez devem ter ficado com uma péssima impressão de mim. Começaram a falar de termos que não conhecia, fiquei desolado. Não consigo contar o que acho. Ansioso por estar na minha solidão.
Ligaram-me da operadora, sabia exatamente o que fazer para ser beneficiado, mas não consegui dizer que não e mais uma vez fiquei frustrado pela minha personalidade.
Resolver problemas definitivamente não é comigo, teve que ser uma vizinha a alertar para tomar vergonha na cara e arranjar solução.
A minha exploração pelo sótão prosegue, interrompida por algumas semanas por causa de uma constipação. Continuo confuso, não sei o que guardar, o que deitar fora, acabo sempre por escolher uma seleção que não resolve nada, fica mais desorganizado do que organizado. Encontrei uma pasta onde tinha os meus rascunhos do passado que me fez corar de vergonha. A maioria dos papeis escritos à mão com a minha letra terrível. Sobre jogos de computador, onde registava por exemplo as minhas prestações, walkthroughs em inglês, códigos para jogos e para toques do velhinho nokia 3210, não podia faltar o futebol, desenhos rascos feitos no mspaint do dragon ball, umas anotações da escola, não sei como fiz o curso com boa nota, era outra pessoa naquela altura e encontrei umas coisas "engraçadas". Uma delas foi quando tentei melhorar o meu vocabulário, ou seja ouvia na rádio ou na tv palavras mais ricas e depois escrevia no papel para usá-las no meu dia a dia. Escrevia de um lado as palavras "pobres" e do outro as palavras "ricas" para substituí-las Uma tentativa que não resultou obviamente, como se vê no blog tenho algumas dificuldades, então na fala nem se fala. Encontrei a folha onde escrevi o contato do meu patrão pela primeira vez, longe de imaginar a influência que teria na minha vida, tinha então 18 anos e passado o dobro desse tempo continuo com ele. Mas o que mais me marcou foi umas cartas que li de uma mulher, na altura adolescente que me deixou a pensar o quanto nabo sou. Uma vez um colega pediu-me o telemóvel emprestado para ligar a uma prima. Fiquei com o numero dela registado e influenciado por outro colega comecei a meter conversa com ela, trocando vários mensagens. Pensei que ela nem sequer ligasse, mas deu conversa e durou várias semanas. Ela enviou-me uma carta a dizer que me queria conhecer e pediu-me uma foto. Nunca mais respondi às mensagens dela, nem a essa carta. Passado uns meses mandou-me uma foto dela a dar-me um raspanete por não lhe responder e um sermão que era importante conhecer outras pessoas, etc(hoje continua em vigor o que ela escreveu) No final deu-me outra hipótese... mas eu não respondi.