segunda-feira, 24 de julho de 2017
Verão, Familiares
Em pleno Verão... férias, + festas, pessoal todo na rua a conviver, oiço a música em fundo, gente a passar na rua a falar, gritar, assobiar, alegre, definitivamente a minha mente está cada vez mais doente. Como habitualmente nesta altura tenho uns familiares a passar um mês na "minha" moradia. Está a tornar-se um pesadelo, não consigo ter liberdade na minha própria casa, aquilo que costumo fazer não o faço, por exemplo nem um filme vejo com medo dos possíveis comentários. Tudo o que eles dizem encaro como criticas e a minha confiança fica abalada. Bastou dizer "Se eu tivesse cá não ias reconhecer o quintal", para ficar muito triste. Devia saber fazer algo para o ter bonito, talvez colocar relva, dinamizar os canteiros com flores, ou algo de mais útil como semear batatas, tomates... mas não estou para aí virado, nem a limpeza sei fazer em condições, não sei porque não aprendo, parece que algo superior me proíbe. Gosto deles, dão outra vida, sei que até vou ter saudades, mas conto os dias para eles irem-se embora, não o consigo evitar. Domingo, um convívio familiar, preferia ficar em casa a ver futebol, mas parecia mal recusar, nem sequer tinha coragem. Oiço-os a falar dos planos, das coisas que fizeram, das viagens, fico angustiado, fujo, refugio-me nas crianças ou no cão em vez de fazer o mais correcto, estar na mesa a conversar com os adultos, a imagem que passo deve ser horrível. Tirei fotos, parece mesmo que foi um convívio altamente, que passei bons momentos... e eram se não fosse esta minha mente a criar este peso inexplicável que suporto todo o tempo. Têm tudo, eu só não tenho por causa esta personalidade, estou mesmo farto de ser assim.
Nova fase da empresa, as exigências estão a aumentar, preciso encontrar soluções, pesquisar novos produtos, não gosto de mudança, estou sem confiança, se nem em casa consigo ser líder quanto mais no escritório. Muita paciência tem o meu patrão, também mereci por isso.
Queria planear algo de diferente para fugir da rotina, aproveitar o calor do verão, mas não sei o quê, esta falta de ideias deixa-me perturbado! Já nem me apetece masturbar, as últimas vezes que o fiz foi como quase uma obrigação. Farto de me satisfazer sozinho, ver imagens/vídeos deixam-me com inveja, já nem me excita, o que vale é a imaginação, mas mais uma vez sinto-me mal em sonhar com cenas irreais. Já lá vão 5 anos que tive a minha única relação, não vejo a minha ex a algum tempo, nem sequer sei nada dela, felizmente perdi o vicio de ir ao face dela, ainda bem só de a ver ficava logo sem forças.
Nunca estou bem de saúde, ou é um desconforto no maxilar ou má digestão, ou uma prisão intestinal, ou uma dor de cervicais, ou no recto, ou nos músculos, ou tonturas, ou dores de cabeça. Os resultados dos exames da minha mãe não estão piores, não esperava estas boas noticias, mas a minha mãe consegue arranjar logo uma maneira de pensar negativamente, é como eu, tenho a sua genética. Estranhamente está pior desde que chegaram os meus familiares, desconfio que as criticas também lhe afectam imensamente.
domingo, 9 de julho de 2017
Porque estou assim?
Triste, angustiado, ansioso, agitado, revoltado, acomodado, impaciente, sem confiança, enfim é mais do mesmo, os meus sentimentos de sempre...já me começo a repetir muito. Chega de lamurias, devia conseguir lutar para mudar de personalidade e viver a vida, tenho tanto medo de defrontar os inimigos criados na minha mente! Difícil para mim combater este "estado de letargia" em que me encontro, farto da minha vida rotineira, aborrecida(criar situações imaginárias para não me saturar comigo mesmo), de estar deprimido sem razão... saudades de sentir felicidade. Dou prioridade a coisas que não interessam, mas porque tenho tanto medo de as abandonar? Gosto delas, mas sei que não estou a fazer o mais correto, não me comporto como uma pessoa adulta. Se me sinto assim preciso de uma mudança, mas uma parte de mim não a quer fazer ... não faz qualquer sentido, estou tão baralhado! No outro dia vi uma foto numa zona de guerra em que pessoas podiam ser atingidas por uma bomba a qualquer momento, como se sentirão essas pessoas? Ou aquelas que perderam os seus familiares no fogo de Pedrogão, tento pensar em situações desse género, para pensar que não tenho razão para estar deprimido, mas em vão. Estou supostamente tranquilo, a escrever no quintal num domingo à tarde, sozinho, devia sair, ninguém me impede, procurar relações com outras pessoas. É especialmente difícil no Verão, férias, festas populares, festivais de verão, ou outros convívios que nesta altura são mais frequentes, querer ir a algum lado mas o íman imaginário de minha casa é mais forte. Hoje estou a ler revistas sobre testes a alguns artigos que podia adquirir, incrível como nada se adequa à vida que levo.
As criticas são fortes mas justificadas, na sexta no final do dia lá tinha que me ligar para me chatear a cabeça e assim ir de fim-de-semana mais deprimido. Ele não deve imaginar o forte impacto que tem sobre mim, deve pensar que não ligo nenhuma, está tão enganado, a minha atitude passiva deve iludi-lo. Às vezes penso o que estou a fazer, serei útil, a minha contribuição é zero? Vejo maldade em tudo, sinceramente não percebi a gravidade do mail que reencaminhei, porque as pessoas não podem ser mais sinceras e honestas? Estou tão farto de algumas situações!
Ultimamente ando a ver muitos vídeos de youtubers, invejo a maneira como muitos se expõem, como falam, gostava de viver na primeira pessoa algumas daquelas brincadeiras dos vídeos que fazem.
As criticas são fortes mas justificadas, na sexta no final do dia lá tinha que me ligar para me chatear a cabeça e assim ir de fim-de-semana mais deprimido. Ele não deve imaginar o forte impacto que tem sobre mim, deve pensar que não ligo nenhuma, está tão enganado, a minha atitude passiva deve iludi-lo. Às vezes penso o que estou a fazer, serei útil, a minha contribuição é zero? Vejo maldade em tudo, sinceramente não percebi a gravidade do mail que reencaminhei, porque as pessoas não podem ser mais sinceras e honestas? Estou tão farto de algumas situações!
Ultimamente ando a ver muitos vídeos de youtubers, invejo a maneira como muitos se expõem, como falam, gostava de viver na primeira pessoa algumas daquelas brincadeiras dos vídeos que fazem.
domingo, 18 de junho de 2017
Adormecer, Casamento
O calor tem sido demasiado nestes últimos dias, o que me dificulta dormir, ainda mais que o normal. Só quero descansar, já vou para a cama com o pensamento que não vou conseguir adormecer, fico às voltas com ideias absurdas, medos surreais, pesadelos acordados.
Fui a um casamento de um familiar, já não ia há uns anos a um evento desse género, fico sempre nervoso. Não preciso de dizer o medo que senti desse convívio, ver familiares que já não via à uns anos. Foi um dia de calor intenso, 40 graus para a maior parte do dia, tive que levar um fato sufocante e obviamente sapatos fechados que não permitem respirar os pés. A minha mãe e avó não deixavam de pensar nesse dia nas últimas semanas... não têm mais nada em que pensar, fico triste pela pouca vida activa delas. Tomei banho, fiquei à espera no quarto da hora de saída, a ansiedade aumentou, despachei-me mais depressa do que o previsto, ia vestindo uma peça de roupa progressivamente lentamente, estava muito calor não queria vestir o fato antecipadamente. Ainda era cedo, mas chatearam-me que era tarde, tinha razão, fomos os primeiros a chegar. Os convidados foram chegando e depressa falaram do tema que tanto temia, "quando é que arranjas uma mulher"? Todos os meus primos da minha faixa etária estão casados, alguns com bebés pequenos. Lá respondia que ainda não tinha encontrado a certa, ou na brincadeira que era muito exigente. Estava com receio que eles vissem na minha cara o fracassado que sou. Fiquei com inveja, gostava de ser pai, fico babado quando vejo crianças pequenas. Durante a festa fiquei algum tempo a refugiar-me na brincadeira com os miúdos, não ficava muito tempo no mesmo sitio, nada de conversas com ninguém, observava o pessoal a dançar e a divertir-se. Alinhei numa brincadeira para não parecer mal com um tipo que admiro por ser extrovertido, cada vez que o vejo está num país diferente e tem outra mulher, impressionante. Todos devem pensar que sou um desinteressado, alheado, desligado. Mais um dia que me senti que não pertencia a este mundo. Não sei(claro que sei) como as pessoas aguentam tanto tempo nestes eventos, para mim são uma seca, as horas não passavam, a festa deve ter acabado de madrugada, fui embora mais cedo por causa dos problemas de saúde da minha mãe. Nunca tinha ido àquela quinta de casamentos, quando fui para casa de regresso enganei-me no caminho, cortei num cruzamento cedo de mais, andei às voltas até encontrar o percurso certo, já estava tão baralhado que até nos sítios que já conhecia me confundi, fiquei lixado comigo mesmo, não consigo memorizar um simples trajeto. Ainda por cima já estava com a minha típica dor de cabeça, acontece sempre que vou para algo diferente. O que vale é que era perto, se um dia me convidarem para longe como farei? Não tenho confiança nenhuma, por sorte ainda não aconteceu mas um dia poderá acontecer. Quando cheguei à terra vi tanta gente numa festa, voltou outra vez o pensamento que não sou normal, nem sabia qual o artista que estava a actuar.
No outro dia as criticas negativas deixaram-me em baixo, não aproveitei o resto do dia, tinha planeado uma coisa diferente, até conhecer uma figura pública que sigo no instagram, mas no momento não fui capaz de lá ir ter com elas. Mesmo que tenha um mínimo de razão perco, pois não tenho capacidade de argumentar, nesse dia fiquei mesmo mal. Está a tornar-se uma constante, fico deprimido, mas felizmente no dia a seguir melhoro.
Irrito-me com muita facilidade com a minha mãe e avó, não consigo ter paciência, demoram muito tempo em coisas que deviam ser mais rápidas, no outro dia cheguei a gritar, arrependo-me, mas quando estou assim não me consigo controlar. Tenho que melhorar muito nesse aspeto, às vezes quero silêncio e até o ouvir dos passos me enervam.
Hoje estou a escrever fora de casa, no quintal, lá dentro está um inferno, não sei como vou dormir com tanto calor, assim nem me apetece ver uma série ou jogar...btw estou a escrever de noite, ainda nem configurei o fuso horário deste blog, acho que existem 8 horas de diferença entre a hora que aparece no blog e a hora real que escrevo. Até os sons dos grilos e dos gatos me deixam enervados. Amanhã tenho que acordar cedo para mais uma ida ao hospital, espero mais uma noite em claro.
Fui a um casamento de um familiar, já não ia há uns anos a um evento desse género, fico sempre nervoso. Não preciso de dizer o medo que senti desse convívio, ver familiares que já não via à uns anos. Foi um dia de calor intenso, 40 graus para a maior parte do dia, tive que levar um fato sufocante e obviamente sapatos fechados que não permitem respirar os pés. A minha mãe e avó não deixavam de pensar nesse dia nas últimas semanas... não têm mais nada em que pensar, fico triste pela pouca vida activa delas. Tomei banho, fiquei à espera no quarto da hora de saída, a ansiedade aumentou, despachei-me mais depressa do que o previsto, ia vestindo uma peça de roupa progressivamente lentamente, estava muito calor não queria vestir o fato antecipadamente. Ainda era cedo, mas chatearam-me que era tarde, tinha razão, fomos os primeiros a chegar. Os convidados foram chegando e depressa falaram do tema que tanto temia, "quando é que arranjas uma mulher"? Todos os meus primos da minha faixa etária estão casados, alguns com bebés pequenos. Lá respondia que ainda não tinha encontrado a certa, ou na brincadeira que era muito exigente. Estava com receio que eles vissem na minha cara o fracassado que sou. Fiquei com inveja, gostava de ser pai, fico babado quando vejo crianças pequenas. Durante a festa fiquei algum tempo a refugiar-me na brincadeira com os miúdos, não ficava muito tempo no mesmo sitio, nada de conversas com ninguém, observava o pessoal a dançar e a divertir-se. Alinhei numa brincadeira para não parecer mal com um tipo que admiro por ser extrovertido, cada vez que o vejo está num país diferente e tem outra mulher, impressionante. Todos devem pensar que sou um desinteressado, alheado, desligado. Mais um dia que me senti que não pertencia a este mundo. Não sei(claro que sei) como as pessoas aguentam tanto tempo nestes eventos, para mim são uma seca, as horas não passavam, a festa deve ter acabado de madrugada, fui embora mais cedo por causa dos problemas de saúde da minha mãe. Nunca tinha ido àquela quinta de casamentos, quando fui para casa de regresso enganei-me no caminho, cortei num cruzamento cedo de mais, andei às voltas até encontrar o percurso certo, já estava tão baralhado que até nos sítios que já conhecia me confundi, fiquei lixado comigo mesmo, não consigo memorizar um simples trajeto. Ainda por cima já estava com a minha típica dor de cabeça, acontece sempre que vou para algo diferente. O que vale é que era perto, se um dia me convidarem para longe como farei? Não tenho confiança nenhuma, por sorte ainda não aconteceu mas um dia poderá acontecer. Quando cheguei à terra vi tanta gente numa festa, voltou outra vez o pensamento que não sou normal, nem sabia qual o artista que estava a actuar.
No outro dia as criticas negativas deixaram-me em baixo, não aproveitei o resto do dia, tinha planeado uma coisa diferente, até conhecer uma figura pública que sigo no instagram, mas no momento não fui capaz de lá ir ter com elas. Mesmo que tenha um mínimo de razão perco, pois não tenho capacidade de argumentar, nesse dia fiquei mesmo mal. Está a tornar-se uma constante, fico deprimido, mas felizmente no dia a seguir melhoro.
Irrito-me com muita facilidade com a minha mãe e avó, não consigo ter paciência, demoram muito tempo em coisas que deviam ser mais rápidas, no outro dia cheguei a gritar, arrependo-me, mas quando estou assim não me consigo controlar. Tenho que melhorar muito nesse aspeto, às vezes quero silêncio e até o ouvir dos passos me enervam.
Hoje estou a escrever fora de casa, no quintal, lá dentro está um inferno, não sei como vou dormir com tanto calor, assim nem me apetece ver uma série ou jogar...btw estou a escrever de noite, ainda nem configurei o fuso horário deste blog, acho que existem 8 horas de diferença entre a hora que aparece no blog e a hora real que escrevo. Até os sons dos grilos e dos gatos me deixam enervados. Amanhã tenho que acordar cedo para mais uma ida ao hospital, espero mais uma noite em claro.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Ansiedade Elevada; Decisões
Não acho normal estar tão ansioso quando estou em casa sem fazer nenhum, não consigo relaxar por mais que me tente distrair. Tentei inventar algo... observei as flores, visualizei os pormenores da pedra da casa, peguei na enxada para raspar umas ervas, fui buscar a escada e espreitei para dentro de um ninho, limpei caleiras, apanhei laranjas, cortei uns galhos... nada me cura por mais que tente diversificar actividades. Imagino as brincadeiras que posso fazer com o cão "alugado", preparei uns paus e pedra para lhe atirar, fica tolo de emoção, mas o burro não os devolve, é um brincalhão, parece que gosta de trollar comigo. Se tiver calor, pego na mangueira e molho-o, será que vai gostar? Cansa-se com facilidade, sai a mim. Penso ansiosamente no dia de amanhã, procuro uma razão para estar melhor, no dia a seguir igual, é um ciclo que não consigo sair. É caricato ficar com mais stress nessas ocasiões do que por exemplo quando estou no trabalho e tenho imensas coisas a fazer! Tenho mesmo que procurar ajuda, não queria tomar medicamentos, os relatos que leio na net assustam-me.
Tomar decisões torna-se complicado, não saber qual a certa, medo de escolher a errada, deixar andar acaba por ser a opção, mas não devia ser assim. Tenho que fazer uma listagem de vantagens e desvantagens, os prós e os contras... não sei o que fazer. Sinto-me injustiçado, enervado, apetecia-me gritar com ele, explicar-lhe o que se passa, mas não posso, estou amarrado. Não me pode obrigar a tomar uma decisão imediata, tenho que pensar. Até o percebo, mas se soubesse a minha realidade, sinto-me envergonhado, não devia passar por isto quando estou a trabalhar. Só queria um emprego estável, a situação está novamente a ficar descontrolada, depois de uma pequena melhoria, sai mais dinheiro do que entra, a divida aumenta, assim não vamos longe. Apostei tudo, estou em grandes sarilhos, o risco é enorme, se isto correr mal vou ficar de rastos, não sei se me conseguirei erguer psicologicamente. Se alguém ler isto, não vai compreender, isto é só um desabafo da minha parte, preciso de escrever para me sentir melhor, é uma terapia, desculpem.
Depois de me obrigar a comprar o fato agora quer que adquira uns sapatos a condizer, tenho uns praticamente novos que calcei umas 3 ou 4 vezes, acho um desperdício de dinheiro, vou acabar por ceder.
Tomar decisões torna-se complicado, não saber qual a certa, medo de escolher a errada, deixar andar acaba por ser a opção, mas não devia ser assim. Tenho que fazer uma listagem de vantagens e desvantagens, os prós e os contras... não sei o que fazer. Sinto-me injustiçado, enervado, apetecia-me gritar com ele, explicar-lhe o que se passa, mas não posso, estou amarrado. Não me pode obrigar a tomar uma decisão imediata, tenho que pensar. Até o percebo, mas se soubesse a minha realidade, sinto-me envergonhado, não devia passar por isto quando estou a trabalhar. Só queria um emprego estável, a situação está novamente a ficar descontrolada, depois de uma pequena melhoria, sai mais dinheiro do que entra, a divida aumenta, assim não vamos longe. Apostei tudo, estou em grandes sarilhos, o risco é enorme, se isto correr mal vou ficar de rastos, não sei se me conseguirei erguer psicologicamente. Se alguém ler isto, não vai compreender, isto é só um desabafo da minha parte, preciso de escrever para me sentir melhor, é uma terapia, desculpem.
Depois de me obrigar a comprar o fato agora quer que adquira uns sapatos a condizer, tenho uns praticamente novos que calcei umas 3 ou 4 vezes, acho um desperdício de dinheiro, vou acabar por ceder.
terça-feira, 23 de maio de 2017
Como conhecer uma pessoa tímida? Casamento, Tarde de Folga
Como conhecer uma pessoa tímida? Devia saber, afinal sou uma! É impossível haver uma relação entre tímidos, se ambos são retraídos e não têm o poder de iniciativa, automaticamente está destinada ao fracasso. É pena, porque podíamos ter muitos sentimentos em comum, gostava tanto de lhe ler os pensamentos, o pessoal que me conhece deve dizer o mesmo. Estar em grupo é muito complicado, ouvir histórias dos outros, ser incapaz de contar algumas pela minha inaptidão de diálogo.Não sei escolher as palavras certas, não me lembro delas, deixo de ter neurónios, quero chegar muito rápido à conclusão... entretanto os conversadores saem e o silêncio é constrangedor, tento juntar-me a outro grupo. Uma tagarela(inveja) enquanto falava tocou-me várias vezes, não sei qual o significado, provavelmente dever ser um tique, mas despertou-me desejo. Evito ao máximo estas situações de convívio, acho que acaba por ser normal, as pessoas fogem quando não estão à vontade. Fico preocupado com a impressão que deixei, não deve ter sido famosa. Vou ter saudades, já as sinto hoje. Fico saturado comigo mesmo, passo o dia a querer chegar a casa, apanhar o sol do final do dia, ir para a espreguiçadeira ler um livro, bater uma bola contra a parede, chatear o gato do vizinho, jogar Far Cry Primal, ver as noticias de deporto, o instagram onde sigo apenas figuras públicas (jogadores de futebol ou mulheres que me atraem como atletas ou atrizes), fóruns, youtube...as habituais actividades de lazer solitárias.
Carlos Albuquerque... tinha que inventar um nome, na altura do registo saiu-me este sem justificação plausível, o objetivo é esconder-me no anonimato, arrependo-me de ter escolhido um tão comprido. No entanto não acho justo enganar as pessoas, como vi num comentário a tratarem-me por Carlos.
Em breve vou a um casamento, não consegui ser eu a escolher a roupa, a minha mãe já tinha pensado no fato que ia comprar, como sempre para a não desiludir fiz-lhe a vontade. Tenho tanto medo desse convívio, ver primos que já não vejo aos anos, vão me perguntar como ainda não tenho ninguém, porque não estou inscrito nas redes sociais, vão achar que sou estranho.
Já estava a melhorar da minha dor da zona rectal, agora estou outra vez pior, é uma desilusão quando pensamos que estamos curados e de repente volta a dor.
Resolvi tirar uma tarde de folga, fui ao centro comercial, almocei uma pizza, cortei o cabelo, fiz uma massagem aromática(a massagista diz que eliminou algumas contracturas, mas continuo com as mesmas dores), comprei uma prenda para o meu afilhado, visitei lojas de roupa, fui ao cinema. Mas mais uma vez o sentimento de culpa e a tristeza não me largam durante o dia, estou desiludido comigo mesmo por não conseguir alterar o meu estado de espírito. Desligo-me facilmente da realidade presente, estou sempre alheado, dentro do meu mundo de ideias, por exemplo até a ver o filme em vez de estar concentrado na acção, estava a pensar em coisas que não tinham nada a ver, memórias que vou buscar sem qualquer contexto. Passei por uma vitrina, onde tinham expostos alguns panfletos de uma agência de viagens... como gostava de fazer uma viagem ao estrangeiro...
Se existisse o gênio da lâmpada e me aparecesse, sei bem qual o desejo que pedia, nada de dinheiro, saúde, apenas que me retirasse esta inabilidade.
Carlos Albuquerque... tinha que inventar um nome, na altura do registo saiu-me este sem justificação plausível, o objetivo é esconder-me no anonimato, arrependo-me de ter escolhido um tão comprido. No entanto não acho justo enganar as pessoas, como vi num comentário a tratarem-me por Carlos.
Em breve vou a um casamento, não consegui ser eu a escolher a roupa, a minha mãe já tinha pensado no fato que ia comprar, como sempre para a não desiludir fiz-lhe a vontade. Tenho tanto medo desse convívio, ver primos que já não vejo aos anos, vão me perguntar como ainda não tenho ninguém, porque não estou inscrito nas redes sociais, vão achar que sou estranho.
Já estava a melhorar da minha dor da zona rectal, agora estou outra vez pior, é uma desilusão quando pensamos que estamos curados e de repente volta a dor.
Resolvi tirar uma tarde de folga, fui ao centro comercial, almocei uma pizza, cortei o cabelo, fiz uma massagem aromática(a massagista diz que eliminou algumas contracturas, mas continuo com as mesmas dores), comprei uma prenda para o meu afilhado, visitei lojas de roupa, fui ao cinema. Mas mais uma vez o sentimento de culpa e a tristeza não me largam durante o dia, estou desiludido comigo mesmo por não conseguir alterar o meu estado de espírito. Desligo-me facilmente da realidade presente, estou sempre alheado, dentro do meu mundo de ideias, por exemplo até a ver o filme em vez de estar concentrado na acção, estava a pensar em coisas que não tinham nada a ver, memórias que vou buscar sem qualquer contexto. Passei por uma vitrina, onde tinham expostos alguns panfletos de uma agência de viagens... como gostava de fazer uma viagem ao estrangeiro...
Se existisse o gênio da lâmpada e me aparecesse, sei bem qual o desejo que pedia, nada de dinheiro, saúde, apenas que me retirasse esta inabilidade.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Pai, Poder de Atração, Dor...
Quanto mais contacto tenho com o meu pai mais verifico o enrascado e atabalhoado que ele é. Parece que não pensa, bloqueia, atrapalha-se, é esquecido, na farmácia fiquei com vergonha, só me apetecia fugir. Pode ficar incontinente para o resto da vida, não sei se vai aguentar se tal acontecer, nem tive coragem de contar a conversa que tive com o enfermeiro. Observei-o desde o carro enquanto ia para casa, a cambalear devagar, apavorado, desengonçado, fico tão triste quando o vejo assim em baixo. Também me começa a atrapalhar a minha vida, por exemplo saio de casa a meio da noite para o ajudar. O tempo passa e percebo o porquê de ter assim esta personalidade, tenho todos os defeitos dos meus pais, não deviam ter gerado um filho ao mundo. No dia a seguir já começa a perceber melhor, parece que tem uma aprendizagem retardada, é como eu, ou seja no momento da acção é como se o cérebro hibernasse, a vergonha é tanta que não capta metade do que é dito. Tenho medo que o meu futuro se torne igual ao dele, mas eu não vou ter ninguém que me ajude...
O meu cérebro, coração e corpo está sedento por uma relação, qualquer rapariga que tenha um mínimo de contacto penso logo se está disponível, fico com vontade de a conhecer, mas não sei como falar com ela, como abordá-la, tenho medo que me ache patético. Invejo as pessoas que falam abertamente de todos os assuntos sem qualquer problema. Vivem o dia a dia, não poupam, totalmente o oposto de mim, fiquei admirado com as histórias de vida de uma mulher que já tem trisnetos.
Não ter conhecimentos é muito mau, principalmente quando não se sabe fazer nada.
Momento de masoquismo: Fui ver os mails, os sms's que troquei com a minha ex, uma temporada que por uma vez na vida senti-me mais normal. Momento Nostálgico: Ver fotos antigas e ter saudades daqueles tempos.
Fico tão chocado com certos temas que abordam, felizmente desconhecia muita coisa. Parece que tenho o poder de atracção, por exemplo se falarem em piolhos dá-me vontade de coçar a cabeça, se falarem em tosse, começo a tossir...por vezes a ignorância é mesmo uma bênção.
Estou preocupado com uma dor que tenho frequentemente na zona do recto, será que é problema da próstata? Dos Intestinos? Vou constantemente à casa de banho obrar e urinar, sempre atribui isso a aspectos psicológicos, quanto estou o dia todo fora de casa é uma loucura as vezes que preciso aliviar-me. Se for a um sitio desconhecido a primeira coisa que procuro são as casas de banho. Já falei com o médico, ele disse que provavelmente não era nada de especial, mas que para confirmar teria que fazer um exame, o problema é que são preciso duas pessoas e eu não sei a quem recorrer. Ainda vou contrair uma doença grave por ser assim, tão passivo. Deixa-me tão abalado, sem vontade de fazer nada, apenas quero ter saúde, se já não posso ter outras coisas.
Financeiramente as coisas estão a correr melhor, tenho recebido alguns vencimentos em atraso, a minha família tem-me ajudado, por exemplo quando vou com a minha avó às compras ela paga-me a gasolina, somando isto tudo já tenho algum dinheiro à ordem, nem sei o que fazer com ele, investir em qual aplicação financeira? Tenho tanto medo depois do último fundo ter corrido tão mal. Devia comprar um carro novo, gostava de um melhor, mas para aquilo que ando sei que o meu é suficiente, farto de ter que andar sempre atento às fugas de água e óleo.
O meu cérebro, coração e corpo está sedento por uma relação, qualquer rapariga que tenha um mínimo de contacto penso logo se está disponível, fico com vontade de a conhecer, mas não sei como falar com ela, como abordá-la, tenho medo que me ache patético. Invejo as pessoas que falam abertamente de todos os assuntos sem qualquer problema. Vivem o dia a dia, não poupam, totalmente o oposto de mim, fiquei admirado com as histórias de vida de uma mulher que já tem trisnetos.
Não ter conhecimentos é muito mau, principalmente quando não se sabe fazer nada.
Momento de masoquismo: Fui ver os mails, os sms's que troquei com a minha ex, uma temporada que por uma vez na vida senti-me mais normal. Momento Nostálgico: Ver fotos antigas e ter saudades daqueles tempos.
Fico tão chocado com certos temas que abordam, felizmente desconhecia muita coisa. Parece que tenho o poder de atracção, por exemplo se falarem em piolhos dá-me vontade de coçar a cabeça, se falarem em tosse, começo a tossir...por vezes a ignorância é mesmo uma bênção.
Estou preocupado com uma dor que tenho frequentemente na zona do recto, será que é problema da próstata? Dos Intestinos? Vou constantemente à casa de banho obrar e urinar, sempre atribui isso a aspectos psicológicos, quanto estou o dia todo fora de casa é uma loucura as vezes que preciso aliviar-me. Se for a um sitio desconhecido a primeira coisa que procuro são as casas de banho. Já falei com o médico, ele disse que provavelmente não era nada de especial, mas que para confirmar teria que fazer um exame, o problema é que são preciso duas pessoas e eu não sei a quem recorrer. Ainda vou contrair uma doença grave por ser assim, tão passivo. Deixa-me tão abalado, sem vontade de fazer nada, apenas quero ter saúde, se já não posso ter outras coisas.
Financeiramente as coisas estão a correr melhor, tenho recebido alguns vencimentos em atraso, a minha família tem-me ajudado, por exemplo quando vou com a minha avó às compras ela paga-me a gasolina, somando isto tudo já tenho algum dinheiro à ordem, nem sei o que fazer com ele, investir em qual aplicação financeira? Tenho tanto medo depois do último fundo ter corrido tão mal. Devia comprar um carro novo, gostava de um melhor, mas para aquilo que ando sei que o meu é suficiente, farto de ter que andar sempre atento às fugas de água e óleo.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Dias Intensos, Nova Formação, Prima, Pai
Estes últimos dias tem sido intensos... trabalho, uma nova formação, pós recuperação cirurgia pai, consultas mãe, obras em casa, estou sempre a mil à hora, stressado com saudades dos meus tempos calmos, como por exemplo ir para o quintal apanhar sol e ler um livro... chego a casa com a cabeça em água, nem consigo fazer as minhas atividades de lazer inúteis.
Estas formações deixam-me completamente de rastos psicologicamente. Muitas vezes quero intervir, mas não consigo devido à minha timidez, penso que é uma inutilidade e acabo por perder a coragem. Rezo que a formadora não me pergunte nada, pois devo bloquear e não me sai nada de jeito. Muitas vezes nem tenho opinião, não sei o que dizer, toda a gente a tem, devo ser caso único no mundo. Fico revoltado pois estas formações obrigatórias não tem muito interesse, nem sequer são importantes, ando a perder o meu tempo, ao menos que fosse algo mais adequado à minha formação académica, mas não tenho alternativa, tenho que a gramar, só quero que termine depressa. Às vezes desligo-me e voou nos pensamentos para outros assuntos, de qualquer maneira procuro sempre organizar-me e aprender o máximo que posso, detesto faltar, fico em desvantagem em relação aos outros formandos, mas desta vez vai ter que ser, espero que aceitem a justificação. Os intervalos lembram-me o inicio do secundário, todos em volta, onde muitas vezes a falta de diálogo impera revelando a minha incapacidade de comunicar com os outros. Não gosto quando as pessoas sabem que sou daquela localidade e vêm com perguntas conheces a fulana x? Fico sempre embaraçado, nem sequer sei quem são as minhas vizinhas. Deste grupo não me identifiquei com ninguém, tirando uma mulher aparentemente também bastante calada. Gostava de tentar falar com ela, conhecê-la melhor, mas não sei como quebrar o gelo, vai ser impossível.
Recebi uma noticia, não sei se é má ou péssima. Provavelmente vou ter que trocar a moradia pelo apartamento mais cedo do que esperava, a chegada prematura de uns familiares assim o obrigam. Por mais que pense nas vantagens, vejo mais desvantagens... não devia ser assim.
Sou filho único, no entanto desde sempre morei com uma prima uns anos mais velha, é como se fosse uma irmã. Quando era pequeno andávamos sempre à porrada e depois fazíamos as pazes, era uma relação saudável, mas com o tempo deteriorou-se. Ela tinha os seus interesses e eu tinha os meus, não sabia o que falar com ela. Morávamos na mesma casa, mas eramos desconhecidos, ela enfiava-se no quarto e não saía de lá, até os horários das refeições eram incompatíveis, por exemplo jantava às 19:00 e eu às 21:00, apesar de morar juntos havia vários dias que não a via. Atualmente casada, continua a ir muitas vezes à minha casa, não me liga nenhuma, nem eu a ela, não estamos zangados, simplesmente a minha personalidade justifica mais uma relação que podia ser unida mas é estranha. Acho que devia ajudar mais a nossa avó, só pensa no bem estar dela e nos seus filhos, suponho que seja normal. É assim com vários membros da família, não consigo mudar.
Tenho procurado ajudar o meu pai o máximo que posso, visitá-lo sempre que possível, mas tenho a sensação que a família do lado dele acha que eu não lhe ligo nenhuma, o que é obviamente incorreto, não sei como mudar-lhes a opinião. É um facto que devia ter mais interesse nas terras dele que um dia podem ser minhas, mas o trabalho do campo não é para mim. Ele tem muita lenha, escusava de a comprar se soubesse usar um motosserra, teria que pagar a alguém para fazer o serviço, espero que essas decisões tenha que as tomar bastante mais tarde.
Tenho exames para fazer, mas na minha zona não são comparticipados pelo estado. Ou pago do meu bolso ou tenho que me deslocar a uma grande cidade e fazer 150km's para um sitio completamente desconhecido. Acho que vou optar pela primeira opção, obviamente o que um gajo normal optava pela 2º.
A bateria do carro da minha mãe morreu. Fui procurar na net como fazer as ligações para a voltar a metê-la a funcionar, segui todos os passos mas sem sucesso, é mais um exemplo da minha aselhice.
Olho para mim ao espelho, ou nas selfies, de vez em quando acho que tenho uma aparência agradável, melhor que muitos, olhos bonitos, definitivamente não é pelo aspeto físico que não tenho ninguém, outras vezes acho que tenho um ar drogado, olheiras gigantescas, uma cor de pele estranha, incapaz de alguém no seu perfeito juízo se interessar por mim.
A minha mãe agora está sempre a arrotar, tão alto que me incomoda bastante, não aguento o barulho, fico tão triste de a ver sofrer assim. Cada um tem a sua cruz, a minha é cada vez mais pesada, mas a culpa é minha, não faço nada para a tornar mais leve.
Estas formações deixam-me completamente de rastos psicologicamente. Muitas vezes quero intervir, mas não consigo devido à minha timidez, penso que é uma inutilidade e acabo por perder a coragem. Rezo que a formadora não me pergunte nada, pois devo bloquear e não me sai nada de jeito. Muitas vezes nem tenho opinião, não sei o que dizer, toda a gente a tem, devo ser caso único no mundo. Fico revoltado pois estas formações obrigatórias não tem muito interesse, nem sequer são importantes, ando a perder o meu tempo, ao menos que fosse algo mais adequado à minha formação académica, mas não tenho alternativa, tenho que a gramar, só quero que termine depressa. Às vezes desligo-me e voou nos pensamentos para outros assuntos, de qualquer maneira procuro sempre organizar-me e aprender o máximo que posso, detesto faltar, fico em desvantagem em relação aos outros formandos, mas desta vez vai ter que ser, espero que aceitem a justificação. Os intervalos lembram-me o inicio do secundário, todos em volta, onde muitas vezes a falta de diálogo impera revelando a minha incapacidade de comunicar com os outros. Não gosto quando as pessoas sabem que sou daquela localidade e vêm com perguntas conheces a fulana x? Fico sempre embaraçado, nem sequer sei quem são as minhas vizinhas. Deste grupo não me identifiquei com ninguém, tirando uma mulher aparentemente também bastante calada. Gostava de tentar falar com ela, conhecê-la melhor, mas não sei como quebrar o gelo, vai ser impossível.
Recebi uma noticia, não sei se é má ou péssima. Provavelmente vou ter que trocar a moradia pelo apartamento mais cedo do que esperava, a chegada prematura de uns familiares assim o obrigam. Por mais que pense nas vantagens, vejo mais desvantagens... não devia ser assim.
Sou filho único, no entanto desde sempre morei com uma prima uns anos mais velha, é como se fosse uma irmã. Quando era pequeno andávamos sempre à porrada e depois fazíamos as pazes, era uma relação saudável, mas com o tempo deteriorou-se. Ela tinha os seus interesses e eu tinha os meus, não sabia o que falar com ela. Morávamos na mesma casa, mas eramos desconhecidos, ela enfiava-se no quarto e não saía de lá, até os horários das refeições eram incompatíveis, por exemplo jantava às 19:00 e eu às 21:00, apesar de morar juntos havia vários dias que não a via. Atualmente casada, continua a ir muitas vezes à minha casa, não me liga nenhuma, nem eu a ela, não estamos zangados, simplesmente a minha personalidade justifica mais uma relação que podia ser unida mas é estranha. Acho que devia ajudar mais a nossa avó, só pensa no bem estar dela e nos seus filhos, suponho que seja normal. É assim com vários membros da família, não consigo mudar.
Tenho procurado ajudar o meu pai o máximo que posso, visitá-lo sempre que possível, mas tenho a sensação que a família do lado dele acha que eu não lhe ligo nenhuma, o que é obviamente incorreto, não sei como mudar-lhes a opinião. É um facto que devia ter mais interesse nas terras dele que um dia podem ser minhas, mas o trabalho do campo não é para mim. Ele tem muita lenha, escusava de a comprar se soubesse usar um motosserra, teria que pagar a alguém para fazer o serviço, espero que essas decisões tenha que as tomar bastante mais tarde.
Tenho exames para fazer, mas na minha zona não são comparticipados pelo estado. Ou pago do meu bolso ou tenho que me deslocar a uma grande cidade e fazer 150km's para um sitio completamente desconhecido. Acho que vou optar pela primeira opção, obviamente o que um gajo normal optava pela 2º.
A bateria do carro da minha mãe morreu. Fui procurar na net como fazer as ligações para a voltar a metê-la a funcionar, segui todos os passos mas sem sucesso, é mais um exemplo da minha aselhice.
Olho para mim ao espelho, ou nas selfies, de vez em quando acho que tenho uma aparência agradável, melhor que muitos, olhos bonitos, definitivamente não é pelo aspeto físico que não tenho ninguém, outras vezes acho que tenho um ar drogado, olheiras gigantescas, uma cor de pele estranha, incapaz de alguém no seu perfeito juízo se interessar por mim.
A minha mãe agora está sempre a arrotar, tão alto que me incomoda bastante, não aguento o barulho, fico tão triste de a ver sofrer assim. Cada um tem a sua cruz, a minha é cada vez mais pesada, mas a culpa é minha, não faço nada para a tornar mais leve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)