segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Festa de Anos, Avó, Bricolage, Jogos

Um colega meu convidou-me para a sua festa de anos, é óbvio que fiquei logo em pânico. Mas pk razão fico assim? Não consigo explicar! Ainda por cima a festa realiza-se numa aldeia perto de onde eu vivo, posso conhecer algum pessoal que já não vejo aos anos... traumas antigos, que me deixam desesperado. Como é que me vou safar desta? Já me estou a imaginar lá, num canto, bloqueado, sem falar, a olhar para todos os lados e esperar que aquela festa chegue ao fim rapidamente. Uma oportunidade para me divertir, conhecer pessoal, mas com este meu medo sou incapaz de o fazer. Algum dia sentirei novamente alegria de viver? Porque complico tanto a felicidade?
A minha avó anda muito em baixo, sempre agoniada, geme, grita de desespero, chateia-me vê-la assim e não conseguir ajudá-la em nada. Vivo com ela e com a minha mãe, não é fácil estar em casa acompanhado de pessoas com doenças ou idosas. Se tivesse arranjado mulher, filhos, casa, não teria que passar por esta situação. Não sou um caso normal, aqui sinto que seria complicado sair de casa, quem iria ajudar a minha avó a ir às compras ou a minha mãe à idas ao hospital? Estou um bocado condicionado para fazer a minha própria vida, ninguém percebe isto, ninguém dá valor, nesse sentido até é bom ter esta personalidade.
Na sexta o meu humor estava em baixo, mas melhorou depois de ter resolvido alguns problemas, ficou tudo claro na minha cabeça, trabalhei até tarde, concentrado, uma das raras vezes que aconteceu nos últimos tempos. Hoje estou outra vez confuso, o cérebro está bloqueado, não sei o que fazer para resolver alguns obstáculos que se atravessam no meu caminho. Procuro foruns onde pessoas partilham problemas idênticos ao meu. Estamos outra vez sem dinheiro na empresa, as dividas têm que se pagas, vejo o barco a afundar-se e posso sair dele, mas não arrisco, porque tenho medo que fique ainda pior. As segundas-feiras são terríveis, acordar é um problema, a ansiedade apodera-se, não consigo dormir em condições, quem me dera ficar na cama mais um tempo. O meu victan (ansiolitico) está a acabar e ir ao médico de familia neste momento é quase impossível. Receitaram-me em Setembro de 2013 e para o mês acaba a validade, ando a tomar só quando estou mesmo em baixo.
Sou um desastre em bricolage. Certos assuntos que podia resolver, não consigo e tenho que pedir ajuda a alguém, chateia-me ser assim tão dependente de terceiros e não conseguir mudar. Falta de capacidade ou falta de confiança, ter medo de estragar mais do que já está. Tenho grandes dificuldades em entender certas mecânicas, até a desmontar um portátil tenho dificuldades. Sou mesmo deficiente!
Ando a ficar muito viciado em jogos como há muito tempo não acontecia. Durante o dia penso muitas vezes que nunca mais chego a casa para poder jogar. O mais engraçado é que às vezes chego a casa e estou tão cansado que não jogo. Estou num grande dilema...se deva comprar um portatil ou não. Estou a precisar claramente de fazer um update ao meu, muito lento, faltam-lhe teclas, vai-se muitas vezes abaixo devido a ter componentes avariados na motherboard. Mas se comprar vou procurar jogos mais recentes, o que me vai ficar mais viciado.
Doi-me os músculos, agora tenho uma dor na anca que nunca tinha sentido na minha vida, nem sei identificar o problema, será que é o nervo ciático? Fui à farmácia disseram-me para tomar um relaxante muscular, farto de medicamentos! Estou a pensar fazer uma massagem relaxante, mas desta vez vou a outro sitio, não gostei muito da última. No outro dia fui ajudar numas mudanças, um esforço que o meu corpo não está habituado a fazer. Sabia que não o devia ter feito e que ia haver consequências, mas não consegui dizer que não, mais uma vez aqui se prova a minha inutilidade. Depois fui jogar à bola com um rapaz, lembrar tempos do passado, que nostalgia. Queria fazer exercício, mas cada vez que faço tenho estas dores e depois tenho que tomar porcarias.Ontem bastou dar uma corrida para me sentir cansado, sem força nas pernas. Bolas, só tenho 32 anos, isto não é normal! Ando novamente a comer muita porcaria, não consigo resistir a gomas, batatas fitas e chocolates. A minha avó com preguiça (compreendo-a) de cozinhar, anda-me a dar daquelas embalagens congeladas que é só meter no forno para aquecer ou restos de sopa, não me parece que seja um comer muito saudável. Tenho medo da higiene dela, vai à casa de banho e nem sequer lava as mãos.
Já não vejo o meu pai a algum tempo, não atende as chamadas (raramente tem o telemóvel com ele, também não sabe ver quem lhe liga), tenho que lá ir ver o que se passa. Desde aquela semana que o amigo dele veio visitá-lo que pouco convívio tenho tido com ele, acho que só o vi uma vez.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Visita do Amigo do Meu Pai/ Dores Garganta / Trabalho

Um amigo do meu pai veio do Brasil passar uma semana com ele. Felizmente é uma pessoa que tem uma personalidade diferente do que imaginava. Uma pessoa pacata, humilde, gostei muito de conviver com ele e também de estar mais tempo com o meu pai. Às vezes não percebia o que ele dizia e até me ria, não tinha aquele olhar fulminante que me faz sentir medo quando converso com certas pessoas que nem tenho coragem de olhar directamente nos olhos. Até me identifiquei com a maneira de ser dele... o falar baixo, o estilo de caminhar arqueado, etc. Fomos almoçar sempre fora, no fim-de-semana fomos passear e conhecer as redondezas. Não sei se ele gostou da estadia, tal como eu não demonstra alegria, talvez seja da personalidade.
Ouvir musica alta pelos phones é um hábito que sempre tive, ajuda-me a entrar no meu mundo à parte, de sonhos, de encarnar personagens imaginárias, mas por causa dessa irresponsabilidade ando à duas semanas com dores de garganta e ouvido, doi-me a falar e a ingerir alimentos. Mais uma vez adiei o máximo possível a ida ao médico, mas lá tive que ir às urgências. Tanta gente constipada, horas à espera, com aquele ambiente até tive medo de sair de lá gripado. Já deu para tarde, a diferença de temperatura foi brutal, agora já estou com a paranóia de me constipar.
Nas apostas não tive paciência e deitei tudo a perder depois de melhorias significativas da minha banca. Se não me tivesse dado aquela "tiltada" talvez cumprisse o objectivo. Deu pelo menos para matar saudades,  muitas vezes fiquei enervado, pensando destruir coisas, não posso continuar nesse vicio. Passo-me completamente quando fico com raiva, dei um pontapé à porta e lascou, como vou justificar isto a um familiar? Estraguei um aparelho que media a temperatura, na altura fico cego e agora? Se não me consigo controlar não devo me meter em certas coisas. Tenho que arranjar um anti-stress para ter à mão nestas ocasiões. Não faço a mínima ideia onde comprar isso.
O meu colega de trabalho anda sempre a dormir, não faz as tarefas dele e pior não deixa que os outros o façam, por causa dele tenho que ouvir o meu patrão, passei-me com ele, mas rapidamente fiquei arrependido de o ter mandado calar quando sei que no fundo é ele que manipula os dados e que pode vingar-se. Mais uma tarefa que ficou por concluir, não foi nada de verdadeiramente importante, mas ficou  mais uma marca no meu histórico negativo. Mais uma vez não consegui comunicar de forma ao assunto ficar claro e esclarecido.
Hoje ainda faltavam uma horas para o despertador, quando a ansiedade se apoderou de mim, andei às voltas na cama a pensar nos meus problemas e nos que ainda não tenho mas que posso vir a ter no futuro.
Vi a temperatura do carro a subir e não fiz nada, parei o carro e o motor a fumegar, vi o radiador vazio, sabia que tinha uma fuga, felizmente parece que está operacional, mas voltei a deixar andar um assunto que podia ser resolvido facilmente e que poderia ter tido consequências graves.
No outro dia vi uma mulher nas bombas a abastecer que me chamou a atenção. A minha avó conhece a pessoa que estava com ela. Acho que fiquei apaixonado, gostava de a conhecer, mas como fazer?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Advinham-se dias Dificeis

Ano novo de 2016... não tenho tido paciência para escrever no blog. Não descrevo como foi o final do ano e inicio porque foi mais do mesmo.  Comecei com o pé esquerdo, logo no 1º de Janeiro meti 50 euros numa casa de apostas, que actualmente é ilegal. Fui impulsivo, tinha saudades de apostar, mas arrependi-me logo a seguir, pensei nas consequências, coimas, prisão, etc, deixou-me angustiado. Não tenho mesmo jeito para fazer trafulhices, por ingenuidade depositei directamente pela conta do banco. Não o devia ter feito, existem maneiras mais indirectas, como depositar através de uma conta Skril ou neteller, mas não consegui criar conta, nem tenho muita confiança nesses serviços, apesar do pessoal dizer que é seguro. Levantar é que vai ser o problema, mas não me devo preocupar com isso visto estar quase a falir e as condições do bónus serão muito difíceis de dar a volta. Por alguns relatos que tenho visto em foruns a casa de apostas não é de confiança, devia ter analisado melhor, mas queria aproveitar uma falha deles para ganhar dinheiro fácil. Eles tinham algum atraso nas transmissões desportivas. Mas desde que me registei que isso nunca mais aconteceu. É melhor dar esse dinheiro como perdido. 
Tanta coisa para fazer e eu aqui bloqueado sem saber como desempenhar certas funções. Vejo o barco a afundar-se e não tenho coragem para mudar, não consigo pedir ajuda, tenho vergonha daquilo que vão pensar. Os próximos dias vão ser complicados, mas porque não tento? Deixar andar é o melhor? Estive por breves momentos num escritório com umas estagiárias novas, pareceram bastante simpáticas, sinto falta do convívio com esse tipo pessoal.
Ando a sofrer muito por antecipação, pensar na morte de meus familiares chegados deixa-me doido.
Brevemente um amigo do meu pai vem visitá-lo pela primeira vez, a estadia dele durará durante 1 semana . Não se conhecem pessoalmente, correspondem-se por correio desde 1981 e eu comecei a trocar mails com ele recentemente. Como o meu pai não tem carta de condução, todos os dias vou ter que servir de motorista. Preocupa-me não estar à altura quando for conviver com ele, vai ser mais uma pessoa que verificará que sou um homem calado, ausente...
Quando vejo tópicos em foruns que relatam experiências vividas , histórias da faculdade, etc, fico em baixo.
Ando viciado em jogos. No android joga muito online o 8 ball pool,o soccer stars e um de hockey do gelo. Desde novo que sou um viciado em estatísticas, por isso é que também gosto de apostar e analisar jogos, fico frustrado quando às vezes acontece surpresas.  No PES 2016 online, a adrenalina é grande, pareço um puto a saltar de alegria quando corre bem o jogo ou fico fodido quando perco, adoro jogar com vários elementos ao mesmo tempo cada um controlando o seu  jogador. Chego a casa por volta das 19:00, a seguir vou actualizar os dados(fotos, excel, etc) e depois vou para a cozinha que é a única divisão da casa que tem uma temperatura agradável, aí o sinal da net é péssimo. Actualmente durante o jantar vejo a primeira temporada da série "24" e depois jogo uma missão do Starcraft II e vou navegar na net. Por volta das 23:00 vou para cama, ligo a televisão e vejo até me dar o sono. 
Não devia estar triste, tenho uma vida de sonho tendo em conta a minha personalidade. Mas sinto-me mal por viver desta maneira. Devia contribuir mais para a sociedade, não ser tão solitário, ajudar mais a minha familia, não tenho que fazer comer, lavar e outras actividades domésticas. Sou um sortudo e não sei aproveitar.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Jantar de Natal / Ida às Meninas

Normalmente a empresa realiza um almoço de Natal, desta vez organizaram um jantar. Não preciso de dizer o pânico que tive em relação a esse convívio. Sentei-me ao lado dos patrões, mas preferia mil vezes estar do outro lado da mesa. Não me sinto à vontade junto deles, talvez por ter medo que a minha personalidade prejudique o trabalho mesmo estando fora dele. Uma coisa é um assunto de trabalho, outro é fora dela, não fazer a mínima ideia sobre que tema conversar. Mais uma vez pouco interventivo e bloqueado, as horas não passavam, ouvir histórias do qual gostava de viver e nunca tive oportunidade por causa da timidez. No final do jantar tiveram a infeliz ideia de irem a um bar. Tentei beber álcool mas não consegui, fiquei espantado com um colega meu e da sua lata a meter-se com gajas, mesmo ele tendo namorada. Fiquei admirado de ver tanta gente tão tarde na rua, que mundo perdi(ando) a perder...
Tendo ido dar uma volta a pé para procurar relaxar  enquanto esperava o fim do tratamento, passei perto de um bairro onde costumam estar prostitutas. Elas viram-me e chamaram-me e fui ter com elas. Duas brasileiras boazonas, fiquei admirado pela beleza delas, não imaginava apanhar assim meninas daquele nível. Vi ali uma oportunidade de ter contacto com o sexo feminino. Depois de me tentarem, perguntei qual era o preço, ambas disseram 20 euros, exactamente o dinheiro que tinha na carteira, escolhi a mais atraente e entrei no apartamento dela. Fomos para o quarto, despiu-se e disse para tirar a roupa, achei a cena sem qualquer química (o que estava à espera?). Imaginava que fosse ela a tirar-me a roupa e eu a dela, era para lhe dizer para fazer daquele procedimento, mas não tive coragem. Disse-lhe que preferia de luz do candeeiro aceso, em vez da do abajur e pedi-lhe que mostrasse o corpo. É claro que já estava bloqueado e ansioso, nem me lembro mais do que falei com ela tal os nervos. Vi-a sem qualquer sentimento. Comecei a beijar o corpo (coisa que me arrependo de o ter feito), gemeu de uma forma que me pareceu muito teatral, meteu-me o preservativo de uma maneira profissional, mal tocou no pénis e começou-me a fazer sexo oral, rapidamente ejaculei, nem sei o tempo exacto, mas nem deve ter demorado 30 segundos. Assim acabou, ainda perguntei a ela se podia aguardar para que me restabelecesse e prosseguisse, mas pediu mais dinheiro e eu não aceitei pelo facto de já não ter. Fiquei frustrado por não ter sexo vaginal, quando me masturbo-me sei como controlar. No final tive medo de me terem visto entrar e sair, ainda é um bairro onde mora bastante pessoal, imagino a quantidade de pessoas nos apartamentos a espreitar. Sei que não estou a fazer nada de mal, não tenho namorada, mas o sentimento de culpa está cá. Foi uma desilusão, creio que só sexo não me preenche, quero alguém que goste de verdade. Irei repetir? Não o espero fazer nos próximos tempos. Se um dia for terei que ejacular antes, senão vai-me acontecer de novo. Mas se ejacular, fico saciado e não me vai apetecer lá ir. Será que sofro de ejaculação precoce? Ou foram os nervos que me traíram? Lembro-me de ter acontecido isso com a minha ex, mas depois com mais confiança consegui controlar melhor. Desde que fiz a circuncisão que sinto que a minha erecção já não era como antigamente, estou preocupado.
Para a semana preciso de demonstrar resultados e não os tenho. Não sei como sair desta situação, agora é tolerância 0, estou mesmo tramado. Quando penso nisso dá-me uma angústia tão grande, apetece-me berrar porque algumas coisas me escapam do controlo. Às vezes penso que o melhor era sair, outras vezes penso que ali é a minha única solução para ter um futuro. Apetece-me gritar com eles, mostrar a minha insatisfação com algumas atitudes que têm comigo que parece que andam mesmo a gozar comigo. Dizer que a culpa é toda dele, mas também tenho responsabilidades. Se não andasse a perder tempo com outras coisas...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Será Bom Evitar Conflitos?

Sempre procurei evitar conflitos com as pessoas. Ao longo dos anos podia ter tomado partido de um ou outro grupo, estar ao lado de uma pessoa ou de outra, no entanto procurei sempre ser neutro e dar-me bem com todos, sou a "Suíça" humano. Fiz uma retrospectiva por algumas situações que passei e vi que tive sucesso nesse sentido. Desde grupos de colegas que não se davam e era eu que fazia a ligação entre eles, tentando proteger o bom ambiente. Muitas vezes trabalhava com a ex mulher do meu patrão, achava que não estava ao nível dele, que é uma pessoa empreendedora ao contrário dela, nunca percebi o  relacionamento. O meu patrão teve uma vida contrária do habitual, casou-se e foi pai novo. Fez vida de casado durante uns 15 anos, divorciou-se e agora anda com várias mulheres e na noite como um adolescente. O mais incrível é que várias andam atrás dele, impressiona-me a capacidade de comunicação dele, quem me dera ser assim! Quando casado sabia da sua amante(na altura não tinha a certeza, queria acreditar que era fiel), a ex mulher tinha bastantes ciumes, provavelmente por histórias do passado e questionava-me frequentemente. Eu não sabia o que responder, tinha que proteger quem me pagava, foram horas de tortura nesses tempos, mas no meu estilo acanhado lá conseguia safar-me. Não gosto de confusão, guerra, desordem. Mas se esta forma de estar não me provoca inimigos, se calhar também me impede de fazer amigos verdadeiros. No meu espaço familiar nem se fala, não concordo em nada com algumas coisas mas tenho que ouvir e calar porque não quero estragar o ambiente. O facto de entrar em choque com alguém deixa-me mal, ainda no outro dia entrei conflito com um user de um forum e por causa disso fiquei em baixo, depois arrependi-me de o ter feito pois perco sempre independentemente do resultado final. Como é óbvio foi um suplicio quando aconteceu o meu conflito com a minha ex, cada vez que me lembro sinto um aperto, uma angústia tão forte que me apetece.... Já a algum tempo que não a vejo, nem sequer o carro que era uma referência. Ás vezes passo no café onde ela ia, ao pé de casa, pergunto-me se não terá saído da vila.

domingo, 15 de novembro de 2015

Exercício de Timidez, Perspectivas, Negativismo, Falta de Confiança, Vizinhos

Fiz um exercício em que venci a timidez. Não vou contar os pormenores porque foi muito embaraçoso. Ao pensar fazê-lo a minha ansiedade aumentou, o coração acelerou, quase perdi a coragem, mas desistir estava fora de questão, tinha aquilo na cabeça, senão o fizesse era uma grande derrota para mim. Depois de duvidas lá consegui, mas é com este tipo de exercício que me vai ajudar a ser menos tímido? Devo repetir para ficar mais confiante?
Cada vez mais me convenço que tenho dois tipos de perspectivas diferentes, consoante o meu estado de humor. Um em que o negativismo impera, vejo tudo negro e parece que tudo o que faça é mau. Outra perspectiva é mais positiva, em que o meu contributo é importante e estive bem. Sobre o mesmo assunto vejo duas realidades diferentes, dependendo em como esteja o meu estado de humor. Como gostava de ter mais talento para a escrita para explicar melhor este assunto.
Tenho enorme falta de confiança em mim em diversos assuntos e claramente transponho essa insegurança para as pessoas mais próximas. Se não tenho confiança em mim como os outros podem ter confiança? Denoto isto em alguns comportamentos, a minha avó não confia em mim nem para comprar uma simples caixa de hamburgers! É esta timidez que não me deixa viver, passar por certas experiências que me possam ajudar a crescer. Existem temas que passam completamente ao lado, por exemplo: roupa (quando falam de tipo de artigos mais específicos, ou tecidos eu não sei nada) , relógios (no outro dia perguntaram-me qual a marca que eu gostava mais, a único coisa que sei são alguns nomes de marcas, os seus produtos são me totalmente desconhecidos) ou perfumes. Uma lojista disse-me que tinha perfumes em promoção, para experimentar à vontade. Perguntou-me que tipo de perfumo gosto. Se mais dos frescos, etc... nem percebi, o que me levou a dizer que gostei mais do preto. Para mim é tudo igual, normalmente é um produto que me oferecem, dura para meses e quando não tenho compro um qualquer no hipermercado a baixo preço, colocou-o na roupa visto não gostar que entre em contacto com a pele. No ciclo tinha 5 em praticamente todas as disciplinas, um meu colega tirava notas entre o 2 e o 3 e até chumbou. Agora ele tem 3 filhos, uma casa, um bom carro, enquanto eu tenho um carro fraco, sem família criada por mim. Não foi por falta de capacidade, mas por perspectivas diferentes. Já identifiquei alguns pontos em que preciso mudar, mas não consigo e esta preguiça deixa-me em depressão.
No quintal ao lado ouvi uma conversa dos vizinhos em que falavam de mim. Não disseram nada de mal, só constataram um facto, mas que me deixou de rastos, ouvir a verdade custa. Pareceu-me tão ridículo a forma como eles falaram, mas visto de fora é assim a realidade. O que me deixou assustado foi eles terem reparado, o que será que os outros vizinhos vêm ou pensam? Em vez de dizer só bom dia ou boa tarde, porque não tento de vez em quando conviver com eles?
Custa-me tanto fazer exercício físico...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Trabalho, Cães, Visita ao Politécnico, PES, Bruxas

Fim do mês e sem receber e sem previsão para tal. Não tarda pedem-me dinheiro emprestado, não consigo ter motivação para trabalhar e isso deixa-me bastante triste. Uma receita que caiu foi para uma coisa supérflua, tendo em conta o momento de crise que atravessamos. Continuo a não ser capaz de resolver certos problemas que me aparecem por causa desta minha apatia, timidez e falta de dinamismo. Ontem estava muito em baixo, mas depois de conseguir resolver um problema o meu humor subiu durante umas horas, mas rapidamente caiu. Quando resolvo um problema penso que sou o gajo mais inteligente do mundo e quando não consigo resolver penso que só o gajo mais burro do mundo, o meu pensamento é de extremos, esta variação deixa-me confuso e desiludido.
Devia aproveitar os pequenos momentos do dia, como o momento em que vou "lanchar" com os cães quando trago biscoitos. Levo comer de casa para eles, quando chego à empresa, fazem uma festa, ficam tão excitados que até tenho que ter cuidado para não os atropelar... é bom ser amado mesmo que seja por animais. É engraçado que me revejo nestes cães, parecem que estão sempre tristes, deprimidos, com medo de tudo apesar de serem grandes. São bastante pacíficos, um deles deve ter um trauma, pois foge quando tento dar festas e quando o consigo apanhar treme todo, é como se estivesse à espera que seja espancado, dá-me mesmo pena. Sempre tive medo de cães, quando era criança uma vez um encurralou-me e felizmente apareceu alguém que me salvou. Quando vejo cães que não conheço fico sempre de pé atrás, este ano quase que caí de mota por causa de um que me tentou atacar em andamento.
Aproveitando uma ida à cidade para levar a minha mãe ao tratamento resolvi ir fazer uma visita ao politécnico. Já não ia lá desde o inicio de 2014, quase dois anos. Certo que nunca levei a "sério" o curso visto a prioridade ser o emprego, mas porque não continuar? Aos poucos podia fazer umas cadeiras, mas a minha personalidade não o permite. Estive lá umas horas a recordar o tempo que lá passei. Almocei por lá, fui aos sítios onde habitualmente ia como a biblioteca e ao laboratório dos computadores. Sítios esses onde procurava o isolamento, passava bastante tempo nos períodos longos de pausa das aulas. Liguei o meu portatil e passei assim o tempo, as minhas credenciais de acesso à net ainda estavam válidas. Senti-me um corpo estranho, fora do meu habitat, até os caminhos me pareceram quase como desconhecidos. Fiquei logo em pânico, porque como já não sou aluno da escola, não sabia se tinha direito a lá almoçar. Verifiquei que o meu cartão de estudante ainda está válido até final deste ano e assim ganhei mais coragem. Fui comprar a senha e vi que já não havia caixa registadora, logo o funcionamento devia ter mudado. Andei lá às voltas e lá consegui perguntar a uma funcionário. Estranhei o fraco movimento. Corri os corredores, observei em redor o ambiente... um grupo de raparigas a estudar, um rapaz sozinho no portátil como eu, uma rapariga bonita a estudar, etc. Fotografei, filmei para um dia ver mais tarde.
Infelizmente, descobri o que era jogar online no PES 2016, é mais um vicio que tenho que me impede de crescer. O tempo começa a arrefecer, em vez de jogar podia fazer coisas mais úteis como por exemplo aprender a cozinhar. De vez em quando fico tão nervoso pelo jogo correr mal que grito asneiras, atiro o comando contra a cama e ele cai no chão, ainda não sei como está a funcionar. Talvez seja o facto de estar a expulsar o que tenho que reprimir o dia todo. No outro dia excedi-me e atirei com o tablet contra a parede deixando-o em mil bocados. Até a jogar PES noto que tenho algum receio de não estar à altura dos meus adversários e de ser humilhado e quando estou a ganhar parece que não acredito que sou eu que esteja a jogar e inconscientemente baixo o meu nível. Sou muito precipitado e bloqueio, tenho medo de não evoluir. Quando estou no meu mundo e sou interrompido, fico agressivo. Ainda ontem estava a fazer uma cena (nada de importante) e a minha avó veio falar comigo e eu "tratei-a" mal. Fico possuído nessas alturas.
Dia de bruxas, sempre sonhei ir a uma festa de halloween. Deve ser divertido, pelo menos é o que parece, por causa da timidez nunca tive oportunidade de ir. Gostava de ir a um baile de máscaras.
Nas Selfies que tenho tirado começo a notar que estou a ficar mais feio, velho, bolachudo, olheiras enormes.  Ontem a presença de uma ambulância parada vário tempo na rua deixou-me preocupado, apesar de saber que nada tinha a ver com alguém da minha família.