segunda-feira, 9 de junho de 2014

Confissões

Encontrei uma pasta no meu computador nos documentos que se chama "Antigos". Fui ver alguns documentos e fiquei admirado com alguma coisas. Antigamente não havia net e então resolvia passar o tempo fazendo os meus diários em folhas de Word (já nem me lembrava que os fazia). Por exemplo o diário dos dois dias que fui à inspecção ao Porto, do diário da minha viagem a Lisboa para o casamento dos meus primos. Depois fazia resumos dos livros que tinha lido, dos filmes que tinha visto, dos jogos viciantes tipo o Warcraft 3 (meu jogo preferido de sempre, era daqueles que não via passar o tempo, pensava que estava a jogar à meia hora e já tinham passado 3 horas). Incrível como escrevia inúmeras páginas a relatar todos os pormenores, incluindo a minha incapacidade de estabelecer relações com outras pessoas. Encontrei também um documento que escrevi pouco depois de começar no mundo de trabalho. Algumas passagens do que escrevia:

«Nem sequer consigo pedir um exemplo duma carta, devido á minha timidez, o responsável de eu ser assim foi a minha mãe, culpabilizo-a essencialmente devido as restrições que ela me fez, principalmente a não me deixar sair de casa e ir para o café com os meus amigos ou para casa deles. Depois habituei-me em ficar em casa e de não ter tido relações com ninguém, depois ainda por cima comprei o computador(maldito dia que me compraram-me o computador) a partir daí ainda fiquei mais estúpido e idiota. Mas também culpabilizo a minha professora da escola primaria, provavelmente foi ela a principal responsável , por  causa de me meter mais para baixo quando viu que eu falava pouco e era muito introvertido, secalhar a situação mais marcante foi  de no 1º dia ter me portado mal, a professora passou-me para o lado do Afonso que nessa altura não dizia uma palavra, quase de certeza foi aí que eu fiquei tímido e ele falador. Ainda me lembro qual foi o primeiro contacto que tive com ele, perguntou-me ou eu perguntei se me emprestava o picador (não se chamava assim, não me lembro como se chamava, mas era uma coisa que picava também numa coisa eu não sei como se chama). A partir de varias situações fiquei sem comunicação, agora  vai ser muito difícil alterar , sinto que não sou capaz de falar com ninguém, não consigo ultrapassar esta dificílima  barreira, sinto uma falta de confiança em mim, principalmente quanto tento desenvolver um bocado mais a fala  Quando tou a falar, tou a pensar que as outras pessoas não conseguem entender a mensagem que tou a tentar passar. Coro ainda por mais, bloqueio, etc....., e com o tempo a passar em vez de estar a progredir estou a fazer um caminho inverso, cada vez tou a piorar mais. Que nojo... Mais uma vez fiquei bloqueado a tentar a desenvolver  este próprio documento e ainda agora a escrever isto demorei uma serie de tempo, a tentar escolher as palavras certas, o pior é que aqui sozinho tenho tempo para escrever com tempo, enquanto a  falar tem que ser imediato e não consigo. Se pelo menos eu conseguisse entender a vida, o que o Rodrigues diz como fazer para faze-lo, é verdade parece que eu não sei fazer nada de jeito.  Já para não falar do meus problemas de saúde principalmente os graves prob’s sexuais, que até tenho vergonha de referir.»

«. Fiquei fulo, mas contive-me. Não gostei nada das conversas entre eles, mas vai ficar na minha memória, um dia mais tarde talvez as devolva. Claro que isso dificilmente acontecerá, mas também não quero entrar em conflito com ninguém, até porque tenho outras coisas mais importantes, e essas pessoas merecem desprezo da minha parte,  tenho que ser “superior” a elas  e não lhes ligar nenhuma. Para mim são seres insignificantes. Digo isto mas fico todo corrompido por dentro. Tive que sair da mesa e ir para uma mesa distante, pois já não aguentava mais aquilo, com o pretexto de ver o jogo»
 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Psicóloga

Os dias ultimamente tem sido uma porcaria, vários dos meus familiares mais chegados estão com problemas de saúde, a nuvem é tão negra que até o meu piriquito morreu. Eu tento andar animado, mas não consigo. É uma luta desigual, quanto mais para cima estou, mais problemas aparecem para me meterem para baixo, estou a ficar cansado desta merda. O cancro da minha mãe já está num estado avançado, veio do endometrio, (útero) tumor antigo e já atingiu o fígado e os pulmões. Há dois meses atrás numa consulta de rotina o médico disse que o cancro estava  curado e agora está num estado avançado? WTF? Vai ter que fazer uma quimioterapia agressiva, não aguento de a ver tão para baixo. Quando chego a casa encontro-a no sofá toda encolhida, é demais para mim, mas eu não posso lhe mostrar que estou em baixo, devia conseguir animá-la mais, mas o meu feitio :(
Fui a outro oftalmologista, confirmar o que suspeitava, o meu olho direito só vê a 65%! A pressão ocular continua elevada, estas últimas gotas não estão a resultar! Ultimamente não me tem doído a cabeça, o que estou a achar estranho e em vez de ficar contente parece que ando preocupado. Ando a ficar hipocondríaco, fiz uma série de rastreios, desconfio sempre dos resultados, mesmo dando que está tudo ok.
Hoje fui ao dentista e na clínica estava lá uma psicóloga a dar a 1ª consulta gratuita. Com medo lá fui à consulta, o tempo de espera pareceu uma eternidade, mas consegui aguentar e não fugir. A paciente antes de mim esteve lá 1 hora, pareceu-me uma tarde inteira. A psicóloga deve ter entre os 25 e 30 anos, bem aparentada. Começou por perguntar como era a relação com a minha mãe, pai, etc. Falei-lhe da minha ex, etc. Gostei de falar com ela, mas perdi-me muito no meu raciocínio e não consegui desenvolver muito e acabei por me esquecer de pormenores importantes (às vezes penso em ir a uma consulta de "terapia de fala" , não sei se podia ajudar), o mais grave é que menti-lhe por vergonha, comecei mesmo com o pé esquerdo. O resultado foi claro, ela diz que preciso de fazer sessões de terapia. Cada sessão dura cerca de 50 minutos, custa 30 euros. Mas o que lhe vou eu dizer durante esse tempo? A minha vida é uma seca, não tem muitas histórias para contar. O medo de ser julgado e de me expor é bastante. Foi exactamente isso que ela disse para não me preocupar, ali não está julgar ninguém! Na verdade parece que estou sempre à espera das opiniões dos outros e pareceu-me que ela é mais de ouvir do que falar, o que não me favorece. Lembrei-me de algumas perguntas, mas não tive coragem para questioná-la. Por exemplo perguntar se era ela que fazia as sessões. Na altura bloqueei e por isso não consigo fazer um resumo mais aprofundado, é por isso que tenho medo de tentar e falhar. Isto é como pagar para ter um amigo.
Com a morte do piriquito pela primeira vez não tenho animais em casa, já tive cães, gatos, tartaruga, canário e parece-me improvável voltar a ter tão cedo.
Tenho um caderno antigo no quarto, que uso de vez em quando para escrever artigos sobre futebol, ou resumos dos livros, etc. Reparei que tenho coisas escritas de há 10 anos atrás. Deu-me uma saudade desse tempo, onde era inocente e bastava aquilo para ser feliz. Vou arrumá-lo no sótão. De vez em quando dou uma vista de olhos nos vídeos antigos que tinha guardado pc, por exemplo os golos do euro 2004, os relatos dos golos.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Já lá vão 5 meses e não consigo esquecê-la!

Ainda penso nela todos os dias, a todas as horas, como é possível? Basta ver um carro igual ao dela e a imagem aparece-me logo na minha cabeça. A gaja não vale uma merda, quer fisicamente como de personalidade, como é que me pode deixar assim? Desde a sua ausência que as coisas têm corrido mal para mim, parece que a bruxa está a fazer magia negra para que as coisas me corram da pior forma. Pelo que sei para o lado dela as coisas também estão más. No outro dia evitei ir ao restaurante porque sabia que ela ia lá almoçar. O meu pai comentou comigo que ela lá esteve (ele não sabe de nada do relacionamento) e criticou-a, disse que tinha ar de drogada. Os nossos destinos não foram feitos para estarmos juntos. Mas faz-me tanta falta desabafar com ela, nestes últimos meses tinha tanta coisa para dizer, aconteceu tanta coisa, ela podia-me ajudar... não devo pensar assim.
Para além dos meus problemas de saúde, ainda estou longe de estar a 100% o que me está a deixar bastante incomodado, os meus pais tiveram problemas de saúde. Enquanto que no caso do meu pai é temporário, o da minha mãe é bastante grave. Tenho medo que não a consiga ajudar por causa da minha timidez. O facto de a poder perder brevemente deixa-me desnorteado. Ela está bastante em baixo e eu não consigo dar-lhe animo. Ontem no dia da Mãe escrevi-lhe um postal, escrevi coisas que não consigo dizer oralmente.
Tenho deixado trabalho por fazer, devido aos problemas de saúde dos meus pais tenho faltado alguns dias, o meu patrão está-me a pressionar... não sei se irei aguentar muito mais tempo, a exigência está a aumentar cada vez mais.
Com o meu pai KO tenho que o ajudar no trabalho, no outro dia fui meter herbicida nas ervas, passado 3 dias ainda estou todo partido...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Desmotivação

Não me sinto bem no trabalho, não me sinto bem em casa, não me sinto bem nas compras, não me sinto bem a conduzir, não me sinto bem em lado nenhum! No trabalho parece que existe sempre algum obstáculo que me impede de continuar, que trava os objectivos que tracei. Não me consigo concentrar, estou sempre a procurar as coisas mais fáceis e inuteis para evitar os problemas, as distrações são muitas principalmente quando estou sozinho. Continuo com medo de falar aquilo que penso, com medo de retaliações e de ficar ainda mais em baixo. Assim não é viver! Nem todos os dias são assim, mas existem dias que a tristeza é tão grande que só me apetece nascer de novo, voltar a ser criança, voltar a ser ingénuo.
Fui operado, levei anestesia geral, 1 mês no minimo de recuperação, passado duas semanas já estava a trabalhar por opção, com medo que sentissem que eu não era necessário e o trabalho acumulado era muito. Levei 3 cortes grandes em sitios diferentes. Mais uma vez a timidez a atrapalhar... quando a enfermeira me deu as indicações do tratamento eu bloquei e não percebi nada do que disse. Fiquei com medo de estar a fazer o tratamento errado e com isso tardar a recuperação. Não consegui dizer à minha familia os detalhes da cirurgia, eles pensaram que tinha sido mais simples do que na verdade foi. Os primeiros dias foram dificeis. O medo de uma inflamação apoderou-se de mim,  não dormi nada na primeira semana. Ainda continuo com dores e preocupado, pois a recuperação parece-me lenta. Não deixa de ser engraçado que nos primeiros dias enquando estive quase KO, não me senti triste, será que foi das dezenas de comprimidos que tomei? Estava tão preocupado em recuperar que nem me lembrei dos meus problemas psicologicos. A minha familia ajudou-me pouco, eles tentaram, mas são ignorantes... por exemplo nem sabiam o que era betadine. Também houve coisas boas... começando pelas enfermeiras que me trataram... novas e simpáticas, é difcil ser pervertido nestas situações, só depois é que me apercebi da sorte que tive. Mas a melhor sensação que tive foi pós-operatório. Uma sensação de tranquilidade que nunca tive! As enfermeiras disseram que estava caído, mas na altura só queria aproveitar a sensação de relaxamento foi indescritivel, 0 de ansiedade.
Os meus olhos doem-me, principlamente o direito, tenho a sensação que o oftalmologista falhou na graduação da minha lente, vejo muito melhor com o esquerdo. A minha timidez mais uma vez a atrapalhar, devia ir lá falar com ele abertamente. Tenho tido também algumas tonturas.
Continuo a dormir pouco de noite. Tenho tido bastantes erecções enquanto dormo, o que me incomoda bastante. Os pesadelos continuam. Hoje sonhei com os meus piores medos, ser chamado incompetente e que não estava aqui a fazer nada.
A Páscoa passei-a em casa, apenas saí para visitar a minha afilhada. Vi uma familia unida e feliz. Nem fui visitar o meu pai, é claro que mandou logo a boca, em vez de me tentar aproximar estou cada vez mais distante. Já não devo lá ir a casa dele há mais de 1 ano e apenas fica a 11km's onde moro e a 3 km's onde trabalho. É certo que o vejo todas as semanas, mas não é suficiente. Ainda me vai deserdar. Por causa do IRSdele  pedi as passwords para aceder ao site das finanças e reparei que os nomes dos herdeiros que lá constam são a irmã e a falecida madrasta. Nem sei qual é a importância, mas se ele quiser que o patrimonio passe para outra pessoa vou ter que aceitar. Não posso iniciar uma guerra, o meu feitio não é assim... mais 15 minutos que devia estar a trabalhar e estou aqui a escrever porcarias.



terça-feira, 18 de março de 2014

Passado 1 ano do Inicio do Blog!

O primeiro post deste blog foi exactamente há 1 ano atrás! Muita coisa mudou, pouco evoluí. Pensava que ao escrever na internet onde qualquer pessoa pudesse ler me fizesse sentir melhor. Partilhar os meus "segredos", revelar os meus pensamentos mais íntimos me ajudassem a superar a timidez, mas os resultados não foram os esperados. Continuo na mesma, deprimido, com vergonha do mundo... queria escrever mais, mas hoje está-me a doer a cabeça e os olhos, não me apetece mais. Vou tentar que este seja o meu último post no blog. :(

sexta-feira, 7 de março de 2014

E se ganhasse o Euromilhões?

Tenho aqui uma aposta do euromilhões e ainda não verifiquei se ganhei algum prémio. E se me saísse o jackpot? Ficaria contente? Na fase que estou acho que me seria totalmente indiferente. O dinheiro não é tudo, apesar das minhas acções dizerem o contrário, tento guardar o máximo que posso, nunca se sabe o futuro de amanhã.... estou a contradizer-me. Só saindo mesmo para dizer qual a sensação.
Mas se saísse via montes de problemas. 1º a fama - Tentava encobrir, não gostava que ninguém soubesse, o que seria praticamente impossível. Reclamar o prémio, as preocupações, as viagens, o medo de lutar. Devia morar imediatamente em outro local, mas o medo... de mudar, se calhar continuava com a minha vidinha. Porque tenho tanto medo de sair? Quando as pessoas não estão bem tentam procurar outras soluções!
Hoje estou abatido, tinha planeado uma coisa para amanhã e o facto de não conseguir dizer que não estragou tudo!
Ando a ler relatos em foruns sobre depressão, ansiedade e identifico-me com alguns, parece que sou eu que estou a contar a história, só que muitas dessas pessoas estão piores do que eu, do tipo de não conseguirem arranjar emprego. Descobri outra expressão que desconhecia - Burnout:

  • Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento e aversão a reuniões (anti-socialização);
  • Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
  • Despersonalização (evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);
  • Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.1

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval

Esta é talvez a pior fase do ano para mim. A fase em que me lembro mais da minha timidez e em como não consigo me divertir como o resto do pessoal. Toda a gente sai, brinca ao Carnaval, vão a bailes, gozam estes dias como não houvesse amanhã. Eu gosto do Carnaval e gostava de participar :(, mas não consigo, tudo por causa da minha personalidade. Vou assistir usando uma máscara para as pessoas não me reconhecerem. Mesmo com a máscara fico introvertido, com medo do que os meus olhos possam dizer. Vejo pessoas do passado, colegas da primária que já estão casados, com filhos, todos têm uma vida que eu não conseguirei ter, porque não consigo mudar. Gostava de ir ter com eles e conversar. Alguns fisicamente pior do que eu, mas que conseguiram superar os seus defeitos e arranjar mulher.
Chego a casa e fantasio em estar na marcha, estar no baile, mesmo quando estou a assistir ao desfile penso que estou lá a divertir-me junto com eles, sinto-me péssimo por causa disso. A música alta dá-me vontade de dançar, de explodir, soltar a minha adrenalina.
Não resisti, aproveitei o facto de estar mascarado e fui à porta da casa da minha ex... saudades, malditas recordações! Tenho conseguido evitar ir ao facebook dela... não sei se aguentarei muito tempo.
Quando essa timidez interfere nos assuntos de saúde... descobri que a doutora que deveria ir foi minha colega do passado. Assim que a soube fugi a 7 pés. Pareceu-me ela, e confirmei no facebook. Será que ela me reconheceria? Fui 9 anos colega dela! Não sei se tenho mais medo que me reconheça ou não. Se não confirmava que eu tornei-me numa pessoa invisível. Lembro-me dela como sendo uma pessoa brincalhona, alto astral. As outras pessoas que lidam comigo devem achar que sou um gajo mesmo estranho.
Ultimamente ando a sentir-me zonzo, o que será que se passa? Tenho medo que seja algo grave. Suspeito que seja dos meus olhos, não lhes dou descanso. Trabalho todo o dia no computador, chego a casa ligo o computador, vejo televisão, leio um livro, tudo actividades que cansam a vista. Mas o que fazer para me entreter?
Ultimamente tenho sonhos mesmo paranóicos. Por exemplo sonhei com essa minha ex colega uma serie de vezes. Levanto-me várias vezes por noite para ir a casa de banho. Ando a obrar muitas vezes, tenho a impressão que ando a ficar gordo e que a minha barriga não pára de crescer.
No outro dia fiz uma coisa de diferente, fui assistir a um jogo de futebol ao vivo. Estou tão habituado a ser espectador de sofá! Paguei o bilhete mais caro para ir para a bancada central, coberta, pensei que ia chover, afinal tive que levar com  sol o que me deixou com a cabeça a doer. Houve vários casos durante o jogo e não me apercebi no estádio quem tinha razão, o facto de não haver repetições deixa-me perdido. Quando cheguei a casa a 1º coisa que fiz foi assistir ao resumo do jogo. Nas bancadas olhei para o meu lado direito estava um casal com dois filhos, no meu lado esquerdo um pai e um filho, ninguém vai sozinho, eu nem contei à minha família que tinha ido. A seguir fui comer sozinho e ao cinema sozinho, às lojas de roupa sozinho. Sou um solitário irreversível.