Continuo a trabalhar normalmente, o coronavírus até agora não teve reflexos na minha rotina. Tenho medo de apanhar o vírus, tento fazer o máximo possível para o evitar, mas existe sempre aquela chave, cadeado, puxador ou outro objecto que pode estar contaminado e me transmitir o vírus, lido com demasiadas pessoas… Por um lado quem me dera estar em casa em Lay-Off, sem me expor, continuaria a receber o mesmo valor, o salário mínimo e ao menos podia continuar a ver as minhas séries, filmes ou videojogos com a cabeça fresca, coisa que não acontece após um dia desgastante de trabalho e o fim de semana é muito curto para por tudo em dia. Aderi ao netflix por 1 mês gratuitamente, vou tentar ver a série muito badalada "La Casa de Papel" e alguns filmes em UHD. Cada vez que penso que trabalho à 18 anos com o meu patrão e ele não me aumenta a minha raiva vem ao de cima, devia ter vergonha de continuar no mesmo emprego…mas depois reflito e acabo por achar que não mereço mais, muito do meu trabalho não é aproveitado, mais uma vez revela falta de ambição como posso pensar em constituir familia?
Fui explorar o antigo quarto da minha prima, que já não mora na casa desde 2008. O quarto bem decorado, com bijuterias, bugigangas, etc, com muito bom gosto para embelezá-lo. Encontrei uma impressionante coleção de livros como Os Maias, Lusíadas, e vários outros de grandes autores como é o caso de Paulo Coelho. Encontrei também livros com utilidades para lidar com problemas do dia a dia, flores medicinais, culinária, etc., tudo o que devia ler, em vez de perder tempo com histórias fictícias de policiais. Cd's, a maioria da década de 90, Nirvana, Michael Jackson, Offspring, etc. Olhei para uma mala de viagem... com 36 anos nunca tive necessidade de usar uma, pois nunca viajei para lado nenhum. Este ano queria tentar, mas esta história do COVID e a crise económica que se adivinha já tenho a desculpa ideal para ficar em casa. Já começo a pensar que vou ficar sem alguns dos investimentos, como os 5000€ que emprestei ao FCP. Vi os álbuns dela, fotos do antigo namorado, da universidade, de saídas, diversão, vive muito mais que eu!
Fui ao meu apartamento tentar perceber a mobília que quero para a criação da divisão lazer/escritório e de arrumos, tirei as medidas e agora ando a pesquisar soluções. Quero um móvel de TV, para colocar lá uma TV grande, a box, soundbar e a futura playstation 5, um sofá chaise long para estar confortável com as pernas esticadas, uma secretária em L para ter espaço para colocar dois monitores ligados a um bom desktop e ainda espaço para o portátil. Na divisão arrumos, uma estante para colocar os meus livros, um armário fechado para colocar os meus dossiers, um armário para colocar a roupa, umas prateleiras e o resto de espaço para colocar as tralhas que talvez um dia decida o que fazer com elas. Um investimento que deve rondar uns milhares, difícil para alguém como eu. Ainda por cima tenho que pagar pela montagem, pois eu sou um zero em bricolagem. Quem é que estou a enganar? O mais provável é adaptar nesses espaços os moveis antigos que lá estão, levar o meu velhinho pentium IV, as colunas do século passado, etc. Primeiro tenho que pintar a divisão, será que tinha habilidade para executar o serviço? Que tinta escolher, quais os utensílios a usar? Sou tão complicado, vejo problemas em tudo. O antigo inquilino é que devia ser responsável, pois pintou o quarto de rosa para a filha, mas não tenho tomates para falar com ele. Neste meu "projecto" faço tudo de forma arcaica, uso o paint quando existem n ferramentas mais desenvolvidas, só mostra o quanto não evoluo. Felizmente tenho uma planta que me elaboraram uma vez para resolver um problema. Esta indecisão de não saber ao certo quando se vai proceder a mudança deixa-me.. queria encontrar um adjetivo mas não sei definir o que sinto.
Ando a tentar melhorar os meus dotes de culinária, finalmente já aprendi a fazer algumas coisas, como arroz, massa, batatas, puré, grelhar carne, cozer bacalhau etc. Definitivamente não confio em mim, farto de ler como fazer e tenho sempre dúvidas se estou a fazer de maneira correcta. Mais uma vez tenho duvidas dos utensílios a utilizar, das quantidades certas, dos temperos, do tempo de cozedura, etc. O meu paladar não distingue o insosso do salgado. Como os meus pratos com grande rapidez, lol não percebo tanta ansiedade. Depois tenho medo de lavar mal os alimentos, que depois fique doente por causa da minha burrice.
No outro dia a chutei a bola para ao quintal do vizinho. Estava perto do muro, fui buscar uma cana e uma pá para içá-la. Pensava que fosse um procedimento fácil, no entanto foi dificil e fiz um esforço diabólico no tornozelo esquerdo para tirar uma bola que custa uns 3 euros. Desde esse dia fiquei com o tornozelo a doer, uma burrice da minha parte. Agora também me doi o pulso, curiosamente também o esquerdo, deve ser de estar sempre no computador ou a jogar com o comando da Xbox. Tenho medo de alongar a dor, por não descansar. Problemas do meu lado esquerdo: Tornozelo, joelho, anca, pulso e ombro. Se me fizessem um teste acho que a minha idade biológica seria de um velho de 80 anos. Quero mudar isso praticando mais exercício físico. Farto de andar a correr à volta no meu pequeno quintal decidi aproveitar esta fase da pandemia onde pouca gente circula para correr na rua, coisa que não faria se os cafés tivessem abertos(sou ao contrário do outros). Rapidamente fiquei cansado tive que parar passado 5 minutos, não aguentava mais. Consegui correr uma distância fantástica de 1,7kms, até a app colocou uma imagem de uma tartaruga, lol, 1 semana depois ainda estou com dores desse "fantástico" feito. Por exemplo tento fazer um exercício que é estar ao pé coxinho com a perna esquerda, mas não aguento, tenho que parar. Sinto uma fraqueza extrema nos músculos e tendões, pergunto-me se padeço de mesmo alguma doença física ou estar deprimido é o suficiente para perder a força. Exercício físico faz me dores, por isso não tenho motivo para continuar :(. Um dos artigos que quero comprar quando foi para o apartamento é uma bicicleta, gostava de andar quando era pequeno e sempre me permite perder umas calorias, se bem que tenho a felicidade de geneticamente não ganhar peso.. Gosto de dança, estou a visualizar alguns tiktokers que fazem tutorials, mas é tão difícil para mim imitar os seus movimentos, decorar os passos, olho-me ao espelho e vejo um verdadeiro pé-de-chumbo.
quinta-feira, 16 de abril de 2020
sábado, 21 de março de 2020
Impacto do Novo Corona Virus na Minha Vida
A humanidade está a enfrentar uma pandemia nunca antes vista (pelo menos para todas as pessoas vivas). O presidente decretou estado de emergência e o governo tomou medidas para abrandar a propagação do vírus, fecharam muita coisa. O pior ainda está para vir...
Até agora diretamente ainda não teve impacto na minha rotina diária. A empresa continua a trabalhar normalmente, viajo de casa-trabalho-casa-trabalho-casa. Só saio para ir à farmácia ou ao supermercado. Como não tenho vida social, também não me faz diferença. Assim que soube que o vírus tinha chegado a Portugal, decidi não tomar café fora de casa e ir a outros sítios, por exemplo falhei a reunião do condomínio(nem sei se realizou, se tivesse contactos com ele podia perguntar mas não conheço ninguém :( ). O meu posto de trabalho está à distância de mais de 2 metros dos restantes, mas outros continuam a usá-lo. Desinfeto com lixivia, lavo as mãos com sabão ou álcool gel, mas estou sempre em risco. Como sei que o pessoal que contato não esteja contaminado, vão lá fornecedores, clientes, colegas de trabalho. É inevitável ter que trocar papeis, dinheiro, etc. Imagino trabalhar a partir de casa, teria que levar todas as tralhas e o pc do trabalho, não daria jeito, não gostava que o meu espaço de lazer fosse invadido por tarefas laborais. Trazer o cão para casa, medo de o transportar e ser apanhado pela policia, que fuja do meu quintal, de me habituar tê-lo e não conseguir levá-lo de volta. No dia do pai tive que almoçar com ele num restaurante, não queria, mas não consegui dizer que não.
Ultimamente entraram vários funcionários na empresa. Uma delas é uma fala barato, está vários minutos a debitar palavras e eu sem dizer nenhuma, fico sem jeito e a pensar como seria a minha vida se tivesse habilidade para articular do mesmo modo.
3 dias que me doi a cabeça. Ainda estava a dormir, quando um colega me ligou, acordei sobressaltado, coração apertado fez despoletar essa dor. Não sei explicar parece que sinto que o coração está a bombear demasiado rápido o sangue para a minha cabeça. Agora com os médico todos virados a combater o covid-19 não sei como obter ajuda se precisar, espero que passe, esta sensação é horrível não consigo trabalhar em condições, nem me divertir nos meus momentos de lazer.
Até agora diretamente ainda não teve impacto na minha rotina diária. A empresa continua a trabalhar normalmente, viajo de casa-trabalho-casa-trabalho-casa. Só saio para ir à farmácia ou ao supermercado. Como não tenho vida social, também não me faz diferença. Assim que soube que o vírus tinha chegado a Portugal, decidi não tomar café fora de casa e ir a outros sítios, por exemplo falhei a reunião do condomínio(nem sei se realizou, se tivesse contactos com ele podia perguntar mas não conheço ninguém :( ). O meu posto de trabalho está à distância de mais de 2 metros dos restantes, mas outros continuam a usá-lo. Desinfeto com lixivia, lavo as mãos com sabão ou álcool gel, mas estou sempre em risco. Como sei que o pessoal que contato não esteja contaminado, vão lá fornecedores, clientes, colegas de trabalho. É inevitável ter que trocar papeis, dinheiro, etc. Imagino trabalhar a partir de casa, teria que levar todas as tralhas e o pc do trabalho, não daria jeito, não gostava que o meu espaço de lazer fosse invadido por tarefas laborais. Trazer o cão para casa, medo de o transportar e ser apanhado pela policia, que fuja do meu quintal, de me habituar tê-lo e não conseguir levá-lo de volta. No dia do pai tive que almoçar com ele num restaurante, não queria, mas não consegui dizer que não.
Combater este vírus que ninguém vê, que pode estar em qualquer lugar, tenho medo do meu pai e principalmente da minha avó, que estão num grupo considerado de risco.
Já li muita contra-informação, as máscaras e luvas fazem bem ou não? Não consigo evitar de colocar a mão no rosto. Algumas perguntas me passam pela mente. Como vou cortar o cabelo, ir ao dentista o ir à inspeção com o carro?
Esta doença vai levar a uma crise na economia e uma crise social onde os inúteis e os fracos vão ter dificuldades a impor-se como é o meu caso.Ultimamente entraram vários funcionários na empresa. Uma delas é uma fala barato, está vários minutos a debitar palavras e eu sem dizer nenhuma, fico sem jeito e a pensar como seria a minha vida se tivesse habilidade para articular do mesmo modo.
3 dias que me doi a cabeça. Ainda estava a dormir, quando um colega me ligou, acordei sobressaltado, coração apertado fez despoletar essa dor. Não sei explicar parece que sinto que o coração está a bombear demasiado rápido o sangue para a minha cabeça. Agora com os médico todos virados a combater o covid-19 não sei como obter ajuda se precisar, espero que passe, esta sensação é horrível não consigo trabalhar em condições, nem me divertir nos meus momentos de lazer.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Dia dos Namorados; Condominio; Sábado; Prazeres Tirados
Hoje é dia de namorados, sinto-me triste por nunca ter comemorado este dia. A tristeza adensa-se, reflito o quanto esta timidez me prejudica e tira os prazeres da vida. Imagino os outros a saírem para um restaurante chique, ou fazer em casa um jantar romântico, a trocarem presentes como flores ou chocolates, afetos... Qual o motivo da minha existência? Sofrer, sofrer, sofrer por causa desta personalidade maldita, este cérebro idiota que fica baralhado tão facilmente, que não retêm informação, que não sabe articular uma simples frase, medo de tudo e de todos. Como conseguir conquistar alguém? Impossível! Como eu gostava de entrar na mente de outras pessoas e ver o mundo claro, sem estas limitações que imponho a mim mesmo.
Reunião de condomínio, pessoas praticamente desconhecidas, não sei se sabem da minha timidez, mas no final já devem ter desconfiado. Não sei como participar, o que opinar, falaram da substituição de telhas ao qual estava contra, mas não o consegui dizer. Sempre a criar boas impressões, lol. É só mais uma despesa, para quem não vive lá é tramado ter mais este custo. O apartamento onde decorreu a reunião estava muito bem decorado, acolhedor, imaginei a divisão de lazer que quero criar no meu, o tipo de sofá, a mesa de centro, um móvel de tv, prateleiras, acho que não vai sair de ideias, pesquisei, pesquisei e tudo me parece mal naquele diminuto espaço, vou acabar por deixar estar como está. Gostava de ser eu mesmo lá ir pintar, mas tenho medo de não ter competência necessária para executar o serviço. Devia lá ir mais vezes, mas nem lá passo, pois sei que no futuro provavelmente um dia vou lá estar todos os dias...ridículo.
Hoje até andava de bom humor, a pensar que até estava bem onde estou, bastante espaço ao ar livre, ao invés daqueles escritórios no centro da cidade que não deixam respirar. Ouvi qualquer coisa indiretamente sobre ter que ir trabalhar ao sábado, o que se veio a confirmar. Fiquei fulo, apetecia-me deitar tudo que tenho guardado cá para fora. Avisam em cima da hora sem tentarem saber se tinha algum compromisso, não me pagam nada ao contrário dos outros, nem a gasolina da deslocação. Imaginei a conversa com eles, a acusar que todos estavam a ser aumentados e eu continuava sempre na mesma, com o salário mínimo e merecia tanto como os outros ou se calhar não. Tive que me acalmar e perceber que este emprego é tudo que tenho e sair só iria piorar a minha vida.
No trabalho peguei numa carrinha que foi adquirida à pouco tempo, fiquei apaixonado pela condução, diferença brutal para o meu carro que já é bastante antigo. Fez me pensar qual o motivo de não comprar um carro novo? Estou à espera de ter 70 anos? Tenho medo de um dia o dinheiro fazer-me falta. Mais um prazer que não pratico, nunca gozo nada da vida, um dia sei que me vou arrepender.
Não tenho sentido necessidade de me masturbar, deve ser por causa da medicação que ando a tomar, o anti-depressivo que nada faz. Este ano quase um mês sem o fazer, mais um prazer que "me foi" tirado!
Reunião de condomínio, pessoas praticamente desconhecidas, não sei se sabem da minha timidez, mas no final já devem ter desconfiado. Não sei como participar, o que opinar, falaram da substituição de telhas ao qual estava contra, mas não o consegui dizer. Sempre a criar boas impressões, lol. É só mais uma despesa, para quem não vive lá é tramado ter mais este custo. O apartamento onde decorreu a reunião estava muito bem decorado, acolhedor, imaginei a divisão de lazer que quero criar no meu, o tipo de sofá, a mesa de centro, um móvel de tv, prateleiras, acho que não vai sair de ideias, pesquisei, pesquisei e tudo me parece mal naquele diminuto espaço, vou acabar por deixar estar como está. Gostava de ser eu mesmo lá ir pintar, mas tenho medo de não ter competência necessária para executar o serviço. Devia lá ir mais vezes, mas nem lá passo, pois sei que no futuro provavelmente um dia vou lá estar todos os dias...ridículo.
Hoje até andava de bom humor, a pensar que até estava bem onde estou, bastante espaço ao ar livre, ao invés daqueles escritórios no centro da cidade que não deixam respirar. Ouvi qualquer coisa indiretamente sobre ter que ir trabalhar ao sábado, o que se veio a confirmar. Fiquei fulo, apetecia-me deitar tudo que tenho guardado cá para fora. Avisam em cima da hora sem tentarem saber se tinha algum compromisso, não me pagam nada ao contrário dos outros, nem a gasolina da deslocação. Imaginei a conversa com eles, a acusar que todos estavam a ser aumentados e eu continuava sempre na mesma, com o salário mínimo e merecia tanto como os outros ou se calhar não. Tive que me acalmar e perceber que este emprego é tudo que tenho e sair só iria piorar a minha vida.
No trabalho peguei numa carrinha que foi adquirida à pouco tempo, fiquei apaixonado pela condução, diferença brutal para o meu carro que já é bastante antigo. Fez me pensar qual o motivo de não comprar um carro novo? Estou à espera de ter 70 anos? Tenho medo de um dia o dinheiro fazer-me falta. Mais um prazer que não pratico, nunca gozo nada da vida, um dia sei que me vou arrepender.
Não tenho sentido necessidade de me masturbar, deve ser por causa da medicação que ando a tomar, o anti-depressivo que nada faz. Este ano quase um mês sem o fazer, mais um prazer que "me foi" tirado!
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
2020 Repetitivo; Funcionário Incoveninente
2020, a revelar-se o mesmo de sempre. Eu angustiado, com medo de tudo… oiço, oiço, oiço e não consigo falar, nem criar laços com ninguém, cada vez me sinto mais isolado no meu mundo de solidão. Sou um anormal, com vergonha de ter esta personalidade que faz com que o sentimento de depressão esteja sempre presente. Não consigo viver, não me apetece fazer nada, nem sequer escrever aqui, os meus relatos são tão repetitivos e sou tão nabo a escrever que me envergonha. Para este ano defini objetivos que quero concretizar como aumentar os meus conhecimentos culinários, dar tratamento a artigos herdados da minha mãe, procurar soluções de renovação do apartamento. Preocupa-me o facto de não ter qualquer tipo de aquecimento, aqui ao menos tenho o fogão de lenha. Tento procurar soluções, mas nunca sei o que escolher e deixo andar até um dia alguém diga o que fazer. Proíbo-me a mim mesmo, por quê? Que merda de sentimentos são este?
Em breve vou ter uma reunião de condomínio, estou tão assutado.
A minha vida resume-se a casa-trabalho-casa-trabalho. Aos sábados vou às compras e de vez em quando almoço com a minha avó, domingo passo o dia em casa, não tenho vida social nenhuma. Um tipo andava a estacionar o carro em frente da minha garagem, fiquei fulo porque achei que ele sabia que não saía de casa.
Na empresa os investimentos aumentaram, máquinas, viaturas e funcionários novos. Durante uma semana laborou uma nova funcionária junto a mim. Senti empatia, parecia-me uma mulher porreira, podia ajudar-me nas tarefas, no entanto teve uma proposta do anterior emprego e foi-se embora. Ela ficou admirada de eu ganhar o salário mínimo estando à 18 anos a trabalhar com o meu patrão, tantas tarefas que executo. Incentivou-me a falar com ele, apetece-me arriscar, mas depois tenho medo que ele me jogue na cara que sou um incompetente e se quero aumento devia evoluir nas minhas competências e só não me despediu por pena. Prefiro ficar no meu canto, a explodir por dentro. Quando está furioso, tenho medo de falar com ele e de sobrar para mim. Ele quer que dê ideias de melhoria, mas não me sai nada, então quando estou com ele fico mesmo bloqueado, burro que nem uma porta. Este ano vai ser essencial se as coisas derem para o torto, acho que a empresa fecha. O meu patrão sempre teve a tendência de arriscar, uma vez já correu mal...
O pessoal não liga muito à minha personalidade, pelo menos pela frente. Excepto um, que de vez em quando se mete comigo, chateando-me, sinto-me incomodado apesar de tentar não lhe ligar às bocas que ele manda. Já a algum tempo que não me sentia tão pressionado, cada vez que goza comigo fico de rastos o resto do dia, rezo para ele não ir ao escritório. Apetece-me gritar com ele, dizer-lhe para me deixar em paz, no fundo acho que só quer me ajudar a tentar integrar-me um pouco mais. Para os outros trabalhadores o que eu faço não é trabalho, farto que menosprezem! Chego sempre ao final do dia com a cabeça em água, com a vista cansada. Eles devem pensar que estou no computador no Facebook a ver gajas, que falta de noção.Mas porque isso me afecta tanto?
Este inverno tem sido um fartote em dores de garganta e as idas ao dentista não param. Fiz o apanhado do ano passado, gastei cerca de 1000€ o que corresponde a mais de 10% do meu rendimento! Este ano vou pelo mesmo caminho. Às vezes penso que é a dentista que percebe que sou uma pessoa que pode explorar e que não reclamo com nada.
Em breve vou ter uma reunião de condomínio, estou tão assutado.
A minha vida resume-se a casa-trabalho-casa-trabalho. Aos sábados vou às compras e de vez em quando almoço com a minha avó, domingo passo o dia em casa, não tenho vida social nenhuma. Um tipo andava a estacionar o carro em frente da minha garagem, fiquei fulo porque achei que ele sabia que não saía de casa.
Na empresa os investimentos aumentaram, máquinas, viaturas e funcionários novos. Durante uma semana laborou uma nova funcionária junto a mim. Senti empatia, parecia-me uma mulher porreira, podia ajudar-me nas tarefas, no entanto teve uma proposta do anterior emprego e foi-se embora. Ela ficou admirada de eu ganhar o salário mínimo estando à 18 anos a trabalhar com o meu patrão, tantas tarefas que executo. Incentivou-me a falar com ele, apetece-me arriscar, mas depois tenho medo que ele me jogue na cara que sou um incompetente e se quero aumento devia evoluir nas minhas competências e só não me despediu por pena. Prefiro ficar no meu canto, a explodir por dentro. Quando está furioso, tenho medo de falar com ele e de sobrar para mim. Ele quer que dê ideias de melhoria, mas não me sai nada, então quando estou com ele fico mesmo bloqueado, burro que nem uma porta. Este ano vai ser essencial se as coisas derem para o torto, acho que a empresa fecha. O meu patrão sempre teve a tendência de arriscar, uma vez já correu mal...
O pessoal não liga muito à minha personalidade, pelo menos pela frente. Excepto um, que de vez em quando se mete comigo, chateando-me, sinto-me incomodado apesar de tentar não lhe ligar às bocas que ele manda. Já a algum tempo que não me sentia tão pressionado, cada vez que goza comigo fico de rastos o resto do dia, rezo para ele não ir ao escritório. Apetece-me gritar com ele, dizer-lhe para me deixar em paz, no fundo acho que só quer me ajudar a tentar integrar-me um pouco mais. Para os outros trabalhadores o que eu faço não é trabalho, farto que menosprezem! Chego sempre ao final do dia com a cabeça em água, com a vista cansada. Eles devem pensar que estou no computador no Facebook a ver gajas, que falta de noção.Mas porque isso me afecta tanto?
Este inverno tem sido um fartote em dores de garganta e as idas ao dentista não param. Fiz o apanhado do ano passado, gastei cerca de 1000€ o que corresponde a mais de 10% do meu rendimento! Este ano vou pelo mesmo caminho. Às vezes penso que é a dentista que percebe que sou uma pessoa que pode explorar e que não reclamo com nada.
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
Sentimento Saudades; Reunião; Exploração Sotão; Carta Não Correspondida
A privação do sentimento "saudades" está na minha mente. Não sinto saudades de nada, tento recordar algumas situações do passado mas esse sentimento parece morto dentro de mim. Por exemplo um mês atrás andava de scooter pelo meio do mato, adorava. Com a chegada do inverno deixei de o fazer, devia sentir-me com saudades, mas nada, estou completamento apático.
Marcaram uma reunião onde a minha presença foi necessária, felizmente para mim têm sido raras. Fiquei em pânico naturalmente, sabia que ia chegar lá e não ia participar quase nada, o que se veio a confirmar, aquilo que disse foi sem conteúdo, fiquei baralhado mais uma vez. Já à bastante tempo que não andava no carro do chefe, pensar estar sozinho com ele durante a viagem sem escapatória deixava-me angustiado. O que se confirmou, foi um pesadelo ouvir tantas criticas, não consegui dar a minha opinião sobre o que estava mal, ele falava e eu não conseguia acompanhar o raciocínio. Mais uma vez devem ter ficado com uma péssima impressão de mim. Começaram a falar de termos que não conhecia, fiquei desolado. Não consigo contar o que acho. Ansioso por estar na minha solidão.
Ligaram-me da operadora, sabia exatamente o que fazer para ser beneficiado, mas não consegui dizer que não e mais uma vez fiquei frustrado pela minha personalidade.
Resolver problemas definitivamente não é comigo, teve que ser uma vizinha a alertar para tomar vergonha na cara e arranjar solução.
A minha exploração pelo sótão prosegue, interrompida por algumas semanas por causa de uma constipação. Continuo confuso, não sei o que guardar, o que deitar fora, acabo sempre por escolher uma seleção que não resolve nada, fica mais desorganizado do que organizado. Encontrei uma pasta onde tinha os meus rascunhos do passado que me fez corar de vergonha. A maioria dos papeis escritos à mão com a minha letra terrível. Sobre jogos de computador, onde registava por exemplo as minhas prestações, walkthroughs em inglês, códigos para jogos e para toques do velhinho nokia 3210, não podia faltar o futebol, desenhos rascos feitos no mspaint do dragon ball, umas anotações da escola, não sei como fiz o curso com boa nota, era outra pessoa naquela altura e encontrei umas coisas "engraçadas". Uma delas foi quando tentei melhorar o meu vocabulário, ou seja ouvia na rádio ou na tv palavras mais ricas e depois escrevia no papel para usá-las no meu dia a dia. Escrevia de um lado as palavras "pobres" e do outro as palavras "ricas" para substituí-las Uma tentativa que não resultou obviamente, como se vê no blog tenho algumas dificuldades, então na fala nem se fala. Encontrei a folha onde escrevi o contato do meu patrão pela primeira vez, longe de imaginar a influência que teria na minha vida, tinha então 18 anos e passado o dobro desse tempo continuo com ele. Mas o que mais me marcou foi umas cartas que li de uma mulher, na altura adolescente que me deixou a pensar o quanto nabo sou. Uma vez um colega pediu-me o telemóvel emprestado para ligar a uma prima. Fiquei com o numero dela registado e influenciado por outro colega comecei a meter conversa com ela, trocando vários mensagens. Pensei que ela nem sequer ligasse, mas deu conversa e durou várias semanas. Ela enviou-me uma carta a dizer que me queria conhecer e pediu-me uma foto. Nunca mais respondi às mensagens dela, nem a essa carta. Passado uns meses mandou-me uma foto dela a dar-me um raspanete por não lhe responder e um sermão que era importante conhecer outras pessoas, etc(hoje continua em vigor o que ela escreveu) No final deu-me outra hipótese... mas eu não respondi.
Marcaram uma reunião onde a minha presença foi necessária, felizmente para mim têm sido raras. Fiquei em pânico naturalmente, sabia que ia chegar lá e não ia participar quase nada, o que se veio a confirmar, aquilo que disse foi sem conteúdo, fiquei baralhado mais uma vez. Já à bastante tempo que não andava no carro do chefe, pensar estar sozinho com ele durante a viagem sem escapatória deixava-me angustiado. O que se confirmou, foi um pesadelo ouvir tantas criticas, não consegui dar a minha opinião sobre o que estava mal, ele falava e eu não conseguia acompanhar o raciocínio. Mais uma vez devem ter ficado com uma péssima impressão de mim. Começaram a falar de termos que não conhecia, fiquei desolado. Não consigo contar o que acho. Ansioso por estar na minha solidão.
Ligaram-me da operadora, sabia exatamente o que fazer para ser beneficiado, mas não consegui dizer que não e mais uma vez fiquei frustrado pela minha personalidade.
Resolver problemas definitivamente não é comigo, teve que ser uma vizinha a alertar para tomar vergonha na cara e arranjar solução.
A minha exploração pelo sótão prosegue, interrompida por algumas semanas por causa de uma constipação. Continuo confuso, não sei o que guardar, o que deitar fora, acabo sempre por escolher uma seleção que não resolve nada, fica mais desorganizado do que organizado. Encontrei uma pasta onde tinha os meus rascunhos do passado que me fez corar de vergonha. A maioria dos papeis escritos à mão com a minha letra terrível. Sobre jogos de computador, onde registava por exemplo as minhas prestações, walkthroughs em inglês, códigos para jogos e para toques do velhinho nokia 3210, não podia faltar o futebol, desenhos rascos feitos no mspaint do dragon ball, umas anotações da escola, não sei como fiz o curso com boa nota, era outra pessoa naquela altura e encontrei umas coisas "engraçadas". Uma delas foi quando tentei melhorar o meu vocabulário, ou seja ouvia na rádio ou na tv palavras mais ricas e depois escrevia no papel para usá-las no meu dia a dia. Escrevia de um lado as palavras "pobres" e do outro as palavras "ricas" para substituí-las Uma tentativa que não resultou obviamente, como se vê no blog tenho algumas dificuldades, então na fala nem se fala. Encontrei a folha onde escrevi o contato do meu patrão pela primeira vez, longe de imaginar a influência que teria na minha vida, tinha então 18 anos e passado o dobro desse tempo continuo com ele. Mas o que mais me marcou foi umas cartas que li de uma mulher, na altura adolescente que me deixou a pensar o quanto nabo sou. Uma vez um colega pediu-me o telemóvel emprestado para ligar a uma prima. Fiquei com o numero dela registado e influenciado por outro colega comecei a meter conversa com ela, trocando vários mensagens. Pensei que ela nem sequer ligasse, mas deu conversa e durou várias semanas. Ela enviou-me uma carta a dizer que me queria conhecer e pediu-me uma foto. Nunca mais respondi às mensagens dela, nem a essa carta. Passado uns meses mandou-me uma foto dela a dar-me um raspanete por não lhe responder e um sermão que era importante conhecer outras pessoas, etc(hoje continua em vigor o que ela escreveu) No final deu-me outra hipótese... mas eu não respondi.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Falta Afectos; Passividade; Sonhos Humilhantes;Nostalgia; OLX,Crise Hemorroida, Trabalho, Voltas Mota Mato, Gato
Recordo várias vezes a minha mãe. Será que fiz mal a ela por não perceber os seus sentimentos que são idênticos ao meu? Sem capacidade de fugir das asas da mãe e do irmão, incapaz de arriscar sair de casa e gerir a sua própria vida. Quão frustrante seria? Será que tinha os mesmos pensamentos que tenho agora? Ou será que gostava da forma como vivia? Depois da doença aparecer foi um caos psicologicamente para ela, mas antes será que já sofria? Apesar de viver sempre com ela, dou-me conta que eramos algo afastados no que diz respeito a afectos, às vezes devia dar-lhe um abraço, um beijinho, uma palavra de consolação, poucas vezes troquei com ela esse tipo de carinhos. Mesmo na fase da doença podia ter tido uma ligação mais forte...arrependo-me tanto.
Continuo a falhar por causa de deixar as coisas andarem, em vez de tomar logo uma atitude para resolver a situação. Por exemplo paguei mais de um ano de água desnecessariamente e agora sinto-me capaz de bater a mim mesmo tal a raiva acumulada por ter esta personalidade passiva. Certos temas devia abordá-los como desafios não como problemas.
Mais uma vez estou tão desiludo comigo mesmo.Não consegui ir votar, não conseguir ir a uma festa aqui na terra, aquela é que o meu "grupo" me chamava para sair, pondo em causa a minha solidão. Lembro-me uma fase que sai algumas(raras) vezes, era um pesadelo, não me sentia confortável, a minha alegria era quando ia para casa, rapidamente acabei por não responder às mensagens, apetecia-me gritar com eles: "DEIXEI-ME EM PAZ".
Quando estou acordado é mau, mas ao adormecer o pesadelo continua. Dá-me a sensação que cada vez que estou a dormir sonho sempre, a maioria das vezes com o intuito de me humilharem, os meus piores medos vêm ao de cima, chamarem-me de incompetente, envergonhado, incapaz.
Tenho passado algum tempo no sótão tentar fazer uma arrumação, guardar o que é útil e deitar no lixo os artigos que nunca mais vou usar, ou seja a maioria, mas é uma tarefa tão difícil, tento guardá-los a todos com pensamento de uma desculpa estupida. Revela-se o tão patético a minha infância foi. A nostalgia que sinto quando lá estou, as recordações dos tempo em que era feliz. Custa-me deitar livremente as centenas de cd's/VHS que tenho guardadas, que já não servem para nada! Nunca sei qual a melhor solução, arrumo de uma maneira e depois penso de outra maneira e perco demasiado tempo a "trabalhar para o boneco". Quero guardar os artigos mais importantes, que não quero esquecer como as capas que fazia com filmes, músicas, a minha cassete VHS do Rei Leão, Jurassic Park e Exterminador Implacável os jogos originais como o Fifa 97, Tomb Raider 2 e o Virtua Fighter, os jogos de tabuleiro como o "Turista Curioso" ou "Pictonary". Os cd's e as capas deito-as fora? Custaram uma pipa de massa na altura! Quero deixar aquilo limpo antes do meu tio vier de vez. Tenho perturbações como as dores de costas, a inalação da poeira, saio de lá com uma moca. Vou tentar fazendo aos poucos, mas gostava de resolver o assunto rapidamente. Será que devo pegar num saco e deitar tudo no lixo? Será que não é perigoso meter tanta pirataria no lixo? No outro dia estava para comprar uma trituradora mas custava 40€.
Não consigo colocar os artigos no OLX. Mais uma vez medo de um possível comprador ser da terra e tentar saber informações sobre mim, quase ninguém me conhece, não participo em qualquer evento social na localidade ou um possível encontro com um ex colega que veja o adulto patético que me tornei. Mas não acaba aqui, o embalamento, transportador, trocas de dinheiro, quais as soluções mais baratas, tudo me suscita dúvidas, só eu! Ainda me faltam centenas de cd's para colocar numa lista, acho que nunca a vou completar.
Doi-me tanto o ânus. Esperava que a dor passasse com o tempo, esperei pela consulta que tinha agendada para falar nesse assunto com o doutor. Ele disse-me que tinha uma hemorroida, não estava inflamada, nesse dia comecei o tratamento, comprimidos e tomada. A minha inabilidade começa por ter medo de colocar a pomada de forma incorreta, o olho de trás não vê, lol. Passado quase duas semanas sinto-me pior, agora até sangue deito! Devo ir às urgências? Esperar mais um bocado? Perguntar a alguma pessoa especializada se era normal? Tenho medo que me receitem supositórios, não faço a mínima ideia como administrá-los a mim próprio. Pergunto-me as causas, será que apanhei quando estive com a prostituta? Ou da água do oceano? Essa consulta foi uma desgraça, parecia que o médico estava com pressa de me despachar, viu que os exames estavam bem, nem me perguntou como estava depois de tomar a nova medicação. Queria que me receitasse umas vitaminas extras, mas acabei por desistir.
Com o volume de trabalho a aumentar, não consigo dar conta do recado, não sei como explicar ao meu chefe quando ele descobrir. Depois a pressão não funciona comigo, com tantas tarefas ao mesmo tempo acabo por bloquear e não sei como começar acabando por não fazer nada de jeito, depois tenho um colega que acha que não faço nada...enfim quem me dera ter outras alternativas, mas sei que não tenho melhor. Ninguém aguenta o que eu aguento!
Ultimamente tenho ido dar muitas voltas de mota para o meio do mato, conhecer o mapa de caminhos na região, incrível os atalhos que já encontrei, tenho pena de não ter descoberto tão cedo este passatempo. Gosto das árvores, do sossego, às vezes paro para respirar ar puro, tirar selfies, procurar monumentos pré-históricos como dólmens e orcas. Mas a minha memória é terrível, não me lembro da maioria dos caminhos que passei. Fico desconfortável durante esse tempo, em vez relaxar, parece que alguém me persegue para sair dali, uma sensação estranha que não consigo explicar.
Não soube mais nada da "namorada arranjada" do post anterior, o meu pai não deve ter tido sucesso, mas não lhe consigo perguntar apesar de estar curioso.
Dou de comer a um gato que aparece lá no quintal. Mas ele é tão esquivo, mal me vê foge logo. Dou-lhe belos restos de carne e de peixe, tento chamá-lo mas em vão. Queria-lhe dar uma festa, mas não consigo ganhar a sua confiança, farta-se de bufar, no outro dia até me deu uma patada deixando-me com arranhões. Outro humano teria mais sorte?
Continuo a falhar por causa de deixar as coisas andarem, em vez de tomar logo uma atitude para resolver a situação. Por exemplo paguei mais de um ano de água desnecessariamente e agora sinto-me capaz de bater a mim mesmo tal a raiva acumulada por ter esta personalidade passiva. Certos temas devia abordá-los como desafios não como problemas.
Mais uma vez estou tão desiludo comigo mesmo.Não consegui ir votar, não conseguir ir a uma festa aqui na terra, aquela é que o meu "grupo" me chamava para sair, pondo em causa a minha solidão. Lembro-me uma fase que sai algumas(raras) vezes, era um pesadelo, não me sentia confortável, a minha alegria era quando ia para casa, rapidamente acabei por não responder às mensagens, apetecia-me gritar com eles: "DEIXEI-ME EM PAZ".
Quando estou acordado é mau, mas ao adormecer o pesadelo continua. Dá-me a sensação que cada vez que estou a dormir sonho sempre, a maioria das vezes com o intuito de me humilharem, os meus piores medos vêm ao de cima, chamarem-me de incompetente, envergonhado, incapaz.
Tenho passado algum tempo no sótão tentar fazer uma arrumação, guardar o que é útil e deitar no lixo os artigos que nunca mais vou usar, ou seja a maioria, mas é uma tarefa tão difícil, tento guardá-los a todos com pensamento de uma desculpa estupida. Revela-se o tão patético a minha infância foi. A nostalgia que sinto quando lá estou, as recordações dos tempo em que era feliz. Custa-me deitar livremente as centenas de cd's/VHS que tenho guardadas, que já não servem para nada! Nunca sei qual a melhor solução, arrumo de uma maneira e depois penso de outra maneira e perco demasiado tempo a "trabalhar para o boneco". Quero guardar os artigos mais importantes, que não quero esquecer como as capas que fazia com filmes, músicas, a minha cassete VHS do Rei Leão, Jurassic Park e Exterminador Implacável os jogos originais como o Fifa 97, Tomb Raider 2 e o Virtua Fighter, os jogos de tabuleiro como o "Turista Curioso" ou "Pictonary". Os cd's e as capas deito-as fora? Custaram uma pipa de massa na altura! Quero deixar aquilo limpo antes do meu tio vier de vez. Tenho perturbações como as dores de costas, a inalação da poeira, saio de lá com uma moca. Vou tentar fazendo aos poucos, mas gostava de resolver o assunto rapidamente. Será que devo pegar num saco e deitar tudo no lixo? Será que não é perigoso meter tanta pirataria no lixo? No outro dia estava para comprar uma trituradora mas custava 40€.
Não consigo colocar os artigos no OLX. Mais uma vez medo de um possível comprador ser da terra e tentar saber informações sobre mim, quase ninguém me conhece, não participo em qualquer evento social na localidade ou um possível encontro com um ex colega que veja o adulto patético que me tornei. Mas não acaba aqui, o embalamento, transportador, trocas de dinheiro, quais as soluções mais baratas, tudo me suscita dúvidas, só eu! Ainda me faltam centenas de cd's para colocar numa lista, acho que nunca a vou completar.
Doi-me tanto o ânus. Esperava que a dor passasse com o tempo, esperei pela consulta que tinha agendada para falar nesse assunto com o doutor. Ele disse-me que tinha uma hemorroida, não estava inflamada, nesse dia comecei o tratamento, comprimidos e tomada. A minha inabilidade começa por ter medo de colocar a pomada de forma incorreta, o olho de trás não vê, lol. Passado quase duas semanas sinto-me pior, agora até sangue deito! Devo ir às urgências? Esperar mais um bocado? Perguntar a alguma pessoa especializada se era normal? Tenho medo que me receitem supositórios, não faço a mínima ideia como administrá-los a mim próprio. Pergunto-me as causas, será que apanhei quando estive com a prostituta? Ou da água do oceano? Essa consulta foi uma desgraça, parecia que o médico estava com pressa de me despachar, viu que os exames estavam bem, nem me perguntou como estava depois de tomar a nova medicação. Queria que me receitasse umas vitaminas extras, mas acabei por desistir.
Com o volume de trabalho a aumentar, não consigo dar conta do recado, não sei como explicar ao meu chefe quando ele descobrir. Depois a pressão não funciona comigo, com tantas tarefas ao mesmo tempo acabo por bloquear e não sei como começar acabando por não fazer nada de jeito, depois tenho um colega que acha que não faço nada...enfim quem me dera ter outras alternativas, mas sei que não tenho melhor. Ninguém aguenta o que eu aguento!
Ultimamente tenho ido dar muitas voltas de mota para o meio do mato, conhecer o mapa de caminhos na região, incrível os atalhos que já encontrei, tenho pena de não ter descoberto tão cedo este passatempo. Gosto das árvores, do sossego, às vezes paro para respirar ar puro, tirar selfies, procurar monumentos pré-históricos como dólmens e orcas. Mas a minha memória é terrível, não me lembro da maioria dos caminhos que passei. Fico desconfortável durante esse tempo, em vez relaxar, parece que alguém me persegue para sair dali, uma sensação estranha que não consigo explicar.
Não soube mais nada da "namorada arranjada" do post anterior, o meu pai não deve ter tido sucesso, mas não lhe consigo perguntar apesar de estar curioso.
Dou de comer a um gato que aparece lá no quintal. Mas ele é tão esquivo, mal me vê foge logo. Dou-lhe belos restos de carne e de peixe, tento chamá-lo mas em vão. Queria-lhe dar uma festa, mas não consigo ganhar a sua confiança, farta-se de bufar, no outro dia até me deu uma patada deixando-me com arranhões. Outro humano teria mais sorte?
sábado, 14 de setembro de 2019
Namorada Arranjada;Nudismo; Antidepressivos
Mais um aniversário, estou a ficar velho...
O meu pai disse que conversou com um homem que queria saber tudo sobre mim. Se era solteiro, se tinha casa, emprego, etc. Veio-me contar e suspeitava que tivesse feito esse interrogatório por causa de uma mulher que se encontra solteira sendo ela da minha idade. Meteu a carroça à frente dos bois, falou logo em filhos, conversas embaraçosas, tipo se o meu pénis funcionava, que a mãe dela estava desesperada por netos, um casamento arranjado, lol . Perguntou-me se podia dar o meu número. Por mim tudo bem, duvidando alguma vez que ela me ligue mas entrei logo em pânico. O meu mundo de solidão estava em perigo e determinadas atividades de lazer não podem ser feitas acompanhadas. Depois como seria conversar com os pais e restantes familiares? Quando soubessem do meu curto salário? Não lhe poderia dar uma boa vida. E os amigos? Ela deve ter redes sociais, amizades e eu sou um 0. Mas se surgir oportunidade tenho que ser sincero e dizer o que sou, que a deve afastar imediatamente. Ou será uma pessoa como eu, envergonhada que esteja à espera de alguém como ela(vai sonhando)? Sou uma pessoa sem qualquer capacidade, nunca iria ter competência para gerar e criar uma família? Porque não tenho confiança em mim? Porque não mudo de atitude e começo-me a portar como homem e deixar o meu mundo de fantasia de vez? Coloco estas perguntas demasiadas vezes a mim mesmo às quais não sei responder.
Passado 3 anos voltei a ir à praia. Aproveitei um dia de bom tempo em inicio de Setembro, uma fase menos concorrida em que o período de férias já terminou para a maioria do pessoal. Fui visitar uma praia que nunca tinha ido. De manhã, andei por lá de um lado para o outro para conhecer o local. Procurei um restaurante para almoçar, estava a ver a minha localização no maps google, foi então que reparei que havia uma praia de naturistas perto. Fiquei curioso e decidi ir a pé, uma caminhada agradável pela costa que durou alguns km's. Esqueci-me de comprar água e naquele sitio não havia bares, fiquei totalmente desidratado e claro a dor de cabeça começou mas resolvi logo tomar medicação, não ia cometer o mesmo erro de Lisboa. Praias praticamente desertas, uma paraíso para quem não gosta de confusão. Cheguei ao local, pouca gente, maioria homens com os seus enormes pénis, sempre tive trauma de o ter pequeno. Encontrei um local onde não estava ninguém e resolvi tirar os calções, fazendo nudismo, ir à água todo nu, sentir liberdade. Esqueci-me rapidamente da vergonha e nem liguei aos pequenos grupos de mulheres/homens que passavam (uns 5 ou 6 no máximo), fiquei espantado comigo mesmo.
Comecei a tomar os antidepressivos, até agora não senti grandes diferenças, confesso que esperava maior melhoria de humor. Nem sei o que diga ao médico. Um dos efeitos secundários que me provocou foi retardar a ejaculação. Aproveitei esse facto para ir novamente ter com a gaja da última vez. Mais tranquilo, sabia onde era o local, como era ela, já me conhecia. Desta vez consegui prolongar um bocado mais, em vez dos habituais 30 segundos. O meu pénis perdeu muita sensibilidade, o prazer é pouco, aliás desde que fiz a circuncisão que está assim e piorando com o tempo, pensei que melhorasse mas funcionou ao contrário. Não sei se o farei mais vezes.
O meu pai disse que conversou com um homem que queria saber tudo sobre mim. Se era solteiro, se tinha casa, emprego, etc. Veio-me contar e suspeitava que tivesse feito esse interrogatório por causa de uma mulher que se encontra solteira sendo ela da minha idade. Meteu a carroça à frente dos bois, falou logo em filhos, conversas embaraçosas, tipo se o meu pénis funcionava, que a mãe dela estava desesperada por netos, um casamento arranjado, lol . Perguntou-me se podia dar o meu número. Por mim tudo bem, duvidando alguma vez que ela me ligue mas entrei logo em pânico. O meu mundo de solidão estava em perigo e determinadas atividades de lazer não podem ser feitas acompanhadas. Depois como seria conversar com os pais e restantes familiares? Quando soubessem do meu curto salário? Não lhe poderia dar uma boa vida. E os amigos? Ela deve ter redes sociais, amizades e eu sou um 0. Mas se surgir oportunidade tenho que ser sincero e dizer o que sou, que a deve afastar imediatamente. Ou será uma pessoa como eu, envergonhada que esteja à espera de alguém como ela(vai sonhando)? Sou uma pessoa sem qualquer capacidade, nunca iria ter competência para gerar e criar uma família? Porque não tenho confiança em mim? Porque não mudo de atitude e começo-me a portar como homem e deixar o meu mundo de fantasia de vez? Coloco estas perguntas demasiadas vezes a mim mesmo às quais não sei responder.
Passado 3 anos voltei a ir à praia. Aproveitei um dia de bom tempo em inicio de Setembro, uma fase menos concorrida em que o período de férias já terminou para a maioria do pessoal. Fui visitar uma praia que nunca tinha ido. De manhã, andei por lá de um lado para o outro para conhecer o local. Procurei um restaurante para almoçar, estava a ver a minha localização no maps google, foi então que reparei que havia uma praia de naturistas perto. Fiquei curioso e decidi ir a pé, uma caminhada agradável pela costa que durou alguns km's. Esqueci-me de comprar água e naquele sitio não havia bares, fiquei totalmente desidratado e claro a dor de cabeça começou mas resolvi logo tomar medicação, não ia cometer o mesmo erro de Lisboa. Praias praticamente desertas, uma paraíso para quem não gosta de confusão. Cheguei ao local, pouca gente, maioria homens com os seus enormes pénis, sempre tive trauma de o ter pequeno. Encontrei um local onde não estava ninguém e resolvi tirar os calções, fazendo nudismo, ir à água todo nu, sentir liberdade. Esqueci-me rapidamente da vergonha e nem liguei aos pequenos grupos de mulheres/homens que passavam (uns 5 ou 6 no máximo), fiquei espantado comigo mesmo.
Comecei a tomar os antidepressivos, até agora não senti grandes diferenças, confesso que esperava maior melhoria de humor. Nem sei o que diga ao médico. Um dos efeitos secundários que me provocou foi retardar a ejaculação. Aproveitei esse facto para ir novamente ter com a gaja da última vez. Mais tranquilo, sabia onde era o local, como era ela, já me conhecia. Desta vez consegui prolongar um bocado mais, em vez dos habituais 30 segundos. O meu pénis perdeu muita sensibilidade, o prazer é pouco, aliás desde que fiz a circuncisão que está assim e piorando com o tempo, pensei que melhorasse mas funcionou ao contrário. Não sei se o farei mais vezes.
O trabalho está um caos como esperado, tudo acumulado, ninguém o faz por mim, até hoje ainda não recuperei o tempo perdido, faz me questionar se vale a pena tirar 1 semana novamente. O meu colega não me respeita, ganha o dobro que eu e não faz metade, não me sinto motivado. Se tivesse coragem para pedir um aumento provavelmente era bem sucedido.
Para o ano queria tirar uma semana e ir para longe, "subir o nível de dificuldade", ir para um alojamento perto do oceano. Mas é complicado, agendar é um problema...e se estiver mau tempo? Não aproveitaria nada! Tantos problemas que a minha mente coloca.
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