No outro dia fui "obrigado" a ir a um churrasco, convívios que tanto detesto. Demorei-me no escritório de propósito só para lá estar o menos tempo possível. Cheguei ao local tarde, já todos estavam na mesa, preparados para comer as carnes grelhadas, fiquei espantado com a quantidade elevada de pessoas, contava que estivesse lá menos gente. Fiquei automaticamente bloqueado, não tive coragem para ir cumprimentar um a um, apenas disse boa tarde (deve ter dado mau aspecto) e sentei-me logo no lugar vazio acima da mesa. Não consegui falar nada enquanto decorria o jantar, a tristeza ia aumentando, no final fugi rapidamente, procurei refugio com as crianças que andavam a ver vídeos no tablet. Porque não consigo abrir a boca? Quem me impede de falar? Criar relações? Pareço um deficiente! Adoro aquele comer, mas fiquei com a fome porque tinha vergonha de me servir. Chegado a casa deprimido reflecti no assunto, porque não consigo ser uma pessoa normal?
Nesse churrasco havia uma pessoa com uma doença ruim, deu-me pena, não conseguia comunicar. Devia olhar para ela? Ignorá-la, no sentido em que fizesse dela uma pessoa normal? A timidez faz com que não saiba lidar com essas pessoas, será que fiz alguma coisa de errado? Não quero magoar ninguém por causa desta minha personalidade!
Cada vez que vejo o meu pai ele insiste em perguntar se tenho namorada ou se tenho alguém em vista. Fico embaraçado, não sei o que dizer, começa a dizer que já estou a ficar velho. Perguntou-me se o meu tio já tinha feito um serviço, eu já o tinha feito, mas fui incapaz de dizer que o tinha realizado e menti a dizer que foi ele, nem para me elogiar sou bom. Lá pelos outros não acreditarem que consiga, não quer dizer que assuma ser verdade, tenho que mudar esta mentalidade. Sinto que as pessoas sozinhas nesta minha faixa etária também são descriminados como os gays ou ciganos. As pessoas devem ter liberdade para serem felizes!
Até parece que o meu tio leu o meu último post, pois esta semana esteve muito mais tranquilo. Invejo a sua força de vontade e da mulher, estão sempre atarefados, a procurar melhorias. A minha preguiça é devido à minha personalidade? Quando não estou a trabalhar estou na cama até ao 12:00 e nem me apetece sair de lá. Saíram e a casa ficou sem vida.
Tocou a campainha, por acaso desci nessa altura para beber água, estava um familiar a cozinhar, disse para ir atender mas não tive coragem,
deixou o arroz no lume e teve que lá ir. Ficou espantada pela minha
atitude. Estava com medo que encontrasse alguém conhecido do passado e
seria incapaz de desenvolver uma conversa.
Porque tenho tanta dificuldade em acreditar naquilo que leio? Parece que o meu cérebro se recusa a acreditar que é verdade e tão fácil.
Medo de falar assuntos importantes com os mais chegados, não ter coragem para falar com familiares com medo de possíveis represálias.
Começou novamente a época de futebol, não queria passar tanto tempo a ver jogos. Já nem ligo muito ao meu clube, nem ao futebol português, mas gosto principalmente de ver os portugueses no estrangeiro em acção, como o Ronaldo na Juventus, o Bernardo Silva no Manchester City ou os portugueses do Wolves. Tenho que deixar de perder tempo com futebol e tentar fazer coisas mais importantes.
Vou deixar este Verão em claro? Tenho que arranjar um programa para sair da monotonia!
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
domingo, 12 de agosto de 2018
Tio Insuportável
O discurso dele é sempre atacante, parece que está a ralhar com uma criança, não gosta de ser contrariado, pensa ter sempre razão em tudo no que diz, detesto-o, torna-se insuportável. Enerva-se e começa aos gritos, só ele é que tem direito? Não é só comigo, é com todos os familiares mais chegados, claro que para fora dá uma imagem completamente diferente daquilo que é. Se exibisse esse feitio como em casa, iria ter problemas, nem todos são mansos como eu. Estou farto, guardo tudo para dentro e a minha cabeça quer explodir de tanta raiva. Quanto mais velho mais resmungão fica, ou será que é de estar cada vez mais deprimido que sinto essa sensação? Antigamente nem ligava muito ao que dizia, ao contrário de agora. Tenho medo de falar com ele, penso sempre nele de noite com receio do que vai dizer no dia a seguir, medo que um dia me passe e acabe para sempre a relação que tenho com ele, para tristeza de outros familiares. Acho que prefiro morrer ao ter que o ouvir. Tento evitar o máximo de convívio, fugindo para sítios onde ele não está, no entanto às refeições não o consigo fazer. Faz escândalos por assuntos insignificantes, até me benzo. Nestas alturas, fico lixado por não ter ninguém com quem sair e desabafar. Não faz a mínima ideia daquilo que penso, tem uma opinião negativa minha, mas nem imagina o quão negativa tenho dele. Não sei como responder sem gerar conflitos, visto não aceitar a minha opinião. Como se cria uma relação com uma pessoa que não gosta de ser contrariada? Se lhe responder ainda vai ficar mais bruto, tenho que aguentar até ele ir embora para o estrangeiro, mas não está fácil. Quando era criança, com o meu pai afastado era a minha referência, mas sempre me afastou quando andava com a filha ou a fazer os seus pequenos biscates, não me esqueço de quanto sofri mesmo quando era novo por causa dele. Devia tentar transmitir como me sinto, podia ser que ele tivesse mais calma, mas como não sei falar torna-se complicado. Como vai ser num dia quando ele voltar de vez(que estará para breve)? Só de pensar deixa-me angustiado. Um exemplo: Um familiares fizeram um serviço em que precisavam o máximo-de-mão-obra possível, no entanto nem sequer estava a par do mesmo, ia ajudar na boa se me pedissem em condições. Mandou logo uma boca a dizer que não era mais que a minha obrigação ajudar, naquele seu estado raivoso dele, que um dia se precisasse ninguém me ajudava. Antes morto do que pedir algum favor a ele! Para soltar a fúria da minha mente imagino agredi-lo, gritar com ele, mas não resulta, só fico mais transtornado. Sou um cobardolas por não o conseguir enfrentar! Continuo a deixá-lo interferir em assuntos que devia dizer "não tens nada a ver com isso, quem decide sou eu". Não sei como a mulher o atura, merecia uma estátua!
domingo, 5 de agosto de 2018
Prisioneiro, Vaga Calor
Estes últimos dias têm sido terríveis, um prisioneiro na minha própria casa, não tenho liberdade para fazer nada. Sinto-me atacado cada vez que ele fala e faz as suas criticas, chama-me incapaz que não sirvo para nada, o que me dói é que ele tem razão, mas não percebe a minha personalidade, não sabe que aquelas palavras me deixam tão mal e sem confiança. Fala com outros a revelar a minha inabilidade, não se cansa de repetir o mesmo discurso. Não sou capaz de lhe fazer frente, explicar-lhe...anseio pelo dia que vá embora.
Esta vaga de calor tem sido impossível aguentar, tinha que calhar logo nesta altura, em que nem posso estar à vontade no r/c ou quintal. Ainda pensei ir o fim-de-semana para um sitio ao pé da praia, procurar um alojamento para dormir duas noites, pela primeira vez na vida pernoitar fora de casa, para variar não dei o passo que faltava. O que diriam? Mal, com certeza. Porque dou tanta importância à opinião deles? Já não aguentava este ambiente, tinha que sair de casa, fui dar uma volta de mota pelas terriolas á volta, parei num café (para mim é impossível parar num café da minha vila com medo que alguém me reconhecesse), estive lá um bocado, mais uma vez me senti deslocado a observar as outras pessoas a relacionarem-se. Que pessoa normal faria uma coisa destas? Não voltei a falar com aquela colega simpática, entretanto foi deslocada para outro projecto e nunca mais foi ao escritório onde trabalho.
O que me falta para dar o clique? Não preciso falar muito para fazer coisas. O certo que não as sei fazer nem sequer mandar.
Estou neste momento a receber visitas de uns familiares que estão no estrangeiro, eu em sequer consigo descer para cumprimentá-los. Tenho tanta fome, dói-me a cabeça. Já estão à meia hora a dizer que se vão embora e nunca mais vão.
Quero ir embora daqui, deixar tudo para trás, esquecer esta vida, encontrar uma nova… para quê? Ia levar comigo esta minha maldita personalidade, não consigo fugir dela. Ter ambição, arranjar família, filhos, uma casa minha. Um dia se não arranjar mulher, pensar em adoptar uma criança? Não me sinto responsável o suficiente. Teoricamente vivo num "paraíso", vilas pequenas sem grande transito, vive-se confortável é o sitio ideal que recomendaria a uma pessoa para viver, não sei a sorte que tenho.
A minha mãe continua mal, no outro dia caiu da cama, chocou-me imenso vê-la no chão chamando o meu nome de forma débil, mal a consegui levantar por causa do peso excessivo e pela minha fraqueza. Passei um dia todo nas urgências, saturante e no final não tenho a certeza se a diagnosticaram bem, pois passado uns dias as melhoras são poucas. É isto que me espera no futuro? Estou preocupado que isto interfira com o meu trabalho...
Esta vaga de calor tem sido impossível aguentar, tinha que calhar logo nesta altura, em que nem posso estar à vontade no r/c ou quintal. Ainda pensei ir o fim-de-semana para um sitio ao pé da praia, procurar um alojamento para dormir duas noites, pela primeira vez na vida pernoitar fora de casa, para variar não dei o passo que faltava. O que diriam? Mal, com certeza. Porque dou tanta importância à opinião deles? Já não aguentava este ambiente, tinha que sair de casa, fui dar uma volta de mota pelas terriolas á volta, parei num café (para mim é impossível parar num café da minha vila com medo que alguém me reconhecesse), estive lá um bocado, mais uma vez me senti deslocado a observar as outras pessoas a relacionarem-se. Que pessoa normal faria uma coisa destas? Não voltei a falar com aquela colega simpática, entretanto foi deslocada para outro projecto e nunca mais foi ao escritório onde trabalho.
O que me falta para dar o clique? Não preciso falar muito para fazer coisas. O certo que não as sei fazer nem sequer mandar.
Estou neste momento a receber visitas de uns familiares que estão no estrangeiro, eu em sequer consigo descer para cumprimentá-los. Tenho tanta fome, dói-me a cabeça. Já estão à meia hora a dizer que se vão embora e nunca mais vão.
Quero ir embora daqui, deixar tudo para trás, esquecer esta vida, encontrar uma nova… para quê? Ia levar comigo esta minha maldita personalidade, não consigo fugir dela. Ter ambição, arranjar família, filhos, uma casa minha. Um dia se não arranjar mulher, pensar em adoptar uma criança? Não me sinto responsável o suficiente. Teoricamente vivo num "paraíso", vilas pequenas sem grande transito, vive-se confortável é o sitio ideal que recomendaria a uma pessoa para viver, não sei a sorte que tenho.
A minha mãe continua mal, no outro dia caiu da cama, chocou-me imenso vê-la no chão chamando o meu nome de forma débil, mal a consegui levantar por causa do peso excessivo e pela minha fraqueza. Passei um dia todo nas urgências, saturante e no final não tenho a certeza se a diagnosticaram bem, pois passado uns dias as melhoras são poucas. É isto que me espera no futuro? Estou preocupado que isto interfira com o meu trabalho...
sábado, 28 de julho de 2018
Recaída Mãe
Esta semana está a ser muito complicada, depois de muito tempo em que a minha mãe tem estado estável, com aparente melhoria, fazendo coisas que jamais pensei que voltaria a fazer, a melhor fase desde o inicio da doença, teve uma recaída que a deixou sem forças. Uma tosse esquisita, não tem apetite, praticamente não come nada, dificuldade em respirar e falar, dores musculares intensas, não se consegue mover sem ajuda, chegou a estar paralisada, não consegue controlar a urina, noites em claro que a deixou exausta. Esta noite fiz directa à espera que ela acordasse, mas felizmente dormiu várias horas seguidas, até fiquei assustado de ter sido tanto tempo. Depois de muito insistir levei-a às urgências, ela tem medo de ficar internada no hospital(é muito parecida comigo, herdei os problemas psicológicos dela) e teve que ser um familiar com um discurso mais duro a persuadi-la a procurar ajuda médica. O médico que atendeu foi ver o processo dela, doeu-me ouvi-lo dizer que não havia muito a fazer, dizendo por outras palavras para estar preparado para o pior, nem percebi o discurso dele à primeira, insisti e fiz figura de burro. No fundo sempre acreditei que havia esperança que um dia se curasse. No inicio ela já andava a queixar-se, mas o médico de família não a mandou fazer exames, disse que não havia necessidade. Um diagnostico mais precoce podia ter resolvido! Ela era seguida no IPO, (incompetentes de merda, como não lhes ocorreu que poderia suceder metástase, nunca lhe fizeram exames a nada, apenas no sitio do primeiro tumor… não pensaram nessa situação que acontece muitas vezes? Sou um atado, devia ter feito barulho, a minha mãe se fosse mais perspicaz também se podia ter questionado, sinto-me culpado por não ter pedido mais detalhes, esta personalidade pode tê-la conduzido à... Sinto um peso considerável alto, mais que o normal. Estou paranoico, sempre em alerta, tenho medo que caia, já apanhei vários sustos, que eram apenas gritos saídos da televisão.
A minha mãe é como eu, liga mais a assuntos pouco importantes do que ao mais importante, no caso dela o cancro. Devia estar organizada, com um dossier com os medicamentos que toma, com roupa preparada, é sempre uma confusão quando acontece alguma coisa.
Não é fácil viver com uma mulher doente e uma pessoa idosa, chego a casa e encontro um cheiro a urina e uma série de lamentações.
Este fim-de-semana ando a fazer uma limpeza a casa, demasiada grande, muitas divisões, sinto-me esgotado como um velho.
Oiço demasiado barulho, o pessoal a ir para uma festa provavelmente a ocorrer aqui perto e eu sem saber de nada, que se passará? Ou é apenas gente a aproveitar uma noite agradável de verão para passear?
A minha mãe é como eu, liga mais a assuntos pouco importantes do que ao mais importante, no caso dela o cancro. Devia estar organizada, com um dossier com os medicamentos que toma, com roupa preparada, é sempre uma confusão quando acontece alguma coisa.
Não é fácil viver com uma mulher doente e uma pessoa idosa, chego a casa e encontro um cheiro a urina e uma série de lamentações.
Este fim-de-semana ando a fazer uma limpeza a casa, demasiada grande, muitas divisões, sinto-me esgotado como um velho.
Oiço demasiado barulho, o pessoal a ir para uma festa provavelmente a ocorrer aqui perto e eu sem saber de nada, que se passará? Ou é apenas gente a aproveitar uma noite agradável de verão para passear?
domingo, 22 de julho de 2018
Demência, Verão, Enganado?
Estou a ficar com medo de ficar demente, comporto-me de uma maneira incomum, em certas situações parece que o meu cérebro fica paralisado, por exemplo estou a ver um filme e de repente vem me ao pensamento que não vou compreender os diálogos, tenho medo que isso se propaga principalmente ao trabalho.
No verão as coisas tornam-se mais complicadas, por causa do aumento das festas, festivais e outros eventos. No outro dia ouvi um anuncio de um evento que ia decorrer numa discoteca local, nesses momentos fico deprimido, a pensar no que estou a perder por causa desta timidez excessiva.
Vou voltar a ser prisioneiro em minha casa, já conto os dias para irem embora e nem sequer chegaram! Quero que não me critiquem, ando com paranoia por causa de limpeza do quintal e da casa, qualquer erva daninha por mais pequena que seja faz-me confusão. Eles arranjam sempre uma maneira de falar mal, estou com tanto medo, fico com uma raiva, apetece-me explodir, consigo controlar o que me deixa com uma fúria ainda maior. Não me apetece fazer nada, nos domingos com o calor ainda e dar uma volta de mota, passear ir para pequenas aldeias que não costumo visitar, a inércia parece cada vez maior.
Ela cortou a carne à minha primita, tal como fazia quando eu era criança, ela não vê que com estas atitudes atrasa o crescimento? Muitos exemplos destes podem ser dados, ela pensa que está a ajudar, mas é o inverso.
O meu patrão está cada vez mais exigente, ultimamente anda a comportar-se de uma maneira estranha, a gritar com todos, chamando-nos de incompetentes. A paranoia de ser despedido voltou, ainda por cima antes da chegada dos meus familiares, o que faria se estivesse desempregado?
A minha comunicação com pessoas é terrível, ultimamente fui obrigado a interagir e saí-me mal mais uma vez, com a sensação que me passaram a perna por causa desta minha personalidade. Tinha que levar o carro à inspeção, fui a uma estação de serviço lavar o motor, quando acabam vejo que tinha saído uma peça e nem me chamaram a atenção. Reparo e perguntei-lhe de onde era aquilo (infelizmente não percebo nada como em muitas áreas). Disseram que era do capot, mas que já estava assim antes, para ir a um sucateiro...tenho a certeza que foi da lavagem, mas não reclamei, calei-me e fui embora triste por não ter enfrentado e dito o que pensava. O carro chumbou na inspeção, tive que recorrer ao mecânico, mais uma vez fiquei com dúvidas se não fez alguma trafulhice para pagar o que não era necessário. No dentista uma restauração correu mal e passado um mês tive que fazer outra ao mesmo dente, paguei novamente quando devia ter reclamado.
Os fins-de-semana demoram a passar, (se dissesse isto à uns anos chamava-me louco). Costumo ir para o quintal apanhar sol, ler um livro, escrever, jogar no smartphone, brincar com o cão emprestado... mas estou sempre com este sentimento de culpa, devia estar a fazer outra atividade, visitar lugares, conhecer novas pessoas,etc. Em breve vou fazer 35 anos, queria que este fosse o momento para passar para o próximo nível, esta idade é terrível pois é a transição de "novo" para "velho".
No verão as coisas tornam-se mais complicadas, por causa do aumento das festas, festivais e outros eventos. No outro dia ouvi um anuncio de um evento que ia decorrer numa discoteca local, nesses momentos fico deprimido, a pensar no que estou a perder por causa desta timidez excessiva.
Vou voltar a ser prisioneiro em minha casa, já conto os dias para irem embora e nem sequer chegaram! Quero que não me critiquem, ando com paranoia por causa de limpeza do quintal e da casa, qualquer erva daninha por mais pequena que seja faz-me confusão. Eles arranjam sempre uma maneira de falar mal, estou com tanto medo, fico com uma raiva, apetece-me explodir, consigo controlar o que me deixa com uma fúria ainda maior. Não me apetece fazer nada, nos domingos com o calor ainda e dar uma volta de mota, passear ir para pequenas aldeias que não costumo visitar, a inércia parece cada vez maior.
Ela cortou a carne à minha primita, tal como fazia quando eu era criança, ela não vê que com estas atitudes atrasa o crescimento? Muitos exemplos destes podem ser dados, ela pensa que está a ajudar, mas é o inverso.
O meu patrão está cada vez mais exigente, ultimamente anda a comportar-se de uma maneira estranha, a gritar com todos, chamando-nos de incompetentes. A paranoia de ser despedido voltou, ainda por cima antes da chegada dos meus familiares, o que faria se estivesse desempregado?
A minha comunicação com pessoas é terrível, ultimamente fui obrigado a interagir e saí-me mal mais uma vez, com a sensação que me passaram a perna por causa desta minha personalidade. Tinha que levar o carro à inspeção, fui a uma estação de serviço lavar o motor, quando acabam vejo que tinha saído uma peça e nem me chamaram a atenção. Reparo e perguntei-lhe de onde era aquilo (infelizmente não percebo nada como em muitas áreas). Disseram que era do capot, mas que já estava assim antes, para ir a um sucateiro...tenho a certeza que foi da lavagem, mas não reclamei, calei-me e fui embora triste por não ter enfrentado e dito o que pensava. O carro chumbou na inspeção, tive que recorrer ao mecânico, mais uma vez fiquei com dúvidas se não fez alguma trafulhice para pagar o que não era necessário. No dentista uma restauração correu mal e passado um mês tive que fazer outra ao mesmo dente, paguei novamente quando devia ter reclamado.
Os fins-de-semana demoram a passar, (se dissesse isto à uns anos chamava-me louco). Costumo ir para o quintal apanhar sol, ler um livro, escrever, jogar no smartphone, brincar com o cão emprestado... mas estou sempre com este sentimento de culpa, devia estar a fazer outra atividade, visitar lugares, conhecer novas pessoas,etc. Em breve vou fazer 35 anos, queria que este fosse o momento para passar para o próximo nível, esta idade é terrível pois é a transição de "novo" para "velho".
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Vida Paralela; Zombie; Doença Mãe
Tenho trabalhado até mais tarde, sinto-me cansado, mas é o único sitio onde posso dizer que sou o mais próximo de uma pessoa normal. Demasiadas vezes perco-me em pensamentos, pego em frases ditas por colegas que me fazem voar na imaginação conjeturando cenários irrealistas. Continuo constantemente com esta vida paralela, personagens que crio, diálogos onde as pessoas respondem exatamente aquilo que quero ouvir, imagino um eu num mundo onde os meus principais defeitos são virtudes….um gajo social e feliz. Sei que devo desligar-me de vez, mas é mais forte do que eu, não consigo, a minha vida ficaria secante. Tanta coisa importante que devia ligar… mas é o mesmo de sempre, este medo irracional toma conta de mim e não me faz crescer. Às vezes estou rodeado de gente, mas é como se estivesse sozinho, só curtos diálogos, eles devem ter uma opinião horrível a meu respeito. Li que a solidão faz tão mal como fumar 15 cigarros por dia, acho que faz pior!
Chego a casa, ando de divisão em divisão feito zombie, a tentar perceber o que ando aqui a fazer, nada de positivo. Quando estou assim não me apetece fazer nada, nem ver televisão, nem ligar o computador. Fui ao quintal com o objetivo de limpar as ervas daninhas, passado 10 minutos já estava esgotado, do outro lado o cão sempre a ladrar que me faz irritar e aumentar a ansiedade. Depois até medo de despejar o lixo no contentor tenho, medo de encontrar alguém na rua, sinto-me um prisioneiro. Quero agradar a um familiar, mas ele vai sempre arranjar uma maneira de me criticar. O médico receitou-me um medicamento chamado triticum, para não acordar tantas vezes de noite, mas o efeito em mim é inexistente. Ultimamente nem tenho vontade de masturbar, no entanto de noite acordo sempre com o pénis erecto, o que é muito incomodo quando tenho vontade de urinar.
Chego a casa, ando de divisão em divisão feito zombie, a tentar perceber o que ando aqui a fazer, nada de positivo. Quando estou assim não me apetece fazer nada, nem ver televisão, nem ligar o computador. Fui ao quintal com o objetivo de limpar as ervas daninhas, passado 10 minutos já estava esgotado, do outro lado o cão sempre a ladrar que me faz irritar e aumentar a ansiedade. Depois até medo de despejar o lixo no contentor tenho, medo de encontrar alguém na rua, sinto-me um prisioneiro. Quero agradar a um familiar, mas ele vai sempre arranjar uma maneira de me criticar. O médico receitou-me um medicamento chamado triticum, para não acordar tantas vezes de noite, mas o efeito em mim é inexistente. Ultimamente nem tenho vontade de masturbar, no entanto de noite acordo sempre com o pénis erecto, o que é muito incomodo quando tenho vontade de urinar.
Notícia horrível que recebi, a doença da minha mãe está outra vez a alastrar. Foi um choque ouvir o médico quando nos informou, não estava nada à espera... depois de estar algum tempo estabilizada com o novo tratamento a resultar, agora parece que os tumores ganharam resistência. Ela tem melhorado a nível de humor, já ajuda mais em casa, conduz para lugares mais distantes, agora está de rastos..
Numa troca de mensagens com uma colega senti que podia ter arriscado mais, tentar perceber se existe alguma possibilidade de a conhecer melhor, mas mais uma vez não fui capaz de ultrapassar os meus limites. De qualquer maneira ela já deve saber a merda que sou.
terça-feira, 19 de junho de 2018
Timidez e os seus problemas
Problema principal… timidez... gera outros problemas como: falta de confiança, complexo de inferioridade, apatia, solidão, passividade, várias limitações, não expandir horizontes, não ter vida, medo de arriscar, culpa permanente, mente prisioneira, relações diminutas, burrice, falta de experiência, ansiedade, depressão, etc. Como gostava de passear, ir para um destino diferente, fugir à rotina, fazer programas variados. Vejo fotos e vlogs de pessoas na internet e suspiro de inveja por não conseguir ter uma atitude que mude a minha postura. Ainda ontem vi um vídeo no youtube de um homem que foi à Russia, ver o Portugal-Espanha, que me deixou fascinado, com vontade de lá estar ao vivo a disfrutar aquele ambiente, sentir aquela experiência, conviver com pessoal desconhecido, abraçarem-se nas comemorações.... deve ser tão bom ser assim…
Mesmo conhecendo meu patrão à quinze anos, tenho tantas dificuldades em fazer um simples pedido. Imagino situações estapafúrdias que me impeçam de fazer o que quero. Ouvir uma colega de trabalho a falar dos projetos criativos, a maneira fluída como fala, a capacidade de argumentação deixou-me espantado e em baixo por não conseguir fazer o mesmo. Várias situações ao longo do dia me deixam assim, sou patético.
Num dos raros encontros entre o meu pai e a minha mãe ele teve uma conversa com ela sobre a doença psíquica, a obsessão pelas compras. Falou muito bem, até me admirei da capacidade de diálogo, muito superior ao meu. Fiquei depois com medo da reação dela, apesar de estar consciente que mereceu tudo o que ouviu, não tem noção de quanto triste fico por esbanjar o dinheiro em coisas desnecessárias que nunca vai usar. Enquanto escrevia isto falou comigo para fazer um cartão de crédito para uma compra...entra por um ouvido sai por outro.
Mesmo conhecendo meu patrão à quinze anos, tenho tantas dificuldades em fazer um simples pedido. Imagino situações estapafúrdias que me impeçam de fazer o que quero. Ouvir uma colega de trabalho a falar dos projetos criativos, a maneira fluída como fala, a capacidade de argumentação deixou-me espantado e em baixo por não conseguir fazer o mesmo. Várias situações ao longo do dia me deixam assim, sou patético.
Num dos raros encontros entre o meu pai e a minha mãe ele teve uma conversa com ela sobre a doença psíquica, a obsessão pelas compras. Falou muito bem, até me admirei da capacidade de diálogo, muito superior ao meu. Fiquei depois com medo da reação dela, apesar de estar consciente que mereceu tudo o que ouviu, não tem noção de quanto triste fico por esbanjar o dinheiro em coisas desnecessárias que nunca vai usar. Enquanto escrevia isto falou comigo para fazer um cartão de crédito para uma compra...entra por um ouvido sai por outro.
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