quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nova Operadora/New Wave/TombRaider/Casa

Lá vou ter a necessidade de procurar *******, envergonho-me quando o faço, fico sem jeito perante as pessoas, pedi ajuda ao meu colega, mas ele não quer saber. Não fazem nada por mim!
Mudei de operador de comunicações. Não consegui esperar e mais uma vez por falta de paciência prejudiquei-me. Sabia que eles me iam ligar nos últimos dias a fazer uma boa proposta, mas tive medo de arriscar, com medo de ficar sem serviço e negociei com outro operador com condições inferiores.Tenho medo que o comercial me tenha enganado, pois ofereceu uma proposta que não existe nessa operadora, fui avisado por outros, mas não liguei pois tenho o contrato assinado e gravei uma conversa em que ele confirma todas as condições negociadas. Agora tenho medo de enfrentar uma guerra que não sei se vou conseguir batalhar por ela. Stressei demais por causa disto. Já escrevi a minha defesa, mesmo antes de saber se vou ter problemas, lol. Quando tenho um assunto desse tipo em mão não descanso enquanto não estiver preparado, procuro guardar tudo, mesmo o que não interessa.
Um dos novos canais que apanho com a nova operadora é a Globo. Estão a transmitir uma série antiga chamada "Malhação" ou "New Wave", esses episódios passaram em Portugal à mais de 12 anos. Era uma série que acompanhava, programava a gravação em cassetes VHS e via à noite quando chegasse da escola/trabalho. Dessa série gostei principalmente de uma temporada onde os personagens principais chamavam-se Leticia e Gustavo. Fui recordar essa historia de amor, no youtube uma utilizadora postou os vídeos e ao vê-los fiquei imediatamente nostálgico, com as lágrimas nos olhos, com saudades desse tempo. Incrível como passado tanto tempo ainda me lembro como se fosse hoje de algumas cenas, tinha uma capacidade de memorização maior que agora.
Quanto ao vicio dos jogos acabei o "Rise of the Tomb Raider". Tomb Raider foi um dos meus jogos preferidos que me acompanhou desde a minha adolescência, joguei a maioria deles e cheguei ao fim em vários. Depois vou ao youtube ver a prestação dos outros nesse jogo, para comparar a dificuldade que tiveram em comparação comigo. De vez em quando vejo alguns canais de youtubers, fico admirado com esta nova moda, muitos têm mais audiência que canais de televisão. Gosto principalmente de um youtuber chamado "Ricfazeres". Um homem que já deve ter uns 40 anos, que continua a jogar como fosse uma criança, bom humor, é divertido ver as reacções e ouvir os comentários dele.
No smartphone enervei-me por causa do jogo 8 ball pool e parti o touch screen... mais uma despesa. Sempre gostei de trivial pursuit, antigamente jogava muito num canal do mirc. Procurei na play store um jogo desse género e instalei um jogo chamado "Perguntados", um jogo de perguntas online. Sou praticamente imbatível, % de perguntas certas acima dos 80%, fico admirado com a minha cultura geral, infelizmente esse meu dom não me serve para nada na minha vida quotidiana.
A casa onde moro tem muitas divisões, apesar de não serem muito grandes, consigo diversificar a minha presença, o que é muito positivo, pois não me sinto sufocado. Umas vezes vou para a sala de cima, sala de baixa, cozinha antiga, cozinha nova, marquise, quarto, etc. Depois tem um quintal atrás da casa onde passo muito tempo no verão, é bom porque ninguém me vê, apenas 2 ou 3 vizinhas velhotas. Um dia quando sair de lá vou ter saudades, está para breve, no máximo 5 anos. Já começo a pensar como vai ser um pesadelo morar num apartamento no 2º andar. Só de pensar carregar as compras lá para cima, com o meu problema de coluna, ter o carro fora da garagem, as poucas divisões.... na verdade devia estar nesta fase da vida a procurar o meu próprio espaço, escolher o sitio onde viver, não andar em casa dos meus familiares.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Religião

Como a maioria dos portugueses sou católico. A verdade é que uma pessoa nem pode escolher, desde novo é obrigado a aderir ao cristianismo e a todos os seus eventos e cerimónias. Fui batizado aos dois meses, a partir do momento que comecei a escola primária ia um dia por semana à catequese e ia à missa aos domingos. Fiz a "primeira comunhão", "profissão de fé" e "crisma", aos 14 anos já tinha realizado todos as celebrações obrigatórias para ser padrinho ou para me casar(não sei se é mito). Desde essa idade raramente fui à igreja/capela a não ser a batizados, casamentos e funerais. Desde novo, sempre tive o habito de antes de me deitar rezar vários "Pai Nosso" e "Ave Maria", se não o fizer tenho medo que seja castigado. Normalmente faço as orações enquanto visto o pijama e preparo a roupa para o dia seguinte, mas ao mesmo tempo estou a pensar noutros assuntos que não têm nada a ver, tenho consciência que isto assim não é nada. Se tentar mesmo falar com Ele sinto-me um anormal, por falar nisso, cheguei ao ponto de apontar num papel a contagem das orações que fazia, que idiota que sou. Como ajudo pouco na solidariedade por causa da minha timidez, resolvi à uns anos fazer algumas doações a instituições, o facto é que coincidiu com a falta de pagamentos de salários da minha entidade patronal e considerei um sinal e deixei-o de fazer. Até aqui estou limitado por causa da minha personalidade, o medo de ser incapaz de gerar receitas futuras, tento guardar o mais que posso, porque um dia posso precisar. Nesta época onde as pessoas recordam os mortos, fiquei a pensar em certos rituais que praticamos, o facto de irmos ao cemitério, comprar flores e acender velas, será que sabemos mesmo o que estamos a fazer? A sensação que me dá é que fazem isso só para parecer bem na opinião das outras pessoas. O que pensar quando por exemplo estou ao pé da campa do meu avô? Devo-lhe pedir ajuda na minha vida terrestre? O meu pai é "Protestante", a religião sempre foi um fator de melhoria para a sua vida, "ter pensamentos positivos atrai o bem". Também já me levou a uma missa dessas, os padres(acho que é pastor que se designa) podem ter filhos, fiquei chocado com as pessoas a gritarem dos seus males, senti-me desconfortável, só me apetecia ir embora. Também me levou à conhecida IURD(nem percebi se tem alguma coisa a ver com protestantismo), achei que quem está na liderança só quer o dinheiro das pessoas e aproveitam-se da fé dos mais fracos, mas por outro lado se essas pessoas realmente acreditam que as pode ajudar até pode ser benéfico para elas. Sempre me considerei um católico não praticamente, um quase ateu. Mas acredito que exista algo superior, um Deus, que equilibra tudo. Às vezes parece que certas situações não são controladas por mim, algum ser superior coloca-me para baixo ou cima, é impossível combater, simplesmente não vale a pena. Acredito que sejamos recompensados pelo bem que fazemos na vida. Será que existe um paraíso e um inferno? Para onde vão as nossas almas quando morremos? Existe vida depois da morte? Será que os seres superiores andam entre nós? Quem nos comanda realmente? São questões que nunca perdi muito tempo a pensar nelas, pois sei que nunca saberei a resposta.  No outro dia li um livro que tinha esta expressão ou ago do género "Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados para as pessoas que mantêm a neutralidade em tempos de crise". Fiquei a pensar, eu que não tomo partido por nada, serei maior pecador que um assassino? Existem pessoas que vão muitas vezes à igreja, mas que na sua vida fazem mal às outras, para onde vão essas? As pessoas têm que buscar ajuda em algum lugar, quando as coisas estão a correr mal, têm que se agarrar a algo, quando parece que ninguém tem capacidade para ajudar, temos que recorrer ao divino, é importante ter fé e eu tenho que melhorar muito nesse aspeto.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Stressado, Aventura na Serra

Estou stressado, não tenho dormido nada por causa de alguns assuntos que tenho pendentes, para pessoas normais não lhes tiraria o sono mas para mim são um pesadelo enquanto não os resolver. Não consigo dormir mais que umas horas seguidas e os sonhos são em redor desses assuntos, sem qualquer tipo de lógica. Até tenho levantado antes do despertador tocar, tal a adrenalina que se apodera de mim. Tenho medo que por causa de alguma precipitação não efectue a melhor opção, como já tem acontecido, quero me livrar do assunto, por raio não consigo "esticar a corda" o máximo que posso?
O meu colega perguntou-me se estava tudo bem comigo. Diz que me estava a achar stressado, deve estar a gozar, será que não imagina pk estou assim?
Resolvi fazer mais uma "das minhas aventuras", desta vez o destino foi a Serra da Estrela e o objectivo visitar a Torre que é o ponto mais alto de Portugal continental. Só lá tinha ido uma vez, numa visita de estudo, quando ainda andava na escola primária, tinha uns 7 ou 8 anos. Claro que o ideal era visitá-la quando estivesse com neve, mas a confusão seria muita, preferi um dia de sol para conhecer o local. Parei para almoçar numa vila à entrada da serra e depois subi até à torre. Parei várias vezes ao longo da subida para apreciar a paisagem e tirar fotografias(+ uma obsessão que tenho). Quando passava pelos locais só me lembrava das transmissões da volta a Portugal em bicicleta. É um dos meus desportos preferidos que costumo acompanhar desde criança. Parecia que tinha alugado a serra, pouca gente se encontrava no local. Fui ao centro comercial só para conhecer, forreta como sou não pretendia comprar nada, mas o lojista insistiu tanto que não consegui dizer que não e levei uma recordação artesanal. Também me queria vender queijos e outros artigos da região, mas não levei nada, porque não estou habituado a comer aqueles tipo de enchidos. Estive lá uns 30 minutos e já estava farto, no topo estava frio, o vento era intenso, em contraste a temperatura do carro era elevada, assim que entrava os óculos ficavam embaciados tal a diferença térmica. Pensei em descer pelo outro lado da serra, mas teria que fazer muitos mais km's no regresso a casa, achei que era aventura a mais para um dia. Vi um jovem casal alemão a passear. Observei-os de longe, pareciam felizes, sempre na brincadeira, arrancaram de carro e foram por trilhos de terra para o meio da serra,  deu o mote para começar a pensar... como eu gostava de viajar para um sitio distante, com alguém que me amasse, parece que nunca vou ter esse tipo de aventura. Cheguei a casa e fui ver os sítios que visitei, numas dessas pesquisas descobri que o Vítor Gamito, um ex ciclista que sempre fui fã tem um canal do youtube onde coloca as corridas em que participa, apesar da idade continua a subir a Serra da Estrela, Pirineus, fazer provas BTT, adoro ver corridas no meio do mato (como gostava de fazer um programa desse género) e alia o desporto à tecnologia, sem dúvida uma pessoa a seguir. Estou a pensar ir à capital no meu próximo "programa", ir de comboio, viajar de metro, meios de transporte que que raramente usei.
Não disse nada à minha mãe da viagem, apenas disse que ia dar um passeio para não a preocupar, quando cheguei a casa estava a stressar, porque começou a imaginar que tinha ido ao médico, paranoias dela, tenho mesmo a quem sair.  Meteu na cabeça que queria comprar aquele casaco e como não a levei lá, resolveu ir sozinha, conduzir, coisa que não faz para coisas importantes.
Tenho que marcar uma consulta com o médico, gostava mesmo de fazer um check up, será que a minha falta de energia se deve só a factores psicológicos? Exames à cabeça, coluna, coração, análises ao sangue, o timming é perfeito pois neste momento posso tirar alguns dias.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Atitude Ex Colega/Empresa...

Um ex colega defendeu os seus direitos com uma atitude muito baixa. Não deve ter ficado de consciência pesada, fez aquilo que achou que era certo em seu proveito, devia aprender com ele. Fico de consciência pesada só por pensar em defender os meus direitos, não consigo me chatear quando são simpáticos para comigo. Quando estou sozinho fico com uma raiva por não conseguir fazer nada, mas é passageira, sei que se fizer alguma coisa de "extraordinária" ficarei arrependido. Estive a escrever as desvantagens e vantagens em relação a estar na empresa. As desvantagens são muitas, mas as vantagens são importantes. Mais uma vez não me pagaram, sei que o dinheiro faz falta para liquidar outras coisas, mas o resto do pessoal recebe e ainda reclama. Apesar de não receber da empresa, estou a conseguir mais rendimentos do que antigamente, mas é temporário, tenho que agir agora, mas como? Quem não sabe fazer nada não pode ser muito exigente.
Bastou um telefonema à hora errada para estragar o momento que tinha planeado à dias, fiquei tão fulo, não tirei mais aquele assunto do pensamento, não consegui ficar concentrado na atividade que estava a fazer. Mais uma vez fiquei desiludido comigo mesmo por não conseguir resolver o problema, por ficar atrapalhado ao tentar explicar o sucedido. Apetece-me faltar, mas desta vez sem aviso, será que percebiam que estou descontente? Por outro lado tenho medo que me afastem de vez, infelizmente isto é a única coisa que tenho. Tentar novos desafios, colocar-me-iam em dificuldades, só de pensar nas possíveis consequências deixa-me deprimido.
Preciso de calçado/casaco, o que uso já tem uns anos, os últimos que comprei foram tão baratos que me fazem doer os pés. Fui com a minha mãe comprar uns, ela disse que me pagava. Não tenho paciência nenhuma para comprar, procuro, fico sempre na dúvida em qual escolher e acabo por desistir. O calçado é um só exemplo, acontece com tudo. Estou a renegociar o meu contrato com a operadora de comunicações e tenho várias propostas, mas não consigo decidir qual a melhor por muita análise que faça, estou com dificuldade em dizer não aos comerciais. Agora que a minha mãe recebe reforma, já posso juntar mais dinheiro para as minhas poupanças. És um forreta, diz ela!
Detesto ficar com tonturas e dores de cabeça, não me apetece fazer nada, nem me divertir à minha maneira. As dores de costas estão-me a incomodar bastante, leio tanta coisa na net de como aliviar a dor, mas não consigo fazer nada que me ajude a superar. Sei que a minha postura não é a mais correta, mas não a retifico. Porque me "castigam" desta forma?

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vindimas/Atitude Péssima Pai

Durante um telefonema com o meu pai, ele disse-me que ia fazer a vindima no fim-de-semana. Nem pensei, ofereci-me logo para ajudar, era uma oportunidade de aproveitar para fazer algo de diferente, de agradar ao meu pai, pois poucas vezes estou com ele e principalmente com os seus(meus) familiares. Tenho fraca conexão com eles, era uma oportunidade rara para conviver. Ele normalmente faz a vindima nos dias de semana, por isso aos anos que já não o ajudava. Sabia que provavelmente ia ter consequências para os meus músculos, pouco habituado a fazer exercício, mas sabia que a forte dor de cabeça era inevitável (não sei porquê quando vou fazer estes trabalhos fico com dor de cabeça insuportável, nunca contei isto a ninguém). Preparei-me: levei chapéu, água (fico facilmente desidratado), fato-de-treino comprido (apesar do calor não queria arranhões ou outras feridas), luvas e a tesoura da "poda". Quando cheguei ao local, já tinham arrancado, lá fui para o meio do mato com duvidas no caminho, com algum receio dos cães (naquela zona andam soltos). Ele é dono de várias pequenas propriedades, terras de pouco valor, os terrenos são aos altos e baixos, deve ter uns 30 "andares", imaginar carregar as uvas lá de baixo cá para cima! Apesar das "belgas" serem pequenas, andei lá perdido e com alguma dificuldade a encontrar as passagens em pedra para descer/subir, muitas delas perigosas. A produção foi pouca, acabámos mais cedo que o previsto, logo o cansaço não fui muito elevado.
A última semana até estive com humor aceitável, mas tudo foi abaixo nesse dia e até agora estou triste tudo por causa da personalidade do meu pai. Ele é muito nervoso e stressa demasiado, sempre a reclamar, aos berros. Ele é que é bom, progressista, até me enjoa esses discursos idiotas e sem noção. Mandou  bocas que não gostei, sempre a humilhar-me perante os outros, por não ter prática a fazer estes trabalhos, tive que me conter para não lhe responder e gerar conflitos, mais uma vez a minha atitude passiva prevaleceu. Apetecia-me ir embora dali! Não é assim que funciona a comunicação entre as pessoas, sei que é meu pai mas devia ter respeito, até porque o que ele não ajudou na minha vida não lhe dá direito de falar assim comigo. Se tivesse dito calmamente que estava a fazer errado não tinha ficado chateado. Dou um exemplo concreto: Fui vindimar uma videira que era brava(nos meus olhos são todas iguais), quando viu que já tinha cortado metade das uvas começou logo a gritar...devia ter sido avisado, não sou adivinho, depois a maneira que ele falou deixou-me logo sem confiança. Mais tarde não teve confiança em mim para realizar uma tarefa relativamente fácil, foi chamar outra pessoa, mas como estava ocupada lá teve que recorrer a mim, fiquei pior que estragado.  Ele é que trabalha, o que eu faço no escritório não é importante, não devia deixar menosprezar assim o meu emprego, tem que me respeitar, tenho a certeza que ganho mais em "algumas jogadas" do que ele a trabalhar todo o dia no campo. Assim sendo, futuros trabalhos vou pensar duas vezes antes de aceitar. Está habituado desde novo a trabalhar no campo, a tecnologia para ele não existe, nunca mexeu num computador, até para ligar a boxe da televisão tem dificuldade! Alguma vez gozei com ele? Nunca! Podia ainda o confrontar com a sua atitude, mas não vale a pena. Durante as vindimas falei com um primo que já não via à muito tempo,  para meu azar havia festa este fim de semana na minha localidade e ele perguntou se ia lá. É claro que não tinha intenção de ir, mas não consegui dizer a verdade e disse que sim, "depois lá nos encontramos". Fiquei mesmo abalado e mais umas vez os fantasmas da fobia voltaram. Eu queria ir, mas não consegui, voltei a não ter coragem para enfrentar um convívio social.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ser Mais Independente / Explorado / Conhecimentos

A minha avó está a ficar velhota, a minha mãe doente, não tenho mulher, em breve vou ter que me safar sozinho, tento evitar estes pensamentos, mas não consigo, tenho que aceitar a realidade que me espera no futuro. Penso nestes assuntos sobretudo antes de dormir, o medo apodera-se de mim e começam as paranoias. Tenho 33 anos, já devia ser mais independente!
Sempre cresci com o pensamento que cozinhar era um bicho de sete cabeças, confesso que quando era pequeno tinha um pensamento machista  "cozinhar é para mulheres". Nos últimos tempos tenho observado alguns pormenores e parece que a dificuldade está na minha mente, na minha postura apática e sobretudo na minha falta de confiança, de certeza que já superei "sistemas" mais complexos. No outro dia aprendi a grelhar um peixe, fiquei a pensar "isto é assim tão fácil?"A minha família sempre me afastou, em vez de tentar ensinar essas tarefas desde que era mais novo. Aí erraram, deviam ter insistido mais para aprender. Falo em cozinhar mas pode-se aplicar em outros assuntos. Gostava de ter alguém que me ensinasse, alguém que tivesse paciência e me transmitisse confiança, tudo seria fácil se tivesse companhia. A minha avó não sabe explicar, fico enervado com o seu ar de gozão. Não sei se procure cursos que ensinam de forma profissional ou se tente pela internet...
Exploram-me ao máximo, é incompreensível para quem está de fora perceber porque razão continuo. No fundo vingo-me em não me aplicar nas tarefas que tenho a fazer, a motivação é 0. Envergonho-me de não ter capacidade de falar abertamente com eles e exigir aquilo que é meu. Deixo andar porque não tenho mais nenhum sitio para ir, tenho receio de uma mudança para pior e perder alguma liberdade e flexibilidade de horários. Durante o dia algumas tarefas são difíceis como falar com fornecedores/colaboradores principalmente quando sei que têm uma grau de licenciatura superior ao meu, apesar de ter já alguma experiência continuo com dúvidas da capacidade de transmitir a mensagem por mais simples que seja, é como se fosse sempre a primeira vez. Falto um dia por outro, mas sinto-me mal em casa sem fazer nada. Tenho medo do que os vizinhos possam pensar e que me achem um vagabundo. Com eles é só bom dia, boa tarde ou boa noite, não tenho coragem de tentar uma conversa. Irrita-me colocarem os carros à frente da garagem e eu sem coragem para lá ir avisá-los.
Com 33 anos continuo com um medo brutal de sair de casa, principalmente à noite para tentar conviver. Neste fim-de-semana houve uma festa, muita gente a passar pela rua onde moro, por momentos estive a espreitar pelo óculo da porta e pensei no anormal que sou. Porque tenho pavor em sair naquele momento ao contrário do que acontece quando por exemplo vou ao café antes de ir para o trabalho? Sem convívio nunca vou conseguir arranjar amigos e namorada.
O meu pai chateia-me para tentar travar conhecimentos que me podem ser úteis no futuro. Tem razão, mas eu não consigo falar, não consigo ter um tema de conversa que não me pareça despropositado, fora do contexto. Ele mora sozinho, deve ser bastante solitário, não quero acabar como ele. Contou-me algumas histórias do passado quando morava com a minha mãe, fiquei chocado, ele às vezes exagera, mas acredito nele por causa do perfil da minha família. Também o deitavam abaixo em vez de apoiarem, conseguiu demonstrar que do nada conseguiu viver uma vida relativamente estável. Claro que para ter essa vida não me ajudou em nada, ao contrário do que diz(será que ele pensa mesmo?).
Tenho uma culpa dentro de mim que não consigo deixar de sentir quando faço programas como jogar, ver filmes/séries, ler livros, ou outras actividades solitárias que me impedem de focar em assuntos mais importantes para a evolução do meu ser. Depois dos 30 esse sentimento adensou-se.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ida à Praia, Depilação, Sexo

3 anos que não ia à de praia. Em vez de ir ao mesmo local de sempre, resolvi ir a uma praia que nunca tinha ido (em toda a minha vida apenas conhecia uma). Não contei a ninguém, pois sabia que ia preocupar a minha mãe, não estava para a ouvir e provavelmente acabaria por desistir da viagem. Vi o caminho pela net, pareceu-me bastante fácil lá chegar. Enchi o deposito e arranquei, cheguei ao destino muito mais cedo que imaginava, depois de entrar na auto-estrada demorei uns 50 minutos. Facilmente arranjei estacionamento(não estava à espera), fui dar uma volta a pé para conhecer a zona, tirar fotografias/selfies. Fui almoçar cedo, para ir ao mar apanhar ondas o mais rapidamente possível (tenho medo da congestão). Estendi a toalha perto do mar, vi outro homem sozinho o que me fez sentir melhor, pois não era o único solitário, sei que é triste. Deixei todos os pertences no carro, com medo que me roubassem numa ida ao mar, mas fiquei preocupado em ter deixado a chave no saco. Aconteceu uma situação bastante embaraçosa, numa onda mais forte os meus calções desceram deixando-me por instantes todo nu e o meu minúsculo pénis exposto. Reparei que um homem se estava a rir, deve ter reparado, estava muita gente à volta, provavelmente mais pessoas viram, que vergonha! Para o ano espero que dê para ir para longe, passar para o próximo "nível", ficar alojado durante uns dias, bem sei que provavelmente não terei coragem. Recentemente descobri uma praia fluvial aqui perto (cerca de 10km's), que desconhecia completamente, depois de uma volta de mota por aquela zona é que fiquei a saber da sua existência.  Às vezes aos domingos dou uma volta de mota ao fim do almoço. Vou visitar terras onde raramente fui, procuro um café e estou lá um bocado até me fartar.
Aproveitando uma ida ao cabeleiro para cortar o cabelo resolvi fazer uma extravagância, marquei uma depilação completa, resolvi arriscar e experimentar algo novo para sair desta monotonia. Cheguei ao local e os minutos de espera pareceram uma eternidade, a ansiedade aumentou, o coração disparou, tentei relaxar em vão. A minha expectativa era grande quando vi que trabalhavam lá várias jovens bonitas, mas a técnica que me atendeu já devia ter uns 50 anos, confesso que apanhei uma desilusão, pois preferia uma técnica mais jovem. Ela depilou-me as pernas, virilhas, rabo, axilas, peito, costas, pensei que ia doer mais, a zona do peito foi a mais dolorosa. A técnica foi rápida, falava muito para me deixar à vontade(preferia outra abordagem), não tenho dúvidas que é mais competente que qualquer uma das outras funcionárias mais novas e com menos pudores. Quando cheguei a casa resolvi cortar os pelos pubianos, para completar a depilação. O pior é no final o ardor, agora ando a chegar creme hidratante, que nunca usei na vida, vamos lá ver como nasce a nova "pelagem", espero não ter muita comichão.
Voltei a pagar a uma mulher para ter sexo e mais uma vez foi um fail. Ejaculei logo no sexo oral, ainda nem tinha atingido a erecção na totalidade. É como se meu pénis me dissesse "já está despachado, vamos sair daqui o mais rápido possível", para ir embora desta situação desconfortável. Não desisti e queria ter sexo vaginal, paguei mais uma segunda vez mas já não consegui erecção. Arrependi-me de não ter falado com ela que ejaculava muito rapidamente. Fiquei tão desiludido comigo mesmo, é mesmo para esquecer.