Durante um telefonema com o meu pai, ele disse-me que ia fazer a vindima no fim-de-semana. Nem pensei, ofereci-me logo para ajudar, era uma oportunidade de aproveitar para fazer algo de diferente, de agradar ao meu pai, pois poucas vezes estou com ele e principalmente com os seus(meus) familiares. Tenho fraca conexão com eles, era uma oportunidade rara para conviver. Ele normalmente faz a vindima nos dias de semana, por isso aos anos que já não o ajudava. Sabia que provavelmente ia ter consequências para os meus músculos, pouco habituado a fazer exercício, mas sabia que a forte dor de cabeça era inevitável (não sei porquê quando vou fazer estes trabalhos fico com dor de cabeça insuportável, nunca contei isto a ninguém). Preparei-me: levei chapéu, água (fico facilmente desidratado), fato-de-treino comprido (apesar do calor não queria arranhões ou outras feridas), luvas e a tesoura da "poda". Quando cheguei ao local, já tinham arrancado, lá fui para o meio do mato com duvidas no caminho, com algum receio dos cães (naquela zona andam soltos). Ele é dono de várias pequenas propriedades, terras de pouco valor, os terrenos são aos altos e baixos, deve ter uns 30 "andares", imaginar carregar as uvas lá de baixo cá para cima! Apesar das "belgas" serem pequenas, andei lá perdido e com alguma dificuldade a encontrar as passagens em pedra para descer/subir, muitas delas perigosas. A produção foi pouca, acabámos mais cedo que o previsto, logo o cansaço não fui muito elevado.
A última semana até estive com humor aceitável, mas tudo foi abaixo nesse dia e até agora estou triste tudo por causa da personalidade do meu pai. Ele é muito nervoso e stressa demasiado, sempre a reclamar, aos berros. Ele é que é bom, progressista, até me enjoa esses discursos idiotas e sem noção. Mandou bocas que não gostei, sempre a humilhar-me perante os outros, por não ter prática a fazer estes trabalhos, tive que me conter para não lhe responder e gerar conflitos, mais uma vez a minha atitude passiva prevaleceu. Apetecia-me ir embora dali! Não é assim que funciona a comunicação entre as pessoas, sei que é meu pai mas devia ter respeito, até porque o que ele não ajudou na minha vida não lhe dá direito de falar assim comigo. Se tivesse dito calmamente que estava a fazer errado não tinha ficado chateado. Dou um exemplo concreto: Fui vindimar uma videira que era brava(nos meus olhos são todas iguais), quando viu que já tinha cortado metade das uvas começou logo a gritar...devia ter sido avisado, não sou adivinho, depois a maneira que ele falou deixou-me logo sem confiança. Mais tarde não teve confiança em mim para realizar uma tarefa relativamente fácil, foi chamar outra pessoa, mas como estava ocupada lá teve que recorrer a mim, fiquei pior que estragado. Ele é que trabalha, o que eu faço no escritório não é importante, não devia deixar menosprezar assim o meu emprego, tem que me respeitar, tenho a certeza que ganho mais em "algumas jogadas" do que ele a trabalhar todo o dia no campo. Assim sendo, futuros trabalhos vou pensar duas vezes antes de aceitar. Está habituado desde novo a trabalhar no campo, a tecnologia para ele
não existe, nunca mexeu num computador, até para ligar a boxe da
televisão tem dificuldade! Alguma vez gozei com ele? Nunca! Podia ainda o
confrontar com a sua atitude, mas não vale a pena. Durante as vindimas falei com um primo que já não via à muito tempo, para meu azar havia festa este fim de semana na minha localidade e ele perguntou se ia lá. É claro que não tinha intenção de ir, mas não consegui dizer a verdade e disse que sim, "depois lá nos encontramos". Fiquei mesmo abalado e mais umas vez os fantasmas da fobia voltaram. Eu queria ir, mas não consegui, voltei a não ter coragem para enfrentar um convívio social.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Ser Mais Independente / Explorado / Conhecimentos
A minha avó está a ficar velhota, a minha mãe doente, não tenho mulher, em breve vou ter que me safar sozinho, tento evitar estes pensamentos, mas não consigo, tenho que aceitar a realidade que me espera no futuro. Penso nestes assuntos sobretudo antes de dormir, o medo apodera-se de mim e começam as paranoias. Tenho 33 anos, já devia ser mais independente!
Sempre cresci com o pensamento que cozinhar era um bicho de sete cabeças, confesso que quando era pequeno tinha um pensamento machista "cozinhar é para mulheres". Nos últimos tempos tenho observado alguns pormenores e parece que a dificuldade está na minha mente, na minha postura apática e sobretudo na minha falta de confiança, de certeza que já superei "sistemas" mais complexos. No outro dia aprendi a grelhar um peixe, fiquei a pensar "isto é assim tão fácil?"A minha família sempre me afastou, em vez de tentar ensinar essas tarefas desde que era mais novo. Aí erraram, deviam ter insistido mais para aprender. Falo em cozinhar mas pode-se aplicar em outros assuntos. Gostava de ter alguém que me ensinasse, alguém que tivesse paciência e me transmitisse confiança, tudo seria fácil se tivesse companhia. A minha avó não sabe explicar, fico enervado com o seu ar de gozão. Não sei se procure cursos que ensinam de forma profissional ou se tente pela internet...
Exploram-me ao máximo, é incompreensível para quem está de fora perceber porque razão continuo. No fundo vingo-me em não me aplicar nas tarefas que tenho a fazer, a motivação é 0. Envergonho-me de não ter capacidade de falar abertamente com eles e exigir aquilo que é meu. Deixo andar porque não tenho mais nenhum sitio para ir, tenho receio de uma mudança para pior e perder alguma liberdade e flexibilidade de horários. Durante o dia algumas tarefas são difíceis como falar com fornecedores/colaboradores principalmente quando sei que têm uma grau de licenciatura superior ao meu, apesar de ter já alguma experiência continuo com dúvidas da capacidade de transmitir a mensagem por mais simples que seja, é como se fosse sempre a primeira vez. Falto um dia por outro, mas sinto-me mal em casa sem fazer nada. Tenho medo do que os vizinhos possam pensar e que me achem um vagabundo. Com eles é só bom dia, boa tarde ou boa noite, não tenho coragem de tentar uma conversa. Irrita-me colocarem os carros à frente da garagem e eu sem coragem para lá ir avisá-los.
Com 33 anos continuo com um medo brutal de sair de casa, principalmente à noite para tentar conviver. Neste fim-de-semana houve uma festa, muita gente a passar pela rua onde moro, por momentos estive a espreitar pelo óculo da porta e pensei no anormal que sou. Porque tenho pavor em sair naquele momento ao contrário do que acontece quando por exemplo vou ao café antes de ir para o trabalho? Sem convívio nunca vou conseguir arranjar amigos e namorada.
O meu pai chateia-me para tentar travar conhecimentos que me podem ser úteis no futuro. Tem razão, mas eu não consigo falar, não consigo ter um tema de conversa que não me pareça despropositado, fora do contexto. Ele mora sozinho, deve ser bastante solitário, não quero acabar como ele. Contou-me algumas histórias do passado quando morava com a minha mãe, fiquei chocado, ele às vezes exagera, mas acredito nele por causa do perfil da minha família. Também o deitavam abaixo em vez de apoiarem, conseguiu demonstrar que do nada conseguiu viver uma vida relativamente estável. Claro que para ter essa vida não me ajudou em nada, ao contrário do que diz(será que ele pensa mesmo?).
Tenho uma culpa dentro de mim que não consigo deixar de sentir quando faço programas como jogar, ver filmes/séries, ler livros, ou outras actividades solitárias que me impedem de focar em assuntos mais importantes para a evolução do meu ser. Depois dos 30 esse sentimento adensou-se.
Sempre cresci com o pensamento que cozinhar era um bicho de sete cabeças, confesso que quando era pequeno tinha um pensamento machista "cozinhar é para mulheres". Nos últimos tempos tenho observado alguns pormenores e parece que a dificuldade está na minha mente, na minha postura apática e sobretudo na minha falta de confiança, de certeza que já superei "sistemas" mais complexos. No outro dia aprendi a grelhar um peixe, fiquei a pensar "isto é assim tão fácil?"A minha família sempre me afastou, em vez de tentar ensinar essas tarefas desde que era mais novo. Aí erraram, deviam ter insistido mais para aprender. Falo em cozinhar mas pode-se aplicar em outros assuntos. Gostava de ter alguém que me ensinasse, alguém que tivesse paciência e me transmitisse confiança, tudo seria fácil se tivesse companhia. A minha avó não sabe explicar, fico enervado com o seu ar de gozão. Não sei se procure cursos que ensinam de forma profissional ou se tente pela internet...
Exploram-me ao máximo, é incompreensível para quem está de fora perceber porque razão continuo. No fundo vingo-me em não me aplicar nas tarefas que tenho a fazer, a motivação é 0. Envergonho-me de não ter capacidade de falar abertamente com eles e exigir aquilo que é meu. Deixo andar porque não tenho mais nenhum sitio para ir, tenho receio de uma mudança para pior e perder alguma liberdade e flexibilidade de horários. Durante o dia algumas tarefas são difíceis como falar com fornecedores/colaboradores principalmente quando sei que têm uma grau de licenciatura superior ao meu, apesar de ter já alguma experiência continuo com dúvidas da capacidade de transmitir a mensagem por mais simples que seja, é como se fosse sempre a primeira vez. Falto um dia por outro, mas sinto-me mal em casa sem fazer nada. Tenho medo do que os vizinhos possam pensar e que me achem um vagabundo. Com eles é só bom dia, boa tarde ou boa noite, não tenho coragem de tentar uma conversa. Irrita-me colocarem os carros à frente da garagem e eu sem coragem para lá ir avisá-los.
Com 33 anos continuo com um medo brutal de sair de casa, principalmente à noite para tentar conviver. Neste fim-de-semana houve uma festa, muita gente a passar pela rua onde moro, por momentos estive a espreitar pelo óculo da porta e pensei no anormal que sou. Porque tenho pavor em sair naquele momento ao contrário do que acontece quando por exemplo vou ao café antes de ir para o trabalho? Sem convívio nunca vou conseguir arranjar amigos e namorada.
O meu pai chateia-me para tentar travar conhecimentos que me podem ser úteis no futuro. Tem razão, mas eu não consigo falar, não consigo ter um tema de conversa que não me pareça despropositado, fora do contexto. Ele mora sozinho, deve ser bastante solitário, não quero acabar como ele. Contou-me algumas histórias do passado quando morava com a minha mãe, fiquei chocado, ele às vezes exagera, mas acredito nele por causa do perfil da minha família. Também o deitavam abaixo em vez de apoiarem, conseguiu demonstrar que do nada conseguiu viver uma vida relativamente estável. Claro que para ter essa vida não me ajudou em nada, ao contrário do que diz(será que ele pensa mesmo?).
Tenho uma culpa dentro de mim que não consigo deixar de sentir quando faço programas como jogar, ver filmes/séries, ler livros, ou outras actividades solitárias que me impedem de focar em assuntos mais importantes para a evolução do meu ser. Depois dos 30 esse sentimento adensou-se.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Ida à Praia, Depilação, Sexo
3 anos que não ia à de praia. Em vez de ir ao mesmo local de sempre, resolvi ir a uma praia que nunca tinha ido (em toda a minha vida apenas conhecia uma). Não contei a ninguém, pois sabia que ia preocupar a minha mãe, não estava para a ouvir e provavelmente acabaria por desistir da viagem. Vi o caminho pela net, pareceu-me bastante fácil lá chegar. Enchi o deposito e arranquei, cheguei ao destino muito mais cedo que imaginava, depois de entrar na auto-estrada demorei uns 50 minutos. Facilmente arranjei estacionamento(não estava à espera), fui dar uma volta a pé para conhecer a zona, tirar fotografias/selfies. Fui almoçar cedo, para ir ao mar apanhar ondas o mais rapidamente possível (tenho medo da congestão). Estendi a toalha perto do mar, vi outro homem sozinho o que me fez sentir melhor, pois não era o único solitário, sei que é triste. Deixei todos os pertences no carro, com medo que me roubassem numa ida ao mar, mas fiquei preocupado em ter deixado a chave no saco. Aconteceu uma situação bastante embaraçosa, numa onda mais forte os meus calções desceram deixando-me por instantes todo nu e o meu minúsculo pénis exposto. Reparei que um homem se estava a rir, deve ter reparado, estava muita gente à volta, provavelmente mais pessoas viram, que vergonha! Para o ano espero que dê para ir para longe, passar para o próximo "nível", ficar alojado durante uns dias, bem sei que provavelmente não terei coragem. Recentemente descobri uma praia fluvial aqui perto (cerca de 10km's), que desconhecia completamente, depois de uma volta de mota por aquela zona é que fiquei a saber da sua existência. Às vezes aos domingos dou uma volta de mota ao fim do almoço. Vou visitar terras onde raramente fui, procuro um café e estou lá um bocado até me fartar.
Aproveitando uma ida ao cabeleiro para cortar o cabelo resolvi fazer uma extravagância, marquei uma depilação completa, resolvi arriscar e experimentar algo novo para sair desta monotonia. Cheguei ao local e os minutos de espera pareceram uma eternidade, a ansiedade aumentou, o coração disparou, tentei relaxar em vão. A minha expectativa era grande quando vi que trabalhavam lá várias jovens bonitas, mas a técnica que me atendeu já devia ter uns 50 anos, confesso que apanhei uma desilusão, pois preferia uma técnica mais jovem. Ela depilou-me as pernas, virilhas, rabo, axilas, peito, costas, pensei que ia doer mais, a zona do peito foi a mais dolorosa. A técnica foi rápida, falava muito para me deixar à vontade(preferia outra abordagem), não tenho dúvidas que é mais competente que qualquer uma das outras funcionárias mais novas e com menos pudores. Quando cheguei a casa resolvi cortar os pelos pubianos, para completar a depilação. O pior é no final o ardor, agora ando a chegar creme hidratante, que nunca usei na vida, vamos lá ver como nasce a nova "pelagem", espero não ter muita comichão.
Voltei a pagar a uma mulher para ter sexo e mais uma vez foi um fail. Ejaculei logo no sexo oral, ainda nem tinha atingido a erecção na totalidade. É como se meu pénis me dissesse "já está despachado, vamos sair daqui o mais rápido possível", para ir embora desta situação desconfortável. Não desisti e queria ter sexo vaginal, paguei mais uma segunda vez mas já não consegui erecção. Arrependi-me de não ter falado com ela que ejaculava muito rapidamente. Fiquei tão desiludido comigo mesmo, é mesmo para esquecer.
Aproveitando uma ida ao cabeleiro para cortar o cabelo resolvi fazer uma extravagância, marquei uma depilação completa, resolvi arriscar e experimentar algo novo para sair desta monotonia. Cheguei ao local e os minutos de espera pareceram uma eternidade, a ansiedade aumentou, o coração disparou, tentei relaxar em vão. A minha expectativa era grande quando vi que trabalhavam lá várias jovens bonitas, mas a técnica que me atendeu já devia ter uns 50 anos, confesso que apanhei uma desilusão, pois preferia uma técnica mais jovem. Ela depilou-me as pernas, virilhas, rabo, axilas, peito, costas, pensei que ia doer mais, a zona do peito foi a mais dolorosa. A técnica foi rápida, falava muito para me deixar à vontade(preferia outra abordagem), não tenho dúvidas que é mais competente que qualquer uma das outras funcionárias mais novas e com menos pudores. Quando cheguei a casa resolvi cortar os pelos pubianos, para completar a depilação. O pior é no final o ardor, agora ando a chegar creme hidratante, que nunca usei na vida, vamos lá ver como nasce a nova "pelagem", espero não ter muita comichão.
Voltei a pagar a uma mulher para ter sexo e mais uma vez foi um fail. Ejaculei logo no sexo oral, ainda nem tinha atingido a erecção na totalidade. É como se meu pénis me dissesse "já está despachado, vamos sair daqui o mais rápido possível", para ir embora desta situação desconfortável. Não desisti e queria ter sexo vaginal, paguei mais uma segunda vez mas já não consegui erecção. Arrependi-me de não ter falado com ela que ejaculava muito rapidamente. Fiquei tão desiludido comigo mesmo, é mesmo para esquecer.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Estragar Planos/Empresa/Casa/Obsessão por Compras
Não vale a pena planear nada, acontece sempre alguma coisa que faz com que os planos sejam estragados. Os dias tem estado quentes, mas ainda não consegui tirar um dia para relaxar e ir até à praia. Mais uma vez a minha mãe está internada no hospital o que provoca o atraso nos tratamentos de quimioterapia. Mais preocupações, directas, farto!
Na empresa continuo sem receber, custa-me tanto ir trabalhar nestas condições, não tenho qualquer motivação, estou cada vez mais a desleixar-me nas tarefas que tenho que fazer. A semana passada ainda perguntei a medo se não podia receber um dos salários que tenho em atraso. Mas lá me disseram que havia muitas despesas e que não me podiam pagar... o facto é que o resto do pessoal recebeu. Só eu, para aturar isto, qualquer pessoa já tinha cagado para isto e bazado. Pago mesmo para trabalhar.
A minha casa está cheia de vida por causa dos meus familiares e principalmente por causa dos meus primos pequenos. Em breve vão embora, por um lado fico contente por retomar as minhas rotinas, por outro lado fico triste por perder aquela animação. Não gosto de ouvir certas bocas, principalmente quando duvidam da minha capacidade, deixam-me mesmo triste, não consigo deixar de ficar em baixo.A timidez é confundida com burrice. Até tivemos uns 2 ou 3 convívios porreiros que vou recordar com saudade.
Mais uma vez constipei-me no Verão, dores de garganta impossíveis de suportar, passei vários dias em casa a recuperar. Nestas situações procuro-me resguardar ao máximo, para ver se fico melhor mais rapidamente, mas a recuperação foi na mesma lenta, devia ter seguido a minha vida normal, este tipo de pensamento só me faz atrasar.
As instituições publicas funcionam mesmo mal, tenho tido bastantes problemas por causa da incompetência desses senhores, já estou a ver que não vou conseguir ganhar dinheiro nenhum com a seguradora por falta de documentação que não devia ter problemas em arranjar. Este assunto deixa-me tão revoltado, apetece-me gritar com as pessoas que me atendem, apesar de saber que não têm culpa nenhuma. Mas só a apatia delas me dá nervos, o estilo "tia" da mulher que está a atender dá-me vómitos.
A minha mãe tem mesmo um grave problema psicológico com a necessidade de comprar coisas que não usa, principalmente roupa e cd's. Tinha noção, mas só depois de fazer uma limpeza no quarto é que vi a gravidade. O quarto dela é inenarrável,sinto-me sufocado lá dentro, mobília exagerada, muitas molduras, caixas grandes cheias de tralha por cima dos armários, roupa espalhada por todo o lado, não dá para lá andar dentro. Fiquei chocado, quando vi centenas de cd's de música por abrir, ainda dentro dos plásticos, para que ela compra se não ouve? Compra roupa quando tem tanta, maioria dela nem vai usar! Nesse aspecto, sou tão diferente dela, ando a ficar cada vez mais forreta, até os meus familiares gozam quando dizem que nunca pago nada. Sabia que ela comprava cd's pela net, mas não imaginava que fosse tanta coisa. Até um telemóvel novo comprou e ainda não tirou da caixa, será que não se lembra? Será que ela contou à psicóloga/psiquiatra? Ela omite algumas situações o que me deixa preocupado. Uma pessoa pobre não pode gastar tanto dinheiro em coisas supérfluas, que raio de pensar é o dela?
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Viver a Vida dos Outros e Não Conseguir Viver a Minha
Fui passar uma tarde a casa de uns familiares de uns familiares. Fazemos este convívio uma vez por ano, os miúdos divertiam-se na piscina, estava a passar um bom bocado, até que de repente comecei a ter pensamentos que me deixaram triste. Olhei em redor e vi uma família feliz, tive ciumes de não conseguir criar a minha própria e viver eu estes momentos. Nem coragem tive para levar os calções de banho, para me divertir dentro da piscina, tenho raiva de não conseguir sair desta apatia. Brinquei com o cão, até isso me deixou em baixo, nem tenho coragem para ter um por causa do trabalho que daria. Sinto que não teria paciência, confiança, nem capacidade para o ter de maneira a que ficasse bem tratado. Vi o meu familiar a colocar um cinto para segurá-lo no carro, ou arranjar uma maneira para prendê-lo à parede, não sei fazer nada disso. Devido à minha personalidade estes momentos são raros, se "quisesse" podia ter outros dias de convívio como este. Gostava de saber tratar um jardim, da casa, em vez dos meus tempos livres serem passados a ver séries com o Flash ou jogar Resident Evil.
Evitar conflitos deixa-me posteriormente nervoso. Fui obrigado a trazer a mota num dia frio, só porque decidiu fazer um serviço naquele dia. Se entrasse em confronto seria mau para mim, imagino-me a discutir para libertar a minha ira.
Existem 2 ou 3 espectáculos que gostaria de assistir, mas que não vou conseguir ir por causa da minha maneira de ser. Exemplos: Gosto muito de uma dançarina, sigo-a no instagram a alguns meses. Vai actuar aqui perto, gostava de ir vê-la ao vivo. Estou encantado com uma jornalista que em breve vai fazer um programa em directo aqui na zona. Também gostava de a ver ao vivo, arranjar um autografo, tirar uma selfie, conversar, quem sabe um beijo... já estou a sonhar demasiado alto. Se fosse até lá o máximo que conseguia seria olhá-la de longe, se por acaso me dirigisse a palavra era capaz de bloquear.
Apesar de não ser grande especialista na análise de resultados o espermograma revelou que tinha espermetozoides, comparei os resultados com alguns que vi na internet e pareceu-me normal, ainda tenho esperança de ter filhos. Vou ter que marcar uma consulta, agora estou em paranóia por causa de um alto que tenho na cabeça, doi-me quando toco nela, dá-me a sensação de ter uma ferida. Costumo ter muitas dores. Para libertar o stress e imaginar histórias, oiço musica pelos phones com som muito alto, não o devia fazer mas para mim é como uma terapia, com isto consigo libertar alguma raiva que tenho acumulada. Tenho medo de ter alguma coisa, porque não faço uma tac? Fiquei chocado ao ver uma pessoa que há dois anos era saudável, actualmente com a doença de parkinson. Ela é que tem razão para estar em depressão, se me acontecesse esse azar... nem quero pensar.
Este ano acho que nem vou conseguir tirar uma semana seguida de férias puras o que me deixa revoltado, ainda para mais na situação que estou.
Evitar conflitos deixa-me posteriormente nervoso. Fui obrigado a trazer a mota num dia frio, só porque decidiu fazer um serviço naquele dia. Se entrasse em confronto seria mau para mim, imagino-me a discutir para libertar a minha ira.
Existem 2 ou 3 espectáculos que gostaria de assistir, mas que não vou conseguir ir por causa da minha maneira de ser. Exemplos: Gosto muito de uma dançarina, sigo-a no instagram a alguns meses. Vai actuar aqui perto, gostava de ir vê-la ao vivo. Estou encantado com uma jornalista que em breve vai fazer um programa em directo aqui na zona. Também gostava de a ver ao vivo, arranjar um autografo, tirar uma selfie, conversar, quem sabe um beijo... já estou a sonhar demasiado alto. Se fosse até lá o máximo que conseguia seria olhá-la de longe, se por acaso me dirigisse a palavra era capaz de bloquear.
Apesar de não ser grande especialista na análise de resultados o espermograma revelou que tinha espermetozoides, comparei os resultados com alguns que vi na internet e pareceu-me normal, ainda tenho esperança de ter filhos. Vou ter que marcar uma consulta, agora estou em paranóia por causa de um alto que tenho na cabeça, doi-me quando toco nela, dá-me a sensação de ter uma ferida. Costumo ter muitas dores. Para libertar o stress e imaginar histórias, oiço musica pelos phones com som muito alto, não o devia fazer mas para mim é como uma terapia, com isto consigo libertar alguma raiva que tenho acumulada. Tenho medo de ter alguma coisa, porque não faço uma tac? Fiquei chocado ao ver uma pessoa que há dois anos era saudável, actualmente com a doença de parkinson. Ela é que tem razão para estar em depressão, se me acontecesse esse azar... nem quero pensar.
Este ano acho que nem vou conseguir tirar uma semana seguida de férias puras o que me deixa revoltado, ainda para mais na situação que estou.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Comunicação
Mais uma sessão da formação e parece que o tema é de gozo para comigo, o destino prega-nos cada partida! É sobre comunicação, aquilo em que sou mesmo muito fraco. Estar lá torna-se um pesadelo, estou mesmo em baixo como a algum tempo não estava. Alguns pontos focados: atitude passiva - anulação perante os outros, evitar conflitos para agradar os outros, não expressar os seus pensamentos, bloquear perante os problemas, desvalorizar as suas capacidades, não agir com receio de deceções. Isto é minha descrição, como querem que mude se tenho mais medo de "comunicar" do que morrer? Rapidamente vão descobrir que tenho atitude passiva, todos intervêm menos eu. Não sei como vou conseguir ir às próximas sessões, vou pensar nelas os dias e as noites, como aguentar? Todos os "problemas" com os meus familiares, vida profissional, falta de vida amorosa é da falta de comunicação, não saber falar. Não viver por não saber comunicar, qualquer pessoa consegue ter vários minutos de conversa, menos eu. Faço uma retrospetiva e vejo que não faz sentido a vida que levo. Coisas tão fáceis para qualquer pessoa, menos para mim, hoje apetece-me chorar. Logo no último dia em que me podia divertir, antes da chegada dos meus familiares, estou num estado depressivo.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Formação
Aguento tanta coisa para não ter que ir a entrevistas, formações, convívios, etc, mas lá fui obrigado a ir a uma formação realizada aqui no concelho. Preferia que fosse longe daqui, a angústia apoderou-se de mim. Algum pessoal da minha vila presente, não falei com nenhum, conheço alguns, não sei se a mim me conhecem e um deles até é meu vizinho (ou era, não sei se já saiu das casas dos pais) outro é um gajo bastante popular, tenho medo da reação dele quando descobrir que sou da terra dele e fazer perguntas incomodas às quais vou ficar embaraçado ao responder. "Em mais de 30 anos nunca te vi, onde te enfias?", "Estás mesmo a morar na vila?". Mesmo se pensasse más coisas de mim, porque raio ligo à opinião dele? Gostei da técnica que fez a apresentação, bonita e simpática, (conheço aquela cara de algum lado, mas não estou a ver de onde), infelizmente a intervenção dela foi curta, por outro lado não gostei nada da formadora. A primeira sessão foi surreal, pessoal muito conflituoso, um bêbado, uma brasileira que não parava de falar, um que tem a mania que é bom, não se falou nada da formação em si, definitivamente não me enquadro, que pesadelo vão ser as próximas sessões, estou com medo das apresentações e se for preciso falar perante a "classe"? Fico tão bloqueado que não me sai nada, totalmente baralhado, não consegui fazer uma simples pergunta, todos falavam por cima de mim. Mil vezes o trabalho, é por isso que prefiro estar lá mesmo sem receber qualquer dinheiro. Podia estar de "férias", a gozar... mas não. Não consigo compreender o porquê de me sentir preso? Mais uma vez sou o crucificado no emprego porque sei que com a minha personalidade não consigo ir para outros ambientes...quem me dera não ser tímido. Uma pessoa que lá estava falou do filho e parecia que me estava a descrever a mim. "Um ser calado, que parece que está no mundo à parte, se estivesse aqui nem se ouvia a voz dele".
Fanático por futebol vibrei com a conquista do Euro 2016 por parte de Portugal. Mais uma vez foi um sentimento que acabou por ser triste, pois não tinha ninguém com quem comemorar, ver as pessoas todas na rua em festejo e eu em casa sozinho fez-me sentir ridículo.
Ansioso pelo resultado da biopsia da minha mãe e pelo espermograma que realizei. Será que vou ter a confirmação que não posso ter filhos? Não sei se o resultado é explicito ou se tenho que marcar uma consulta com o meu médico de família, tarefa quase impossível nestes tempos. Vêm familiares do estrangeiro, tenho tanto medo com as perguntas. "Então quando arranjas uma gaja?"...
As histórias imaginárias voltaram em força, agora sonho que sou um ser de outro planeta que está sozinho no mundo, que se sente vazio, nada o preenche, uma justificação para a sua personalidade. Encontra outro ser do mesmo planeta do sexo feminino que sente o mesmo e quando se conhecem têm uma bonita história de amor... nem entro em detalhes é tão vergonhoso que nem consigo escrever, sou tão pateta.
Como convívio lá procuro ir para fóruns, no outro dia fiquei tão chateado por não conseguir defender a minha opinião, sinto sempre que não tenho argumentos para os outros e que sou básico, os outros têm sempre razão. No outro dia deixei lá uma mensagem e nem tive coragem para ir ler as respostas. Dou importância ao que não devia, se fico assim no mundo virtual fará no mundo real.
Fanático por futebol vibrei com a conquista do Euro 2016 por parte de Portugal. Mais uma vez foi um sentimento que acabou por ser triste, pois não tinha ninguém com quem comemorar, ver as pessoas todas na rua em festejo e eu em casa sozinho fez-me sentir ridículo.
Ansioso pelo resultado da biopsia da minha mãe e pelo espermograma que realizei. Será que vou ter a confirmação que não posso ter filhos? Não sei se o resultado é explicito ou se tenho que marcar uma consulta com o meu médico de família, tarefa quase impossível nestes tempos. Vêm familiares do estrangeiro, tenho tanto medo com as perguntas. "Então quando arranjas uma gaja?"...
As histórias imaginárias voltaram em força, agora sonho que sou um ser de outro planeta que está sozinho no mundo, que se sente vazio, nada o preenche, uma justificação para a sua personalidade. Encontra outro ser do mesmo planeta do sexo feminino que sente o mesmo e quando se conhecem têm uma bonita história de amor... nem entro em detalhes é tão vergonhoso que nem consigo escrever, sou tão pateta.
Como convívio lá procuro ir para fóruns, no outro dia fiquei tão chateado por não conseguir defender a minha opinião, sinto sempre que não tenho argumentos para os outros e que sou básico, os outros têm sempre razão. No outro dia deixei lá uma mensagem e nem tive coragem para ir ler as respostas. Dou importância ao que não devia, se fico assim no mundo virtual fará no mundo real.
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